<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732</id><updated>2011-08-21T08:04:12.844-04:00</updated><category term='pintura brasileira'/><category term='Cícero Dias'/><category term='Dom Casmurro'/><category term='Literatura russa'/><category term='Darcy Penteado'/><category term='Grobe'/><category term='autores americanos'/><category term='Literatura argentina'/><category term='Graciliano Ramos'/><category term='Hidroviária'/><category term='Aluízio Alves Filho'/><category term='kovacs'/><category term='Kafka'/><category term='D.H.Lawrence'/><category term='Chekhov'/><category term='A Caixa Preta'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='Simone de Beauvoir'/><category term='Obama'/><category term='Claudinei Vieira'/><category term='Pintores brasileiros'/><category term='autores brasileiros'/><category term='Tanizaki'/><category term='Museu Curitiba'/><category term='Philip Roth'/><category term='Niemeyer'/><category term='Mia Couto'/><category term='Leila'/><category term='Museu Niteroi'/><category term='Roberto Calasso'/><category term='Puchkin'/><category term='Sartre'/><category term='Cinema'/><category term='Pampulha'/><category term='Copan'/><category term='Bush'/><category term='Niteroi'/><category term='Moçambique'/><category term='África do Sul'/><category term='Tabacaria'/><category term='autores franceses'/><category term='autores japoneses'/><category term='Machado de Assis'/><category term='Carlos Scliar'/><category term='Amós Oz'/><category term='Audálio Dantas'/><category term='HQ'/><category term='Ernesto Sabato'/><category term='yasunari Kawabata'/><category term='Pintura Brasil'/><category term='cozinha'/><category term='Manabu Mabe'/><title type='text'>Rosebud - Livros</title><subtitle type='html'>Esta página é dedicada ao LIVRO. 
Somos um grupo de amigos ligados uns aos outros através dos nossos escritos e leituras. Este espaço é reservado à publicação de resenhas, comentários informais de leituras, escritores preferidos e assuntos correlatos. Nossos trabalhos de ficção: contos, poesias, crônicas, etc podem ser lidos nos blogs pessoais que estão nos links desta página. Se você quer publicar aqui faça contato – rose_livros@yahoo.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>221</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3189853266197291177</id><published>2008-06-17T17:31:00.003-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:23.075-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Roberto Calasso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kafka'/><title type='text'>A decifração de K.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SFgt82f7OlI/AAAAAAAAAZM/GFEMhenY9pk/s1600-h/k.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212967092126169682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SFgt82f7OlI/AAAAAAAAAZM/GFEMhenY9pk/s320/k.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se existe um autor cuja fortuna crítica cresce a cada dia, este é, sem erro, Franz Kafka. Nascido de uma família judia pequeno-burguesa, em Praga, no ano de 1883, morreu vítima de tuberculose, no sanatório de Kierling, perto de Viena, em 1924. Quarenta e um anos, contudo, foram o suficiente para que compusesse uma das obras mais incendiárias e mais avassaladoramente “pessoais” de que tem notícia a história da literatura.&lt;br /&gt;A maior parte de seus livros foi publicada postumamente e embora tcheco de nascimento, Kafka teve como pátria linguística o idioma alemão que, sob sua pena torturada alcançou culminâncias até então só atingidas por Goethe ou Schiller. Dez anos apenas após a sua morte, no emblemático ensaio –“Kafka”- , de 1934, o filósofo Walter Benjamin (1892-1940) já chamava a atenção para a “escandalosa singularidade” do autor, prevendo inclusive para o “inventor”, entre outras obras-primas, de “A Metamorfose” (1915) uma tão crescente quanto díspar exegese.&lt;br /&gt;Não poderia ser diferente neste tumultuado e tumultuário início de novo milênio. Em um ensaio de 2002, sucintamente intitulado “K.” , agora publicado no Brasil, pela Companhia das Letras (na sempre cuidada tradução de Samuel Titan Jr.), este autêntico poeta da prosa ensaística, o italiano Roberto Calasso, promove uma dos mais fundos e radicais exercícios de interpretação da obra kafkiana.&lt;br /&gt;São quase 300 páginas, em 15 refinados capítulos, destinadas a desvelar alguns dos títulos fundamentais de Kafka. Detalhe importante -a par da exegese crítica, Calasso não se furta a investigar, com “escuta” quase psicanalítica, a vida aflitiva e torturada do genial judeuzinho de Praga que, num gesto até hoje objeto, ele também, de inúmeras interpretações, exigiu, no leito de morte, que o amigo Max Brod lançasse ao fogo, sem exceção, todos os seus manuscritos. Claro que o pedido, por dúbio e ambíguo, não foi atendido. Como lembrava Otto Maria Carpeaux, numa anotação irônica a propósito de Kafka, quem deseja suicidar-se não pede a outro que lhe prepare o copo de veneno.&lt;br /&gt;Centrando sua investigação principalmente em dois alvo precisos –“O Processo” (1925) e “O Castelo” (1926), logo nos primeiros capítulos deste ousado “K.” , Roberto Calasso considera duas vertentes fundamentais que norteiam o respectivo constructo de ambos os “romances” -punição e eleição. Dois formidáveis complicadores novelescos: em “O Processo” o que se busca é a punição de Joseph K., e em “O Castelo” o “pathos” que o legitima adere umbilicalmente às maquinações de uma eleição -K. chega à aldeia onde imponente a preencher o vazio se impõe o castelo, sob a égide de uma necessidade -a de ser escolhido como agrimensor. Chega ou atende a um chamado?&lt;br /&gt;A unir as duas pontas, a convocação realizada por algo ou alguém, sempre invisível e ambíguo, que impõe, autoritário, desde cima, dono e senhor do Poder, tanto a “pena” quanto a “escolha”. Isso tudo numa urdidura, desnecessário adicionar, da qual só Kafka é capaz, ao erigir uma ambiência romanesca invariavelmente pautada pelo suplício e pela tormenta. E o pior: como assinala Calasso, com argúcia, eleição e condenação quase não se distinguem. E mais: os livros só são dois por uma razão bem simples -a condenação é sempre certa; a eleição, sempre incerta. Não o fossem, “O Processo” e “O Castelo” poderiam filosoficamente constituir o mesmo livro.&lt;br /&gt;Roberto Calasso não anota, mas é bastante oportuno lembrar que os nomes dos protagonistas dos dois “romances” (em Kafka há de se ler sempre entre aspas os gêneros literários que praticou, tanto fugiu às regras e normas das pautas ficcionais do século XIX, então vigentes) não diferem quase nada um do outro: em “O Processo”, quem se vê às voltas com o inusitado se chama Joseph K.; em “O Castelo”, às voltas com o mesmo sem-sentido e imprevisibilidade da vida, está K. .Transparentes razões parecem animar o dispositivo com que Kafka nomeia os personagens -são, assim como a punição e a eleição que caracterizam respectivamente cada um deles, quase os mesmos personagens.&lt;br /&gt;Há um comentário nem tão marginal assim à interpretação de ambos os livros, onde Calasso delata que “na caligrafia de Kafka, a letra K prolongava-se para baixo numa vistosa voluta, que o escritor detestava: ‘O K é muito feio, quase me dá asco, mas continuo a escrevê-lo, deve ser muito característico de mim mesmo’. Escolhendo o nome K., Kafka obrigou-se a grafar centenas de vezes, diante dos próprios olhos, um traço que o ofendia e no qual reconhecia alguma coisa que lhe dizia respeito. Se tivesse narrado ‘O Castelo’ em primeira pessoa, conforme começara a fazer, a história não teria imergido tão profundamente em sua própria fisiologia, em zonas subtraídas ao império da vontade”. O grifo é nosso, mas diz bem desse tormento íntimo sem o qual inexistiria a obra kafkiana.&lt;br /&gt;Depois de se deter exaustivamente em dois ou três densos capítulos dedicados quase inteiramente ao papel das mulheres tanto em “O Processo” como em “O Castelo”, num vertiginoso aprofundamento dessas personas femininas tão decisivas quanto fantasmais, como Amalia, Frieda, Pepi, Henriette, Emilie, Leni, produzidas mais pelo “destino” do que por qualquer outra instância novelesca, Calasso toca num ponto nevrálgico, a meu ver, da produção dos textos mais extensos de Kafka.&lt;br /&gt;Assegura o ensaísta que ao contrário das narrativas curtas onde o tom e a pegada do apólogo estão, de certo modo, sempre presentes, seja no antológico “Josefina, a Cantora” ou mesmo em “Investigações de Um Cão”, “A Toca” ou “Construção da Muralha da China”, sem falar nesta acabada obra-prima que é “A Metamorfose”, os “romances” “O Castelo”, “Amerika” e “O Processo” não dialogam, em nenhum momento, com a fábula, como poderíamos supor à primeira vista.&lt;br /&gt;Na mítica simbologia de todos eles, a grande novidade literária é que não fabulam, como fabula quase explicitamente um texto breve feito “Prometeu” ou mesmo “Um Médico de Aldeia” ou ainda “Um Artista da Fome”. Talvez daí o “inconcluso” que marca algumas das narrativas mais extensas de Kafka, como um voluntarismo essencial. Os contos -com começo, meio e fim- apontam, bem ao gosto da fábula, para uma “moral”, por mais desmoralizante que esta se revele. Ao contrário, os assim nomeados (mais pelo cânone do que pelo próprio Kafka) “romances” insinuam que o não-sentido é que constrói o mais agudo “sentido”, ainda que, novo paradoxo!, este mesmo seja, em si, outra vez, um cabal e aterrador não-sentido. Estamos falando de Franz Kafka, senhores.&lt;br /&gt;A destacar ainda, do fecundo estudo do ensaísta italiano, o capítulo em que trata de “O Veredicto”, a “narrativa-suicídio” escrita por Kafka das dez horas da noite de 22 de setembro de 1912 à seis da manhã do dia seguinte e que assinala, digamos, o seu “nascimento” como escritor, tal como o conhecemos; as 32 páginas em que, acossado, Roberto Calasso intervém no célebre despertar de Joseph K. , no persicutário e mais arriscado de todos os instantes -aquele em que Joseph, eu ou você, leitor, acordamos para mais um dia; e por último mas não menos magnífico, o capítulo final do livro -“O Esplendor Velado”, em que Calasso se dispõe a investigar o que há por trás das resplandecências do sinistro; e não convém revelar aqui o que lá se encontra, expectante...&lt;br /&gt;Assim é o mundo, sugere nos dizer, em última instância, com todas as letras, mas sobretudo com a misteriosa letra K, não só a obra de Franz Kafka como igualmente a prosa ensaística, de altíssimo repertório, em que se constitui o mais novo livro de Roberto Calasso publicado no Brasil. Um meticuloso hino de amor à obra seminal deste que é, sem exagero, um dos mais inventivos autores que já produziu a humanidade.&lt;br /&gt;Tão singular e desconcertante que só um outro escritor, de toque pessoalíssimo como o dele, o búlgaro, também de expressão alemã, Elias Canetti (1905-1994) alcançou definir em poucas linhas, com a cortante lucidez que era a sua marca, e que Calasso não poderia deixar de registrar no admirável “K.”: “ Há escritores, bem poucos na verdade, que são tão inteiramente eles mesmos que qualquer declaração que se arrisque a seu respeito deve soar como uma verdadeira barbárie. Kafka foi um autor desse tipo, e correndo o risco de parecermos pouco independentes, não podemos deixar de ater-nos com máximo rigor às suas próprias declarações”.&lt;br /&gt;Decifrar o autor de “A Metamorfose”, queiramos ou não, será sempre uma tarefa frusta e vã, ademais de perversa e açulada por um viés inútil, malévolo em amplo sentido. Interpretar Franz Kafka , senhores, mesmo através da prosa acordada deste “K.”, segue sendo ainda a melhor maneira de traí-lo. Roberto Calasso sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Bueno*&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Escritor, autor, entre outros títulos, do livro de fábulas "Cachorros do Céu" (ed. Planeta), que esteve entre os finalistas do prêmio Portugal Telecom de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3189853266197291177?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3189853266197291177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3189853266197291177' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3189853266197291177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3189853266197291177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/06/decifrao-de-k.html' title='A decifração de K.'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SFgt82f7OlI/AAAAAAAAAZM/GFEMhenY9pk/s72-c/k.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6153247002389834160</id><published>2008-06-04T08:06:00.005-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:23.595-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carlos Scliar'/><title type='text'>Carlos Scliar</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SEaHB0YUfLI/AAAAAAAAAZE/7Jz1yHmrcng/s1600-h/Bule.vermelho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207998484410825906" style="DISPLAY: block; 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Isto é, chegar no cara e perguntar: "E aí, meu, ela furunfou ou não furunfou da farinha alheia?" Sei lá, parece-me que isso é um pouco a criação de um mito cultural do qual os sábios literatos se valem para aquecer a discussão. A não ser que (e, nesse caso, perdoem-me a ignorância) a pergunta tenha sido feita sim e o Machado tenha dado somente uma risadinha de escárnio como resposta, sendo então o autêntico criador do mito. Na verdade, pouco importa saber a solução: quer ela tenha traído, quer não, isso em nada modifica (ao contrário, só acentua) as intenções e a mestria do autor em lidar com as palavras e em sondar os mistérios dos complexos humanos e como isso modifica sua visão da realidade. Para sempre, seremos assombrados pelos fantasmas do ponto-de-vista do Bentinho.&lt;br /&gt;Isso sempre me vem a mente quando lembro de uma aula que assisti na Faculdade de Letras na Usp. O professor, em certo momento, saiu do tema da aula em si e começou a falar sobre sua pesquisa particular: ele estava escrevendo um ensaio (ou uma matéria ou uma tese) sobre as letras das músicas do Chico Buarque e havia se deparado com uma espécie de mistério: na música "Fado Tropical", do musical "Calabar", (‘ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal’...)  há a declamação de um poema que se mistura com o resto da melodia e tudo. Pois bem, o tal professor há anos estava pesquisando a procedência daquele poema e, mistério dos mistérios!, não conseguia encontrar uma única referência. Na época eu era calouro e, como todo calouro besta e bobo, não tive coragem de levantar a mão e perguntar se aquilo chegara a ser indagado ao próprio Chico. Isto é, por que, afinal de contas, aquilo não teria sido escrito pelo próprio? Mas, e o medo de falar bobagem em público e o professor me fulminar com um olho de desprezo? Arrependo-me de ter ficado calado. Hoje em dia, eu não ficaria quieto. Poderia até levar uma gelada, mas a consciência ficaria tranqüila. Fico imaginando se, no entanto, o professor não teria afinal interpelado o chicão e este respondido com um... sorrisinho de escárnio.&lt;br /&gt;Voltando ao Machado... Em noites de insônias já pensei em escrever um conto mexendo no mito da Capitu. No conto, que nunca escrevi e não faço idéia se algum dia o farei, um professor de português de uma cidadezinha do interior acordaria certa manhã com a resposta na cabeça. E a resposta era tão simples, tão óbvia e clara que sua simples enunciação traria uma nova época na crítica literária brasileira. O mundo da cultura nacional teria um novo marco: A.P.P.C.I. e D.P.P.C.I. (Antes e Depois de um Professor de Português de uma Cidadezinha do Interior). Mas, ele guardaria segredo por algum tempo para escrever um artigo e, assim, se tornar famoso. Ele não conseguiria guardar o segredo muito bem e no final das contas, estaria todo mundo ansioso pela publicação do tal artigo. No dia da divulgação, no entanto, ele é encontrado morto, uma faca no coração e todos os seus papéis queimados. E, desta forma, estaria descoberta a grande conspiração mundial para a manutenção do segredo de Capitu. Nunca ficaria claro se o Machado teria sido criador deste enigmático grupo secreto ou somente mais uma vítima, obrigado a ficar calado para sempre.&lt;br /&gt;Ou, então, não haveria conspiração nenhuma. O tal professor escreveria, sim, o tal artigo, surpreenderia o mundo inteiro com sua perspicácia, inteligência e simplicidade, e todo o sucesso aconteceria. Anos depois, consagrado mundialmente, morre depois de receber um prêmio Nobel concebido especialmente para ele. Lá no Céu, depois de vagar uma eternidade entre as nuvens ele trombaria de frente com o próprio Machado e, entusiasmado, começa a falar sobre o que havia feito na Terra. E o Machado, com a mesma simplicidade e inteligência, e cheio de pena, provaria para ele o quanto estava equivocado e o quanto errara em suas conclusões!&lt;br /&gt;Uma outra versão do finalzinho poderia ser: O Machado escuta com toda a atenção e quando a explicação acaba, dá um tapa na testa e exclama "Mas, como eu não pensei nisso antes?!" Ou, então ainda: O professor tinha acertado mesmo e o Machado confirma, mas o escritor nunca quis que os leitores soubessem da verdade e fica tão zangado com o professor que transforma sua vida no Céu em um verdadeiro inferno.&lt;br /&gt;Lembrei agora por que nunca escrevi o tal conto: Quanta bobagem!&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claudinei Vieira - &lt;a href="http://www.blogger.com/www.desconcertos.com.br"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Desconcertos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.desconcertos.com.br"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-1718608903098743335?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/1718608903098743335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=1718608903098743335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1718608903098743335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1718608903098743335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/05/machados-e-fados.html' title='Machados e Fados'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-1168450459132722112</id><published>2008-05-21T07:18:00.001-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:23.796-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cícero Dias'/><title type='text'>Cícero Dias</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SDQFtcnSd-I/AAAAAAAAAYs/tiBh6uti6Gs/s1600-h/Casa+gde+do+engenhoNoruega.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202789747852998626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SDQFtcnSd-I/AAAAAAAAAYs/tiBh6uti6Gs/s400/Casa+gde+do+engenhoNoruega.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Casa grande do engenheiro Noruega&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-1168450459132722112?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/1168450459132722112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=1168450459132722112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1168450459132722112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1168450459132722112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/05/ccero-dias_21.html' title='Cícero Dias'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SDQFtcnSd-I/AAAAAAAAAYs/tiBh6uti6Gs/s72-c/Casa+gde+do+engenhoNoruega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-55297952987943404</id><published>2008-05-15T01:36:00.003-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:24.244-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudinei Vieira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura argentina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ernesto Sabato'/><title type='text'>O escritor e seus fantasmas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCvNucnSd9I/AAAAAAAAAYk/nXdwaMp4UEQ/s1600-h/sabato2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200476392568027090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCvNucnSd9I/AAAAAAAAAYk/nXdwaMp4UEQ/s400/sabato2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCvNlsnSd8I/AAAAAAAAAYc/eIkdkxTtOeQ/s1600-h/sabato1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200476242244171714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCvNlsnSd8I/AAAAAAAAAYc/eIkdkxTtOeQ/s320/sabato1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O escritor e seus fantasmas&lt;br /&gt;Ernesto Sabato&lt;br /&gt;Companhia das Letras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ernesto Sabato é o autor de “Sobre Heróis e Tumbas”, uma das três maiores obras da literatura latino-americana de todos os tempos (as outras duas são, obviamente, “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marquez e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa), mesmo considerando que seu primeiro romance, “O Túnel”, também reeditado pela Companhia das Letras, já era um clássico. Junto com “O Túnel”, a editora publicou quase ao mesmo tempo o livro de memórias de Sabato, “Antes do Fim”, o amargo e poético testemunho deste velho senhor nascido em 1911, agora quase cego e que tem se dedicado à pintura por conta dos seus problemas de visão, pois uma tela exige menos dos seus olhos. Ainda assim, continua com uma lucidez impressionante e uma mentalidade afiada e instigante. (demorou um pouco para reeditar também seu terceiro romance, “Abadon, O Exterminador”, mas aconteceu)&lt;br /&gt;“O Escritor e seus Fantasmas” são as reflexões de Sabato sobre o ofício de escrever. Publicado pela primeira vez na Argentina em 1963, fez parte de uma intensa discussão sobre a literatura e seus compromissos onde se misturavam, e se confundiam, propósitos políticos e ideológicos, além dos propriamente artísticos. A grande questão talvez fosse saber onde ficavam os limites, se é que existiam, entre arte e realização pessoal em contraponto a uma literatura desejosa de radicais transformações sociais. Hoje em dia, com a derrocada do mais poderoso expoente e sustentador da nefasta política de uma cultura proletária em oposição a uma cultura burguesa e decadente, esta discussão parece ter sido superada pela própria realidade.&lt;br /&gt;Aparentemente, então, boa parte deste livro pode ser considerada como distante, antiga e ultrapassada, uma curiosidade quanto muito. No entanto, mesmo se Sabato se limitasse a um ataque a literatos marxistas, dos quais a História, com H maiúsculo, já tenha se encarregado de jogar na lata do lixo, só por isso já valeria a pena conhecer seu pensamento.&lt;br /&gt;“O Escritor e seus Fantasmas” vai muito além da descrição de uma rixa entre literatos. Em primeiro lugar, porque Sabato não se coloca como um pensador profissional de literatura teórica. Ele não é um crítico ou um filósofo literário, muito menos um pesquisador. Ele é, acima e antes de tudo, um escritor.&lt;br /&gt;É através de sua árdua experiência prática e cotidiana, que ele vai tecendo suas considerações. Afinal de contas, para que um escritor escreve? No prefácio, Sabato é bem claro: “Este livro se constitui de variações em torno de um único tema, o que tem me obcecado desde que comecei a escrever: por que, como e para que se escrevem ficções?”&lt;br /&gt;Não há capítulos ou progressão geral para um pensamento único. São considerações que podem tomar várias páginas como quando discute o pretenso desaparecimento do romance como gênero literário ou quando combate o “subjetivismo” e o “cientificismo” na literatura. Ou, então, apenas um parágrafo, uma idéia, uma citação de algum outro autor.&lt;br /&gt;Deste livro, algo que se impõe à primeira vista é o profundo comprometimento do artista com sua arte. Sabe-se como Sabato pode ser sério em suas convicções: sua primeira formação foi como físico. Deixou a Física, mesmo tendo fortes possibilidades de ganhar o Prêmio Nobel por suas pesquisas, porque ela não lhe completava como ser humano e nem respondia a suas angustiadas questões morais e pessoais. A literatura, sim, a arte em geral podem proporcionar respostas.&lt;br /&gt;Esse engajamento na arte deve ser absoluto. Em um trecho intitulado &lt;em&gt;“A condição mais preciosa do criador&lt;/em&gt;”, ele diz que essa condição é &lt;em&gt;“O fanatismo. É preciso ter uma obsessão fanática, nada deve antepor-se a sua criação, deve sacrificar qualquer coisa a ela. Sem esse fanatismo nada de importante pode ser feito&lt;/em&gt;”. Mais para frente, diz: &lt;em&gt;“O homem de hoje vive em alta tensão, diante do perigo da aniquilação e da morte, da tortura e da solidão. É um homem de situações extremas, chegou aos limites últimos de sua existência ou está diante deles. A literatura que o descreve e o interroga só pode ser, portanto, uma literatura de situações excepcionais”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Para Sabato, a arte não pode ser prostituída: &lt;em&gt;“Se recebemos dinheiro por nossa obra, tudo bem. Mas escrever para ganhar dinheiro é uma abominação. Essa abominação se paga com o abominável produto que assim se engendra”. Então, como viver? “De qualquer modo, desde que a criação não seja manuseada, abastardada, barateada: montando uma oficina mecânica, trabalhando de empregado em um banco, vendendo quinquilharias na rua, assaltando um banco”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Partindo de Sabato, estas afirmações adquirem uma conotação que saem do meramente retórico. Afinal, ele é uma pessoa que teve a coragem moral de assumir suas convicções e de pagar por elas.&lt;br /&gt;Fanatismo artístico, no entanto, não significa cegueira cultural. Ao lado de todo esse seu radicalismo artístico, há uma enorme dose de sobriedade e lucidez. Ao discutir a visão marxista de arte, por exemplo, Sabato critica, ataca e denuncia a falsidade dos quadros dogmáticos e esquemáticos dos marxistas de carreira tanto quanto a ignorância e preconceito dos que acreditam que o marxismo, e o próprio Karl Marx, se reduzem a um economicismo simplório.&lt;br /&gt;Sua ironia fina, elegante e penetrante e a escrita direta e simples, marcas absolutas de toda sua literatura, estão presentes aqui em alto grau. Em um trecho intitulado &lt;em&gt;“Sobre os perigos do estruturalismo&lt;/em&gt;”, ele comenta: &lt;em&gt;“Quase tudo é estrutura. Como afirmou solenemente um professor: com a única exceção do que é amorfo, tudo apresenta uma estrutura. O que é mais ou menos como dizer que, com a única exceção dos animais invertebrados, todos são vertebrados”,&lt;/em&gt; isto é,&lt;em&gt; uma “pomposa imbecilidade”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A tentação de encher este texto com citações é quase incontrolável; quase a cada página, é possível encontrar uma pérola. O que não significa que não haja também momentos baixos ou afirmações óbvias e simplistas. Mas, elas não atrapalham nem o desmerecem. Afinal, “O Escritor e seus Fantasmas” são as palavras de quem sabe o que está fazendo e fez durante a vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Claudinei Vieira - &lt;a href="http://desconcertos.wordpress.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Desconcertos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-55297952987943404?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/55297952987943404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=55297952987943404' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/55297952987943404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/55297952987943404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/05/o-escritor-e-seus-fantasmas.html' title='O escritor e seus fantasmas'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCvNucnSd9I/AAAAAAAAAYk/nXdwaMp4UEQ/s72-c/sabato2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3032268220309217256</id><published>2008-05-08T19:53:00.005-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:24.647-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cícero Dias'/><title type='text'>Cícero Dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCOTqIZDRzI/AAAAAAAAAYU/Py2S_fwF3LA/s1600-h/morte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198160746932029234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCOTqIZDRzI/AAAAAAAAAYU/Py2S_fwF3LA/s400/morte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ambientada no universo sertanejo da seca e da catinga, "Morte" ilustra a realidade do homem posto à margem da sociedade moderna e urbana que se consolida na época. Datada do mesmo ano em que ocorre a primeira exposição de Cícero Dias no Rio de Janeiro, então capital da república, em 1928, a obra sintetiza a preocupação modernista em trazer à tona o Brasil posto à margem, se utilizando da inspiração formal herdada das vanguardas européias. Em resposta a representação de um país que caminha para o progresso, especialmente Rio e São Paulo, Cícero retrata a morte como elemento do cotidiano do caboclo, no interior do país, oposto ao Brasil desenvolvido do litoral. O regionalismo do pintor pernambucano está não só na escolha do tema, como também no uso dos tons e figuras que formam o em torno. O verde do mandacaru, o vermelho do sangue e o negro-mulato da pele são extraídos da própria paisagem. A mulher exposta de forma sensual e as flores que voam do carrinho do menino ao fundo são alguns dos elementos que quebram com a pesada carga emocional do tema da morte. Por outro lado, proporcionam à obra uma leveza poética e inocente, como aquela presente em um sonho. A escolha de traços infantis e pouco elaborados também colaboram para um resultado comovente e quase esperançoso diante do avanço dos pássaros negros&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198160179996346146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCOTJIZDRyI/AAAAAAAAAYM/NOECfup73JQ/s400/violao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A mulher, sempre presente em Cícero Dias, adquire nesta obra um aspecto especialmente lírico e sedutor. A figura do violão, instrumento de formas sinuosas, reforça a presença feminina. O clima erótico faz com que o soldado flutue entre os elementos provincianos que integram a paisagem. A presença característica das cores tropicais, de intensa luminosidade, concede ao quadro uma sensualidade implícita, tipicamente brasileira. O resultado é a criação de um ambiente de sonho, quase de adolescente, onde as notas musicais parecem envolver a todos que compõem a cena. O uso de traços primitivistas, quase infantis, acrescenta o clima de ingenuidade expressado nesta obra. Todos estes elementos fazem com que o artista seja comparado com os surrealistas, e chamado "o Chagall dos trópicos". Principalmente quando aborda os temas da juventude com erotismo, beleza e simplicidade, Dias exprime seu surrealismo autóctone.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;C.A.A.  -&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mac.usp.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; MAC USP&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cicero dos Santos Dias (Escada PE 1907 - Paris França 2003). Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor. Inicia estudos de desenho em sua terra natal. Em 1920, muda-se para o Rio de Janeiro, onde matricula-se, em 1925, nos cursos de arquitetura e pintura da Escola Nacional de Belas Artes - Enba, mas não os conclui. Entra em contato com o grupo modernista e, em 1929, colabora com a Revista de Antropofagia. Em 1931, no Salão Revolucionário, na Enba, expõe o polêmico painel, tanto por sua dimensão quanto pela temática, Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife. A partir de 1932, no Recife, leciona desenho em seu ateliê. Ilustra, em 1933, Casa Grande &amp;amp; Senzala, de Gilberto Freyre (1900 - 1987). Em 1937, é preso no Recife quando da decretação do Estado Novo. A seguir, incentivado por Di Cavalcanti (1897 - 1976), viaja para Paris onde conhece Georges Braque (1882 - 1963), Henri Matisse (1869 - 1954), Fernand Léger (1881 - 1955) e Pablo Picasso (1881 - 1973), de quem se torna amigo. Em 1942, é preso pelos nazistas e enviado a Baden-Baden, na Alemanha. Entre 1943 e 1945, vive em Lisboa como Adido Cultural da Embaixada do Brasil. Retorna a Paris onde integra o grupo abstrato Espace. Em 1948, realiza o mural do edifício da Secretaria das Finanças do Estado de Pernambuco, considerado o primeiro trabalho abstrato do gênero na América Latina. Em 1965, é homenageado com sala especial na Bienal Internacional de São Paulo. Inaugura, em 1991, painel de 20 metros na Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo. No Rio de Janeiro, é inaugurada a Sala Cicero Dias no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA. Recebe do governo francês a Ordem Nacional do Mérito da França, em 1998, aos 91 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3032268220309217256?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3032268220309217256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3032268220309217256' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3032268220309217256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3032268220309217256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/05/ccero-dias.html' title='Cícero Dias'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SCOTqIZDRzI/AAAAAAAAAYU/Py2S_fwF3LA/s72-c/morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-5239808244457051950</id><published>2008-05-04T02:53:00.002-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:24.818-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obama'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Philip Roth'/><title type='text'>"Bush é horrível demais para ser esquecido", diz Philip Roth</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SB1d4ib779I/AAAAAAAAAYE/cWiaCmIoNro/s1600-h/01_roth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196412770953457618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SB1d4ib779I/AAAAAAAAAYE/cWiaCmIoNro/s400/01_roth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O escritor americano Philip Roth falou à Spiegel sobre envelhecimento, sobre por que George W. Bush é o pior presidente americano da história, e revelou por que nunca dá o seu número de celular a ninguém.&lt;br /&gt;Philip Roth, que vai completar 75 anos em março, é um dos autores norte-americanos vivos mais aclamados pela crítica. Seu livro "O Complexo de Portnoy", de 1969, levou-o à fama, e ele deu continuidade ao sucesso, ganhando o prêmio Pulitzer com o livro "Pastoral Americana", de 1997.&lt;br /&gt;Muitos de seus livros têm o alter-ego ficcional de Roth, Nathan Zuckerman, como personagem principal. Zuckerman aparece novamente no último trabalho de Roth, "Exit Ghost", em que o personagem volta a Nova York depois de muitos anos de exílio no interior da Nova Inglaterra.&lt;br /&gt;A Spiegel conversou com Roth sobre "Exit Ghost", as eleições americanas e os prazeres da vida no campo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - Senhor Roth, quantas vezes você tentou matar Nathan Zuckerman, o herói e narrador de muitos de seus livros?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Philip Roth&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- (risos) Eu não sei - você sabe?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Três vezes. Uma em "Deception"...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ah, é verdade, eu tinha me esquecido dessa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - E depois novamente em "The Counterlife", quando ele tinha 44 anos. Agora, em seu novo livro "Exit Ghost", ele aparece bem vivo, aos 71 anos de idade, mas você o mata novamente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Não o matei. Só mandei ele para casa.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - "Foi embora para sempre", foi o que o senhor escreveu. Faz alguma diferença?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; -&lt;em&gt; Com certeza.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - Nathan Zuckerman é um escritor que costumava viver sozinho no interior - um pouco parecido com o escritor Philip Roth - mas depois volta para Nova York. Ele está tentando escapar da idade avançada, tentando se tornar forte novamente?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Ah, talvez ele tente, mas acho que este último livro é de fato sobre a vida que o está deixando. Ele não tem mais o espírito de luta dentro de si. Por alguns momentos, há uma explosão de luta e virilidade, mas ele acaba fugindo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - Será que esse vai ser o fim de Zuckerman?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth &lt;em&gt;-&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Sim.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Por que o senhor quis eliminar o seu personagem mais famoso?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Nem eu mesmo percebi que tinha o desejo de chegar a um final. Se me lembro bem, isso simplesmente aconteceu. Quando comecei o livro, não sei se pensei que seria o último.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Você não tinha um plano quando começou o livro?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Acho que não. A história simplesmente levou àquele final. E, da forma que ela se desenrolou, acabou trazendo um acabamento e uma conclusão. Mas, no começo... tudo o que havia era a idéia da sua volta. Você conhece a história de Rip Van Winkle? Rip Van Winkle ficou adormecido por 20 anos, e então acordou. Isso foi o que aconteceu com Zuckerman ao voltar para a cidade. Eu tive de descobrir o que ele iria descobrir - o que ele iria ver, como as pessoas seriam, principalmente os jovens. Foi uma história de descobertas, como é a maioria dos meus livros.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel &lt;/strong&gt;- E o que ele descobriu foram telefones celulares.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Ele ainda vive na era da máquina de escrever. E então ele vê as pessoas falando sozinhas na rua.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; O pano de fundo do livro são as eleições de 2004. Por que isso foi importante para você?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;A decepção foi muito grande, principalmente entre os jovens. Pareceu para mim um momento histórico forte. Imaginei que fosse trazer um colorido forte, um bom pano de fundo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - Em outras palavras, você escolheu o pano de fundo por motivos puramente técnicos?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Sempre tento fazer com que haja algo acontecendo no livro além da história principal. E senti que isso me daria uma boa oportunidade para fazer com que todos se comportassem e agissem de forma a mostrar suas emoções por causa da eleição. Permitiu que eu trouxesse o jovem casal à vida e também salientou a diferença entre eles e Zuckerman.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Ele é cínico e o casal é furioso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; É isso, apesar de que eu não diria que ele é cínico, mas sim que está acabado. Aquilo tudo acabou para ele.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Você ainda se importa com política? Está acompanhando as eleições de 2008?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Infelizmente sim. Eu parei de acompanhar até uns dois anos atrás - até lá, a política não era real. Então assisti os primeiros debates de New Hampshire, e os republicanos foram tão inacreditavelmente impossíveis. Assisti o debate dos democratas e me interessei por Obama. Acho que vou votar nele.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; O que fez com que você se interessasse por Obama?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Primeiro o fato de ele ser negro. Sinto que a questão da raça nesse país é mais importante do que a questão feminista. Acho que a importância para os negros será enorme. Ele é um homem atraente, inteligente, e bastante articulado. Sua posição no Partido Democrata é mais ou menos OK para mim. E acho que vai ser importante para os negros americanos que ele seja presidente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Poderia mudar a sociedade, não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth -&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Sim, poderia. Isso iria dizer algo sobre esse país, e seria algo maravilhoso. Não sei se vai acontecer. Eu raramente voto em alguém que vença. Pode ser o beijo da morte se você escrever na sua revista que eu vou votar em Obama. Ele estará acabado!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; A discussão sobre Obama nos fez lembrar de seu personagem Coleman Silk, o herói de "A Marca Humana", que é um negro com a pele muito clara, e que inventa uma biografia judia. O ponto a que queremos chegar é a questão da identificação, sobre o comportamento certo e o errado. Será que Obama é negro o suficiente?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; -&lt;em&gt; Sei que essa discussão pode ir adiante, mas acho que ela vai desaparecer se ele for nomeado. A realidade dessa corrida vai deixar isso de lado. De qualquer forma, qualquer um que seja metade branco, metade negro, é considerado negro. Basta uma gota de sangue.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Que os brancos o considerem negro, tudo bem. Mas a questão é se os negros o consideram negro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;- Eles irão considerá-lo à medida que as eleições seguirem em frente. Se ele conseguir a nomeação. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt; Você de fato acredita que Obama poderia mudar Washington ou mudar a política?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Tenho interesse simplesmente em ver como seria a presença dele no governo. Você sabe quem ele é, de onde vem, essa é a mudança. Também é assim com Hillary Clinton, mas a grande diferença está em quem é ela. E a respeito de toda a retórica sobre mudança, mudança, mudança - é pura semântica, não significa nada. Eles irão responder às situações conforme elas aparecerem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - Você se interessa pelos Clinton como um casal? Eles são figuras literárias?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Ah, esse é o lado telenovela. Eles são tremendamente agressivos, acho que eles são capazes de falar ou fazer qualquer coisa, mas não, eles não me interessam como um casal. Bill Clinton era interessante como presidente - eu não sei o que ele é agora. Acho que eles podem estar exagerando ao tentar o jogo novamente, sendo agressivos, e as pessoas vão se irritar com isso.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - O que vai ficar do presidente atual, George W. Bush? Será que ele vai ser esquecido depois de sair do governo?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Não, ele foi horrível demais para ser esquecido. Haverá muita coisa escrita sobre isso. E há muito a ser escrito sobre a guerra. Há muito para ser escrito sobre o que ele fez com o reaganismo, uma vez que ele foi muito mais longe que Reagan. Então ele não será esquecido. Já disseram que ele foi o pior presidente que os Estados Unidos já tiveram. Na minha opinião, isso é verdade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel&lt;/strong&gt; - Por quê?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Bem, principalmente por causa da guerra, da decepção com a entrada na guerra. O cinismo absoluto que envolveu a decepção. O custo da guerra, o Tesouro e as vidas dos americanos. Foi hediondo. Não há nada parecido com isso. Em segundo lugar, por causa de sua atitude em relação ao aquecimento global, que é uma crise mundial; e eles foram extremamente indiferentes, até mesmo hostis, em relação a qualquer tentativa de enfrentar o problema. E mais isso, mais aquilo, mais isso, mais aquilo... Ou seja, ele fez um grande estrago.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Spiegel -&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Já que o seu livro se passa na semana das eleições de 2004, você saberia explicar por que os americanos votaram em Bush pela segunda vez?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roth&lt;/strong&gt; -&lt;em&gt; Acho que foi pelo fato de estar em guerra e não querer mudar, além de estupidez política. Por que alguém elege uma determinada pessoa? Pensei bastante sobre John Kerry quando ele começou a campanha, mas ele não conseguia competir com Bush. Os democratas não são brutos, o que é muito ruim, porque os republicanos são brutos. E os brutos vencem.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Klaus Brinkbäumer e Volker Hage&lt;br /&gt;Tradução: Eloise De Vylder&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.spiegel.de/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Der Spiegel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5239808244457051950?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5239808244457051950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5239808244457051950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5239808244457051950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5239808244457051950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/05/bush-horrvel-demais-para-ser-esquecido.html' title='&quot;Bush é horrível demais para ser esquecido&quot;, diz Philip Roth'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SB1d4ib779I/AAAAAAAAAYE/cWiaCmIoNro/s72-c/01_roth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3771441940502924712</id><published>2008-04-29T13:58:00.003-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:25.297-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pintura brasileira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manabu Mabe'/><title type='text'>Manabu Mabe</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SBdidCb776I/AAAAAAAAAXs/Kl1P4ctZWVg/s1600-h/s.titulo.guache.e.aquarela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194728946204929954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SBdidCb776I/AAAAAAAAAXs/Kl1P4ctZWVg/s400/s.titulo.guache.e.aquarela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sem título - guache e aquarela &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SBdidib777I/AAAAAAAAAX0/sushJllX5eQ/s1600-h/Poema+de+primavera.1983.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194728954794864562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SBdidib777I/AAAAAAAAAX0/sushJllX5eQ/s400/Poema+de+primavera.1983.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Poema da primavera - 1983 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SBdidyb778I/AAAAAAAAAX8/bi7-D5GB7pk/s1600-h/serigrfia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194728959089831874" style="DISPLAY: block; 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MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SA_wHSb775I/AAAAAAAAAXk/KYHsh5TvV2U/s320/oz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Caixa Preta&lt;br /&gt;Amós Oz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amóz Oz é uma das provas vivas, como fosse necessário, de que um verdadeiro escritor, ao tratar do que realmente conhece, de sua terra, de sua gente, consegue falar de temas universais.&lt;br /&gt;Oz é reconhecido como um autor não só judeu, não só israelita, mas eminentemente israelense. Nascido em 1939, em Jerusalém, sua vida está diretamente imbricada com a construção e sobrevivência do Estado de Israel, o qual sempre defendeu. Foi soldado da reserva em todas as batalhas de fundação e manutenção do pequeno país, como a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e a do Yom Kippur, em 1973. Mas, ao mesmo tempo, sempre entendeu que havia possibilidades de convivência pacífica entre as nações desde que houvesse respeito mútuo. Para Oz, há condições para que existam tanto um estado judeu quanto um palestino.&lt;br /&gt;Assim que foi possível, deixou o exercito e engajou-se em todos os movimentos pacifistas; foi um dos fundadores do grupo "Paz Agora", em 1977, e é uma de suas figuras públicas mais conhecidas; escreve artigos em defesa da paz em várias revistas e jornais do país e do mundo. Em 1992, ganhou um dos mais importantes prêmios alemães dedicado às pessoas que militam a favor da paz, o German Friedenspreis; em 1997, ganhou do presidente francês Jacques Chirac, a Legião de Honra.&lt;br /&gt;Por outro lado, é um grande cultor das tradições e da cultura judaicas. Durante muitos anos, viveu em kibutzim, sem nenhum luxo, apesar dos seus rendimentos; sempre escreve seus livros primeiro em hebraico. Até hoje continua dando aula de língua e literatura hebraicas na Universidade Ben-Gurion; durante um ano morou e deu aula nos Estados Unidos como professor convidado. Em 1991, foi eleito membro pleno da Academia de Língua Hebraica.&lt;br /&gt;Isto por si só não explica sua ascensão como escritor e nem o sucesso dos seus livros pelo mundo. Nem o fato de ser traduzido para mais de 30 línguas, publicado em mais de 40 países, detentor de vários recordes de vendagem em Israel, aclamado por críticos e por milhares de leitores e também xingado e criticado, tanto por suas posições quanto pelas suas qualidades literárias. A cada nova obra ou novo artigo, a polêmica se reinstala.&lt;br /&gt;"A Caixa Preta" é um dos seus livros mais reconhecidos. Desde quando foi lançado, em 1987, (centenas de exemplares eram vendidos por dia pelas ruas de Israel, disputados a tapa, e permaneceu assim por muito tempo, até alcançar um impressionante número de 70 mil livros vendidos, para uma população de pouco menos de quatro milhões de pessoas), foi considerado tanto como uma obra-prima da literatura mundial quanto lixo que deveria ser jogado na fogueira.&lt;br /&gt;Basta sua leitura para entender como é possível provocar emoções tão exarcebadas: como um verdadeiro cirurgião, ele deixa expostos todos os nervos da relação humana. É fácil compreender que algumas pessoas não consigam se reconhecer ou assumir que aqueles personagens são cópias fiéis de uma realidade, de sua própria realidade, interna, profunda, verdadeira.&lt;br /&gt;"A Caixa Preta" é um mergulho nas dores de relações quebradas, de anseios interrompidos, de esperanças frustradas. O título faz referencia aos equipamentos de registro dos aviões, utilizados quando ocorre um desastre, para se saber de todos os detalhes e tentar entender o que aconteceu.&lt;br /&gt;O "desastre" neste caso é o final do casamento de Alec Guideon e Ilana. Oz abre para nós a caixa preta desta separação, por meio da correspondência trocada entre os dois e as pessoas que os circundam. Sete anos depois do final de um casamento marcado pelas brigas, desentendimentos, traições e luta pela guarda do filho (ninguém tem certeza absoluta de que Alec seja realmente o pai, pois tanto ele quanto Ilana se recusam a fazer o teste de DNA), Alec está morando nos Estados Unidos, desfrutando da herança do pai e de sua fama como intelectual e historiador e Ilana casou-se novamente com um líder tradicionalista e de direita.&lt;br /&gt;O motivo para que Alec e Ilana voltem a se falar é o filho, Boaz, que se revela um rapaz problemático, violento e agressivo, sem perspectivas de futuro, forçando Ilana a pedir ajuda para Alec. É o suficiente para que toda a amargura, frustrações e defeitos de caráter ou comportamento voltem à tona. Cada carta destila ódio, desespero, incompreensão. Uma autêntica lavagem de roupa (moral, pessoal, íntima) da qual nós, leitores, participamos como verdadeiros voyeurs, perplexos ante a profundidade de sofrimento que cada ser humano é capaz de agüentar. Ou provocar.&lt;br /&gt;Cada página do livro de Oz é um verdadeiro petardo. A cada momento, há uma revelação sobre algum aspecto deixado obscuro em uma carta anterior; a cada instante, somos obrigados a fazer uma reavaliação sobre aquilo que sabíamos (ou pensávamos saber). Um comentário feito por Tatiana Carlotti, resenhista do iGler, sobre este livro, é completamente pertinente: o modo magnífico como Oz trabalha os silêncios.&lt;br /&gt;Através de toda a verborragia que nos inunda com as cartas, há "buracos", verdades escondidas ou veladas que vão surgindo com muito custo, com fórceps, para cada correspondente. O leitor fica em verdadeiro suspense, esperando pela próxima carta que trará, ou deveria trazer, uma luz sobre aqueles aspectos que parecem tão assentados.&lt;br /&gt;Impressionante também é como Oz assume cada personagem. Sem grandes floreios ou enormes frases de efeito, sentimos as personalidade completamente diversas, sem que o autor recorra a truques de repetição de falas para caracterizar uma pessoa. Parece incrível que tenha sido um homem quem no final das contas tenha escrito a carta, por exemplo, de Ilana, datada de 19/4/1976.&lt;br /&gt;A carta começa com ela reconhecendo suas próprias mentiras, seu "sangue de puta", que fez com que traísse Alec com vários homens e o quanto, no entanto, apesar de tudo o que eles tinham vivido e brigado, ele continuava sendo uma figura importante, fundamental, primordial, a ponto de ela dizer "&lt;em&gt;Você foi e continua sendo meu marido. Meu senhor e mestre. Para sempre. E na vida após a vida, Michel", &lt;/em&gt;o atual marido, &lt;em&gt;"segurará o meu braço para me conduzir ao altar para a cerimônia de casamento com você".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a bomba vem logo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Como um cavaleiro que matou um dragão, escrevi há um momento. Mas não se apresse em comemorar. Sua arrogância é prematura, meu senhor: você é o cavaleiro louco que matou o dragão, e depois matou também a donzela e por fim destroçou também a si mesmo. Na realidade, você é o dragão.&lt;br /&gt;E este é o momento mais delicioso para mim: revelar que Michel-Henri Sommo é muito melhor do que você na cama. Em tudo que se refere ao corpo, Michel foi muito bem-dotado desde que nasceu.&lt;br /&gt;Na verdade, não apenas Michel. Quase todos eles poderiam ter ensinado uma ou duas lições a você. Até o rapaz albino que era seu motorista no Exército: casto como um cabrito, talvez no máximo dezoito anos, culpado, assustado, mais submisso que talo de grama, tremendo todo, os dentes batendo, quase implorando que eu desistisse dele, quase em lágrimas, e de repente começou a esporrar antes sequer de me tocar, soltou um uivo de cachorrinho e, mesmo assim, Alec, no instante em que os olhos assustados do rapaz me lançaram um brilho puro de gratidão, de admiração, de adoração sonhadora, inocente como o canto dos anjos, isso fez meu corpo e o meu coração estremecerem mais do que você conseguiu em todos os nossos anos juntos."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Creio que dá para sentir o "clima" de "A Caixa Preta". E fica perfeitamente compreensível por que qualquer rabino tradicionalista de Israel deve sentir horror de pegar um livro de Amóz Oz nas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.desconcertos.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Desconcertos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5745789973642370734?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5745789973642370734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5745789973642370734' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5745789973642370734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5745789973642370734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/04/caixa-preta.html' title='A Caixa Preta'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SA_wHSb775I/AAAAAAAAAXk/KYHsh5TvV2U/s72-c/oz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4348497034417754094</id><published>2008-04-17T15:28:00.004-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:25.751-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintores brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manabu Mabe'/><title type='text'>Manabu Mabe</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SAem_c7E3-I/AAAAAAAAAXc/Drk08co6C80/s1600-h/Marinha.santos.anos.50.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190300704593731554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SAem_c7E3-I/AAAAAAAAAXc/Drk08co6C80/s400/Marinha.santos.anos.50.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Marinha - Santos - anos 50&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SAemHc7E39I/AAAAAAAAAXU/OQj5x_e0Y-A/s1600-h/natureza.morta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190299742521057234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SAemHc7E39I/AAAAAAAAAXU/OQj5x_e0Y-A/s400/natureza.morta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Natureza morta - anos 50&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4348497034417754094?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4348497034417754094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4348497034417754094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4348497034417754094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4348497034417754094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/04/manabu-mabe_17.html' title='Manabu Mabe'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/SAem_c7E3-I/AAAAAAAAAXc/Drk08co6C80/s72-c/Marinha.santos.anos.50.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4761298206138345735</id><published>2008-04-13T10:54:00.006-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:26.071-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='yasunari Kawabata'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><title type='text'>A CASA DAS BELAS ADORMECIDAS</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Yasunari Kawabata&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/SAIfsh75MmI/AAAAAAAAAmg/sAZKjSjFHm8/s1600-h/kawabata+desenho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/SAIfsh75MmI/AAAAAAAAAmg/sAZKjSjFHm8/s320/kawabata+desenho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188744570568520290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/SAIfsh75MmI/AAAAAAAAAmg/sAZKjSjFHm8/s1600-h/kawabata+desenho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Além de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Casa das Belas Adormecidas &lt;/span&gt;li os seguintes livros de Kawabata: &lt;span style=""&gt;Th&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;e Dancing &lt;span style=""&gt;Girl&lt;/span&gt; of &lt;span style=""&gt;Izu&lt;/span&gt; and Other Stories&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, O País das Neves, Kyoto&lt;/span&gt; e agora estou lendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Contos da Palma da mão&lt;/span&gt;. Gostei de todos eles, são histórias curtas, normalmente plenas de sensualidade ou são uma reflexão sobre a existência, sobre a velhice, sobre a vida do próprio autor já que muitas das histórias são retiradas do seu diário. &lt;b style=""&gt;A Casa das Belas Adormecidas&lt;/b&gt; foi um dos que mais me impressionou e não sei bem a razão, talvez seja a forma, mas pode ser também a ousadia do autor ao tratar o tema da velhice através do personagem Eguchi, um respeitável senhor bem passado dos 60 anos. Este senhor, primeiro tomado por certa curiosidade, começa a freqüentar o local cujo nome é título do livro. Esta casa não é um bordel, entretanto, pelo menos não nos termos convencionais, é um lugar mais de contemplação que de ‘ação’. Os velhos que pagam para passar a noite na casa estão proibidos de ter relações com as garotas que trabalham ali, elas são pagas, na verdade, para dormir e permitir que sejam contempladas no seu sono e beleza. Por vezes, acariciadas, mas muitas regras devem ser seguidas. As meninas não devem saber com quem passaram a noite e dormem profundamente, não um sono natural, mas induzido por um produto que devem tomar, o cliente também pode tomar o sonífero, se desejar. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Um trecho:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/SAIeuh75MlI/AAAAAAAAAmY/5yGPIlm7E-4/s1600-h/belas.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/SAIeuh75MlI/AAAAAAAAAmY/5yGPIlm7E-4/s320/belas.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5188743505416630866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;“A decrepitude hedionda dos pobres velhotes que procuravam aquela casa ameaçava atingi-lo dentro de alguns anos. Quanto da imensurável amplitude do sexo, da insondável profundidade do sexo ele teria tocado na sua vida de 67 anos? Além disso, em volta dos velhotes nasciam incontáveis peles renovadas de mulheres, peles jovens, de garotas bonitas. Os desejos de sonhos impossíveis, o lamento pelos dias que lhes escaparam e que estavam perdidos para sempre não estariam impregnando os pecados daquela casa secreta? Eguchi já havia pensado que as garotas adormecidas o tempo todo seriam uma eterna liberdade para os velhotes. As garotas adormecidas e mudas certamente lhes falavam tudo que eles gostariam de ouvir.”&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Toda vez que se fala neste livro é obrigatório acrescentar que G. Márquez baseou-se nele para escrever o seu Memória de minhas putas tristes. Não há comparação entre os dois, na minha opinião, claro. Não estou negando que um tenha sido baseado no outro pois o próprio Márquez já o afirmou. Memória de minhas putas tristes é, sempre na minha modesta opinião, o pior livro deste autor. Ainda que eu não tenha lido todos. Não vejo neste último livro nada da beleza e da sutileza do livro de Kawabata.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Yasunari Kawabata&lt;/span&gt; nasceu em Osaka em 1899, estudou Literatura na Universidade Imperial de Tóquio, recebeu o prêmio Nobel em 1968. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;h1 style="font-weight: normal; text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Filmes baseados nesta obra:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; House of Sleeping Beauties (1997), Haus der schlafenden Schönen (2006) – Alemanha&lt;span&gt;, Nemureru bijo (1995)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Leila Silva Terlinchamp -&lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt; Cadernos da Bélgica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span lang="EN-US"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4761298206138345735?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4761298206138345735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4761298206138345735' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4761298206138345735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4761298206138345735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/04/casa-das-belas-adormecidas.html' title='A CASA DAS BELAS ADORMECIDAS'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/SAIfsh75MmI/AAAAAAAAAmg/sAZKjSjFHm8/s72-c/kawabata+desenho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6595911966922804830</id><published>2008-04-08T01:34:00.005-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:26.564-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintores brasileiros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manabu Mabe'/><title type='text'>Manabu Mabe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_sFgy09G_I/AAAAAAAAAXE/MkBrZ5fVycc/s1600-h/s.titulo.1987.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186745456805092338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_sFgy09G_I/AAAAAAAAAXE/MkBrZ5fVycc/s400/s.titulo.1987.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_sE9C09G-I/AAAAAAAAAW8/0ybr687Ar18/s1600-h/ultimo.autoretrato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186744842624768994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_sE9C09G-I/AAAAAAAAAW8/0ybr687Ar18/s320/ultimo.autoretrato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Manabu Mabe&lt;br /&gt;1924 1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expansivo, de ótimo astral, não perdeu o bom humor nem com a queda de um cargueiro da Varig, em 1979, que transportava 53 telas suas em exposição pelo mundo - entre elas as mais premiadas. O avião fazia a rota Tóquio-Los Angeles e as causas do acidente até hoje não foram esclarecidas. "Ainda bem que o pintor está vivo que não foi o pintor que caiu no mar", brincava. Passou 14 anos refazendo grande parte dos quadros, que pertenciam a acervos particulares.&lt;br /&gt;E ensinava:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"É preciso crer sempre no sonho e lutar para que ele se torne real."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabe, desde criança eu vivo no Brasil. Então, personalidade para mim é brasileiro, né? Mas rosto, nem adianta né? Cada vez ficando japonês, cada vez japonês. Mas sou criado no Brasil, então costume e pensamento muito brasileiro. Agora, a cor forte, essa cor forte é também o sol do interior do Brasil, do Noroeste. Sol quente e céu muito azul. Agora, lá não tem montanha, é um pampa, vai até cem quilômetros a mesma coisa, não tem montanhas, sempre mato. E fruta, por exemplo: gostoso, doce e colorido. Então, desde criança, terra vermelha, céu azul, frutas, passarinhos, papagaio, essas coisas. Muito sentimental e muito vida colorida também."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Gravado em 10.06.1997 no Museu de Arte de Odakyo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186744554861960146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_sEsS09G9I/AAAAAAAAAW0/jlDhG-CBLfw/s400/ultimo+quadro.sem.assinatura.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Dentro da chama da paixão cristaliza-se algo: eis a Arte&lt;br /&gt;Nas telas registro a minha própria vida"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Mabe - 1985&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nasceu em 14 de setembro de 1924, na localidade de Takara, Vila de Shiranui, Município de Udo, Província de Kumamoto, atualmente cidade de Shiranui. A família Mabe, tradicionalmente, era dona de Hospedaria destinada às pessoas que vinham, de navio, das localidades de Shimabara e Misumi. O Pai se chamava Soichi Mabe e no Japão trabalhava inicialmente como ferroviário e posteriormente como barbeiro. A mãe chamava-se Haru. Ela era oriunda de uma tradicional família de agricultores. A família era composta de sete filhos, sendo Manabu o mais velho e em seguida Satoru, Michiko, Hitoko, Yoshiko e Sunao, estes dois últimos nascidos no Brasil. Sendo criado junto também o primo Tetsuya, após o falecimento do seu pai. Manabu Mabe imigrou para o Brasil no ano de 1934, então com dez anos, a bordo do Navio La Plata Maru.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.mabe.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Manabu Mabe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Imagens:&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt; 1 - Sem título - 1985&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;2 - Último auto retrato&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;3 - Ultimo quadro, sem assinatura&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-6595911966922804830?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/6595911966922804830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=6595911966922804830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6595911966922804830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6595911966922804830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/04/manabu-mabe.html' title='Manabu Mabe'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_sFgy09G_I/AAAAAAAAAXE/MkBrZ5fVycc/s72-c/s.titulo.1987.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8057814621454155809</id><published>2008-03-30T23:38:00.002-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:26.749-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudinei Vieira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>A grande arte da luz e da sombra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_BdUi09G8I/AAAAAAAAAWs/nwcOi5TeBnY/s1600-h/gde+arte.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183745778631121858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_BdUi09G8I/AAAAAAAAAWs/nwcOi5TeBnY/s320/gde+arte.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A grande arte da luz e da sombra&lt;br /&gt;Arqueologia do cinema&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Laurent Mannoni,&lt;br /&gt;Unesp/Senac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tão jovem, mal acabou de completar pouco mais de cem anos de idade, a arte cinematográfica possui uma considerável quantidade de estudos historiográficos, biográficos, analíticos e até filosóficos. Apesar disso, considerada a arte do século XX mesmo que muitas vezes cotada a desaparecer principalmente por conta do aparecimento da televisão, ela abriu o século XXI com toda a pujança e força de uma adolescente feroz. Este enorme número de materiais de estudo acaba nos levando a alguns perigos: primeiro, a de nos conduzir a um falso sentimento de conhecimento e tranqüilidade; é como se já soubéssemos tudo o que pudesse ser sabido. Por outro lado, faz-nos desconsiderar alguns temas considerados “marginais”, “sem muita importância”.&lt;br /&gt;Exemplo claro dessa ambivalência é o nosso posicionamento geral perante os primeiros passos do cinema. É comum considerar o cinema mudo e preto-e-branco (os charles-chaplins e harold-loyds da vida) como os antecessores imediatos, e infantis, do “verdadeiro” cinema, sério, bem construído e estruturado. Esta é uma falácia comum que ultimamente está sendo destruída passo-a-passo. É até chocante perceber o quanto este cinema “infantil” não tem, na verdade, nada de primário e que muito da arquitetura dramática de todo o cinema atual já existia desde o começo, totalmente estruturada e conscientemente utilizada.&lt;br /&gt;O que dizer então da Pré-História do Cinema? Aliás, qual é mesmo o sentido desta frase? Vejamos: a base da existência do Cinema é a Fotografia, não é mesmo? Se o Cinema em si é uma ilusão de ótica provocada pela rápida sucessão de fotografias fixas, sua “pré-história” seria o desenvolvimento da própria arte fotográfica, certo? Pois é... Não! A Fotografia é um dos fatores fundamentais, sem dúvida, mas não é o único.&lt;br /&gt;O que Laurent Mannoni faz é descortinar um imenso universo de uma história fantástica. “A Grande Arte da Luz e da Sombra” resgata a história dos homens preocupados em construir aparelhos que projetem imagens. Em movimento. É uma relação impressionante de aparelhos, experimentações, pesquisas. É uma história empolgante e fascinante, narrada com uma simplicidade e fervor que atiçam ainda mais a leitura.&lt;br /&gt;Essa preocupação pela projeção da imagem é muito antiga, vai alem do final do século XIX, passa do XVIII. Mannoni começa sua história ali pelo século XIII! Mais: se formos sérios podemos regredir até à Antiguidade... Afinal, o princípio da Câmara Escura é conhecido por Aristóteles.&lt;br /&gt;CAMARA ESCURA. Lição de Física Básica Escolar. ÓTICA: Tome-se um ambiente completamente vedado à luz, uma sala ou uma caixa. Faça-se um pequeno orifício em algum ponto do ambiente. No lado ou parede opostos ao do orifício, ficará refletida a imagem do ambiente exterior. Se a parede estiver coberta com um material apropriado, tela branca por exemplo, a imagem ficará mais nítida. Este simples experimento ainda hoje impressiona, imagine-se então para um Aristóteles. Com um agravante, um detalhe que fez muito cientista perder o sono pelos séculos afora: a imagem refletida estará de ponta-cabeça e invertida, isto é, da esquerda para a direita e vice-versa. Fenômeno curioso mas facilmente explicável pela Ótica atual.&lt;br /&gt;Lembremos que a imagem não está, por natureza, fixa e sem movimento. Se o ambiente fechado for uma sala e o ambiente externo for uma rua, a imagem captará toda a movimentação.&lt;br /&gt;Isso leva diretamente a duas preocupações: por um lado, a da fixação desta imagem; e por outro, um problema óbvio, o da luz, já que não é sempre que existe luz natural do Sol. Por exemplo: à noite! Uma vela então é um bom substituto, mas muito provisório. Uma lanterna, lampiões, são bem melhores, mas precisam ser bem construídos para que não pegue fogo na caixa, na tela ou no próprio projetista. Jogos de espelhos e vidros, com lentes invertidas, ajudam ainda mais. Com uma projeção familiar, tosca e simples, e ao mesmo tempo tão eficiente leva-se à questão de O Quê ser projetado: um desenho pintado em um vidro transparente, amplia as possibilidades ad infinitum. Será uma imagem parada, mas há um truque muito simples e prático: mexa a vela ou o lampião de um lado para o outro! Ou então faça vários orifícios e aí então mexa na vela.&lt;br /&gt;Veja-se bem: estamos falando dos séculos entre o XIII e o XIX, onde a Câmara Escura, ricamente trabalhada, pesquisada, renomeada como Lanterna Mágica é um sucesso popular absoluto. E se tudo isso parece á primeira vista muito bobo, então é porque o leitor nunca foi a um circo ou um parque de diversões e assistiu a um show de transformações da Monga, a mulher-macaco. Os lanternistas, os mascates com um caixa de lanterna-mágica nas costas que percorriam a Europa com suas projeções populares e “miraculosas”, só desapareceram completamente nos primeiros anos do Século XX!&lt;br /&gt;Minuciosa, detalhada e pacientemente, Mannoni nos revela todos os detalhes, todos os passos, todos os percalços, máquina por máquina, experimento por experimento, pesquisador por pesquisador, cientista por cientista.&lt;br /&gt;Este lado da projeção e da iluminação é um viés. Outra vereda histórica é o da fixação da imagem. Que se liga, embora não seja uma relação direta, a uma pequena característica do organismo humano, especificamente o da retina, conhecida como “persistência retiniana” ou “persistência da visão”. Todos sabemos o que é isso. Se olharmos fixamente para a luz de uma vela ou lâmpada, continuaremos “enxergando” um pequeno ponto luminoso, mesmo que fechemos o olho. O grande físico Isaac Newton foi um dos pioneiros na explicação deste fenômeno. Ele olhava para o Sol e anotava quanto tempo a iluminação permanecia em sua vista. Obviamente, quase ficou cego: durante meses, não conseguiu se livrar de um círculo negro que embaçava seus olhos.&lt;br /&gt;A retina retém por um certo tempo a imagem de um objeto. Se substituirmos rapidamente esta imagem por uma outra parecida, mas com uma certa posição diferente e mais outra imagem e outra... voilá! A impressão que teremos é que estas imagens (que sabemos serem fixas) darão a ilusão de estarem se mexendo. Portanto, se juntarmos este principio da persistência retiniana, com o desenvolvimento da fotografia ou o daguerreotopia, em uma sala escura e com uma iluminação apropriada... teremos o Cinema, certo?&lt;br /&gt;Ainda não. Resta o grande problema de fazer com que estas fotografias se sucedam de uma forma harmônica para que a ilusão seja perfeita. É necessário um aparelho que a) pegue a foto (ou o desenho), b) coloque-a devidamente no foco de luz, c) substitua-a no tempo exato para que a imagem não se perca ou seja “esquecida e d) tudo isso precisa ser manobrado do modo mais eficiente para que tudo não fique embolada,a fita não se quebre, a lâmpada não se apague ou provoque uma explosão e taque fogo na sala, na máquina, no projetista, etc e tal.&lt;br /&gt;Uma grande sacada foi fazer pequenos furos nas margens das fotos, coloca-las em um mecanismo de roldanas com varetas que penetram nos furos, puxando-as e movimentando-as, com um motor que imprime um ritmo regular.&lt;br /&gt;Mannoni descreve cada um destes aparelhos, sua sucessão e seu desenvolvimento: o coreutoscópio giratório, o estereoscópio, o bioscópio, o fantascópio, o fotobioscópio, passando pelas fantasmagorias e os polioramas, a fundamental zoopraxografia, a cronofotografia, o fonoscópio, o praxinoscópio, desembocando no quinetoscópio e no quinetógrafo. Isso só para citar alguns dos mais importantes.&lt;br /&gt;Pois bem, com o quinetoscópio de Thomas Edison temos que quase praticamente os filmes tais quais como os conhecemos hoje em dia. Este aparelho era uma caixa individual com um visor onde cada pessoa mediante o pagamento do ingresso aproximava o rosto e via uma sucessão de imagens, às vezes até com um certo enredo.&lt;br /&gt;Filmes, sim. Cinema...? Ainda não. Isto se concretiza de verdade quando em 1895, dois irmãos, os Lumiere (que nome magnífico para tais pessoas!, impossível ser mais apropriado), promovem com o seu cinematógrafo uma sessão aberta para várias pessoas ao mesmo tempo, em uma mesma sala, em uma mesma tela, onde todos sentem o impacto da imagem-que-se-mexe.&lt;br /&gt;A emoção, a paixão, e o amor que Laurent Mannoni consegue passar para sua narrativa é o ingrediente indispensável para que o seu livro não seja uma simples sucessão de relatórios de maquinas de nomes exóticos. Lemos “A Grande Arte da Luz e da Sombra” como um verdadeiro romance de suspense, palpitante, misterioso e instigante. A bela edição das editoras Senac e Unesp respeita a farta iconografia original: o livro é recheado de desenhos, fotos e ilustrações. Nada menos que o necessário para tal obra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira – &lt;a href="http://desconcertos.zip.net/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Desconcertos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8057814621454155809?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8057814621454155809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8057814621454155809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8057814621454155809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8057814621454155809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/03/grande-arte-da-luz-e-da-sombra.html' title='A grande arte da luz e da sombra'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R_BdUi09G8I/AAAAAAAAAWs/nwcOi5TeBnY/s72-c/gde+arte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-2981846268198839113</id><published>2008-03-24T12:23:00.003-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:27.249-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Darcy Penteado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintura Brasil'/><title type='text'>Darcy Penteado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-fWBy09G7I/AAAAAAAAAWk/MrENgpN37Q4/s1600-h/passeio,no.parque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181345222625139634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-fWBy09G7I/AAAAAAAAAWk/MrENgpN37Q4/s400/passeio,no.parque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Passeio no parque&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-fV6C09G6I/AAAAAAAAAWc/O60jxQGQBKw/s1600-h/mocadarcy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181345089481153442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-fV6C09G6I/AAAAAAAAAWc/O60jxQGQBKw/s400/mocadarcy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Moça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-2981846268198839113?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/2981846268198839113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=2981846268198839113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2981846268198839113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2981846268198839113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/03/darcy-penteado_24.html' title='Darcy Penteado'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-fWBy09G7I/AAAAAAAAAWk/MrENgpN37Q4/s72-c/passeio,no.parque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6538613783788006339</id><published>2008-03-18T14:33:00.003-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:27.417-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Claudinei Vieira'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura russa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Puchkin'/><title type='text'>O botão de Puchkin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-ALoqyG6nI/AAAAAAAAAWQ/M5NxeS12OtM/s1600-h/botao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179152364783200882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-ALoqyG6nI/AAAAAAAAAWQ/M5NxeS12OtM/s320/botao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O Botão de Puchkin&lt;br /&gt;Serena Vitale,&lt;br /&gt;Ed. Record&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serena Vitale nos faz mergulhar nos quatro últimos meses da vida de Puchkin, o poeta nacional da Rússia. Mais do que uma simples biografia, no entanto, ela compartilha conosco toda a emoção da pesquisa, das informações desencontradas e dos debates acalorados que até hoje persistem. Ela nos conduz pelos labirintos das intrigas, nos faz presenciar a caça de documentos, de cartas escondidas, de outras desaparecidas para sempre e de outras que somente agora vieram à luz. Um verdadeiro trabalho de detetive e de dedução, tentando separar os fatos dos simples boatos, as acusações das maledicências puras, para somente depois de muita procura e averiguações, tentar chegar a alguma conclusão. Ela nunca faz uma afirmação sem especificar de quem foi buscar a informação e tentar entender a sua validade e veracidade.&lt;br /&gt;As circunstâncias da morte de Aleksandr Puchkin ainda estão cercadas de muita polêmica. Não do duelo em si: no dia 27 de Janeiro (8 de Fevereiro, segundo o Calendário Juliano) de 1837, o poeta duelou com pistolas com Georges d'Anthès, um oficial francês que havia pouco tempo tinha se incorporado na guarda russa e se casado com a irmã da mulher de Puchkin, Natalia. O casamento provocou um verdadeiro furor na alta sociedade russa, pois todos sabiam (ou comentavam, ou fofocavam) que ele havia se casado somente para poder disfarçar sua verdadeira paixão, isto é, Natalia. Mas as investidas de D'Anthés não teriam parado mesmo com o casamento e Puchkin o desafiara, afinal, para defender sua honra. O poeta recebeu um tiro no estômago e morreu depois de três dias de agonia.&lt;br /&gt;As paixões e os sentimentos aqui envolvidos complicam esta história que, em tudo, lembra o enredo de uma novela romântica, inclusive de algumas escritas pelo próprio Puchkin. Quando morreu, o poeta gozava do auge de sua fama. Estava somente com 37 anos de idade, mas já tinha moldado toda uma literatura: era o líder (e praticamente o fundador) do movimento romântico russo; suas baladas e suas sagas de personagens históricas, escritas em formas de versos, buscavam inspiração nas raízes culturais e folclóricas nacionais; foi o primeiro a utilizar a linguagem popular, cotidiana, em seu trabalho literário, criando uma mescla de beleza e alto rigor lingüístico ao mesmo tempo em que popular e acessível. É reconhecido como o criador da língua moderna russa.&lt;br /&gt;É um verdadeiro herói em sua terra. A cada ano, uma caravana se dirige ao seu túmulo na data de sua morte levando velas e flores, passando a tarde declamando seus poemas.&lt;br /&gt;Além disso, Puchkin era um satírico mordaz, um crítico inteligente e divertido, o que certamente só aumentava sua popularidade. Se como poeta podemos compará-lo ao romântico Lorde Byron e, como formador cultural, ao também romântico Goethe, como satírico é inevitável pensar em Voltaire, com a mesma crítica social e sátira corrosiva.&lt;br /&gt;E há o mesmo relacionamento de amor e ódio para com a aristocracia. Mesmo não fazendo parte de nenhum partido político de oposição (potencialmente perigoso para uma sociedade dominada pela feroz autocracia czarista), ele incomodava e dava muito trabalho para os censores que, em troca, eram constantemente fustigados pelas palavras impiedosas do poeta.&lt;br /&gt;Fama e popularidade, no entanto, não se traduziam em dinheiro. Nascido em família nobre, mas empobrecida, mesmo assim conseguiu casar com a mais bela moça da família Gontcharov. Todas as descrições são unânimes: por onde quer que passasse, Natália Nikolaevna brilhava e ofuscava todas as outras beldades, despertando a inveja das mulheres e a admiração dos homens.&lt;br /&gt;E praticamente por aí acaba a unanimidade. Qual a personalidade de Natália, quais as suas idéias e sentimentos, é impossível saber. Não existe documentação, nenhuma carta sobrou. Ela está muda para nós. Só podemos ouvir os murmúrios de outros, percebemos ecos pelas cartas de Puchkin que chegaram até os dias de hoje. Sabemos que gostava de participar dos bailes, onde era a rainha incontestável. Palavras maldosas nos dizem que tanta beleza era uma magnífica capa para uma pessoa frívola e coquete cujo único propósito na vida era justamente (e somente) dançar. A verdade se dispersa no meio dos murmúrios.&lt;br /&gt;Georges D'Anthés também não é tão fácil de discernir. Execrado pela sociedade russa, expulso das forças armadas do país, voltou para a França em desgraça. Sua vida estabilizou-se, viveu longamente (até os 83 anos) tornou-se político, anos depois foi embaixador designado pelo próprio Luís Bonaparte para fazer negociações (ironia das ironias!) com o czar. Até onde ele teria ido em suas investidas em Natalia Puchkina? Até onde ela teria cedido? Até que ponto tudo foi uma brincadeira inconseqüente? Ou uma traição consciente?&lt;br /&gt;A grande qualidade do texto de Serena Vitale é o modo como ela consegue nos fazer sentir como se estivéssemos participando junto com ela desta investigação. Batemos cabeça, nos desesperamos com a falta de informação ou ficamos perdidos com tanta informação desencontrada. De repente, ela pára a narrativa, nos traz para o presente, diante de um baú da família dos descendentes de D'Anthés e encontramos cartas! Com emoção, abrimos os envelopes e gritamos de alegria: buracos inteiros da história são finalmente revelados, dúvidas são esclarecidas, a busca paciente valeu a pena. Tudo bem que novos problemas sejam colocados, isso também faz parte.&lt;br /&gt;Um exemplo particularmente interessante é sobre as cartas anônimas. Alguns meses antes de sua morte, Puchkin e vários outros membros da sociedade receberam cartas anônimas dizendo que o poeta teria aderido ao Clube dos Cornos. Irascível, passional, ciumento, briguento, sensível para os mexericos desta sociedade que conhecia tão bem, Puchkin não precisava de muito mais para desafiar D'Anthés. Estaria ele também convencido da frivolidade de sua mulher ou foi somente para resgatar a humilhação do seu orgulho ferido? O fato é que estas cartas, das quais existem ainda duas cópias, foram a gota d'água.&lt;br /&gt;Sua autoria nunca foi estabelecida ou provada, embora as discussões tenham sido intermináveis. Vitale repassa todos os possíveis culpados, compara suas letras, julga os possíveis (e os necessários) dotes culturais para a feitura da redação, relaciona os graus de amizade e relacionamento com a alta sociedade russa e, no final, com relativa segurança, indica-nos quem, na sua opinião, teria sido o responsável.&lt;br /&gt;A impressão é que Vitale sabe tudo, leu tudo, conhece todo mundo. Para a autora, não se trata de personagens históricas, mas gente de carne e osso que amou, sofreu, odiou. Mais do que isso, ela consegue transmitir essa compaixão e sua empatia em um texto emocionante que lemos como se fosse um romance policial; viramos as páginas sofregamente, ansiosos não só para descobrir as novas revelações, mas o modo como isso foi feito. E para o leitor que for fisgado (o que é fácil, basta começar a ler) e chegar até o final, Serena Vitale nos recompensa com o fruto desse esforço, uma extraordinária e impactante conclusão.&lt;br /&gt;Sem dúvida, um belo e instigante livro que consegue fazer do ato de escrever seu verdadeiro personagem principal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira – &lt;a href="http://www.blogger.com/www.desconcertos.com.br"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Desconcertos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-6538613783788006339?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/6538613783788006339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=6538613783788006339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6538613783788006339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6538613783788006339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/03/o-boto-de-puchkin.html' title='O botão de Puchkin'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R-ALoqyG6nI/AAAAAAAAAWQ/M5NxeS12OtM/s72-c/botao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-890402804495093040</id><published>2008-03-13T17:17:00.002-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:27.597-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sartre'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Simone de Beauvoir'/><title type='text'>Tête-à-Tête</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9maNKyG6mI/AAAAAAAAAWI/asKfh5caaXU/s1600-h/srtre.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5177338797662595682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9maNKyG6mI/AAAAAAAAAWI/asKfh5caaXU/s320/srtre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tête-à-Tête&lt;br /&gt;Hazel Rowley&lt;br /&gt;Editora Objetiva&lt;br /&gt;Tradução de Adalgisa Campos da Silva&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No fundo, para quem já leu a autobiografia de Beauvoir e/ou também algumas biografias o livro de Hazel Rowley não é muito surpreendente em relação à Simone. É verdade que várias lacunas foram preenchidas e que descobrimos os motivos para que elas tenham existido, mas não há tanta "novidade" no que diz respeito à Beauvoir, pelo menos na minha opinião. Eu esperava encontrar mais "informações" sobre os últimos anos de vida de Simone (sem Sartre), mas estes derradeiros 6 anos ficaram restritos a menos de 4 páginas: uma lacuna que, para mim, continua a existir.&lt;br /&gt;Entretanto, no que tange a Sartre, o livro foi para mim uma grande revelação, em muitos aspectos. Obviamente, Simone havia falado bastante nele em sua extensa autobiografia, mas o olhar externo, e talvez isento, da autora de Tête-à-Tête me ofereceu um Sartre bem mais humano (no sentido estrito da palavra) do que eu imaginava.&lt;br /&gt;Em todo caso, considero Tête-à-Tête um livro importante para quem queira saber mais sobre Beauvoir e Sartre, tanto como indivíduos quanto como casal. Aliás, o ponto que achei mais interessante no livro foi justamente o caráter dual e equilibrado em que os "protagonistas" são mostrados ora conjunta, ora individualmente ao longo da narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wagner Campelo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-890402804495093040?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/890402804495093040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=890402804495093040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/890402804495093040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/890402804495093040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/03/tte-tte.html' title='Tête-à-Tête'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9maNKyG6mI/AAAAAAAAAWI/asKfh5caaXU/s72-c/srtre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-2857004339675241582</id><published>2008-03-12T10:48:00.005-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:27.952-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Darcy Penteado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintura Brasil'/><title type='text'>Darcy Penteado</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9ftuqyG6kI/AAAAAAAAAV4/C1QWsq_cTAk/s1600-h/intimidade.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176867682699897410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9ftuqyG6kI/AAAAAAAAAV4/C1QWsq_cTAk/s400/intimidade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Intimidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9ft5KyG6lI/AAAAAAAAAWA/qxIaHTSv_Bs/s1600-h/capacontandodarcy.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176867863088523858" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9ft5KyG6lI/AAAAAAAAAWA/qxIaHTSv_Bs/s320/capacontandodarcy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Contando a arte de Darcy Penteado&lt;br /&gt;Sílvia Mello&lt;br /&gt;Editora Nova América &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Em Contando a Arte de Darcy Penteado, Sílvia Mello, que é pesquisadora da obra do artista e trabalhou na elaboração do projeto da Pinacoteca Darcy Pentedo, mostra a riqueza e a versatilidade da obra desse artista, que dominava e criava em diversas linguagens.&lt;br /&gt;Autodidata, expressou-se como desenhista, retratista, ilustrador, pintor, figurinista, cenógrafo, dramaturgo e escritor. A riqueza de sua arte está não somente na multiplicidade das técnicas aplicadas, mas na variedade de materiais com os quais trabalhou. Criatividade e ousadia são a tônica principal que movimenta sua arte, inspirada no cotidiano e reveladora da postura que o artista assumia perante a vida. De seus quadros ele diria: “têm algo do caipirismo, dos banhos aos sábados, das cores antigas e muito luto, que é como eu lembro a minha infância”.&lt;br /&gt;A autora Sílvia Mello é graduada em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Desenvolveu por vários anos trabalho de resgate da memória da cidade de São Roque. Trabalhou também na elaboração do projeto da Pinacoteca Darcy Penteado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-2857004339675241582?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/2857004339675241582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=2857004339675241582' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2857004339675241582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2857004339675241582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/03/darcy-penteado.html' title='Darcy Penteado'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9ftuqyG6kI/AAAAAAAAAV4/C1QWsq_cTAk/s72-c/intimidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3824169407557300542</id><published>2008-03-10T11:06:00.002-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:28.152-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moçambique'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mia Couto'/><title type='text'>O último voo do flamingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9VO2qyG6jI/AAAAAAAAAVw/ufgqFa2IMDo/s1600-h/Mia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176130047836613170" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9VO2qyG6jI/AAAAAAAAAVw/ufgqFa2IMDo/s320/Mia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O último voo do flamingo&lt;br /&gt;Mia Couto&lt;br /&gt;Companhia das Letras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Há pelo menos sete camadas de vôo em “O último voo do Flamingo” (a editora optou por manter, inclusive no título, a ortografia vigente em Moçambique), romance de Mia Couto. Vôos rasantes, rasteiros, sobremodo altos, amplos espaços – apresso-me a observar que essa gradação não diz respeito à qualidade do vôo, mas às suas variadas direções.&lt;br /&gt;O primeiro vôo é a própria narrativa, a história e seu conteúdo: estamos em uma imaginária Tizangara, cercada por um mistério: corpos de soldados estrangeiros que começam, subitamente, a explodir. Um oficial das Nações Unidas, o italiano Massimo Risi, é destacado para investigar o caso. Tudo é contado pelo tradutor destacado pelos poderes oficiais da vila para acompanhar o italiano. Bem, quase tudo. À medida que os fatos se sucedem, outras vozes ganham espaço no texto, deslocando-se o foco narrativo para outros personagens: Massimo Risi, Estêvão Jonas -o administrador da vila-, a velha-moça Temporina, a prostituta Ana Deusqueira, o feiticeiro Zeca Andorinho e o velho Sulplício, o pai do narrador. Eles apresentam suas versões dos fatos, ou contam sonhos ou lembranças essenciais para a compreensão dos fatos – vôos sobre o tempo dos acontecimentos e o tempo da memória.&lt;br /&gt;Os outros personagens, dona Ermelinda (a “administratriz”), Chupanga (o adjunto do administrador) e padre Muhando completam a atmosfera de Tizungara, envolta em verdade e ficção, realidade e magia, natureza e sobrenatural, o mundo dos vivos e o mundo dos mortos; e um presente que balança entre a força dos antepassados e a ausência de futuro.&lt;br /&gt;O segundo vôo é a forma de que Mia Couto se vale para dar conta desse universo. Para falar de uma vila onde “acontecimento era coisa que nunca sucedia”, e que só “os factos são sobrenaturais”, o próprio autor parece tomado por um encantamento pela linguagem. Feiticeiro, ele mistura num caldeirão as culturas tradicionais africanas e a cultura ocidental, o português “colonizador” com as variantes dialetais da população moçambicana – há um glossário no final do livro.&lt;br /&gt;Outros ingredientes são o uso de aforismos, desconstrução de provérbios e ditos populares (“contra os factos tudo são argumentos”). Mia Couto “desarranja” a linguagem, em muitos momentos a aproximar-se de Guimarães Rosa (“o motor nhenhenhou-se”) ou, mesmo, da sintaxe do poeta Manoel de Barros, já na parte final do romance (“as sujidades se definitivam”), e da qual emerge a relação profunda entre o homem e a terra.&lt;br /&gt;O terceiro vôo tangencia as margens do realismo fantástico latino-americano ou, como sugere Mia Couto, o “realismo animista”, na expressão do angolano Pepetela. Há Temporina, com o rosto de velha e corpo de moça (mas que, em “flagrante de amor, juvenescia”); uma tia que, após morta, se transforma em louva-a-deus; um personagem que, quando toca em mulher, suas mãos aquecem até ficarem como “carvão aceso”; outro que, ao dormir, pendura os próprios ossos fora do corpo; determinados feitiços que faziam com que os enfeitiçados emagrecessem até ficarem do tamanho de formiga. Diante desses acontecimentos, resta ao italiano Massimo Risi, entre uma perplexidade e outra, temer pela veracidade do relatório que terá de entregar a seus superiores (“na capital, a sede da missão da ONU espera por notícias concretas, explicações plausíveis. E o que tinha ele esclarecido? Uma meia dúzia de estórias delirantes”).&lt;br /&gt;Sobre esse ponto, aliás, vale reproduzir o trecho de uma entrevista que Mia Couto concedeu ao jornal português “Público”. Perguntado sobre se acreditaria no feitiço e na eficácia dos curandeiros ou feiticeiros da tradição moçambicana, o escritor respondeu: “a pergunta certa não é se acredita ou não. Também é necessário separar a feitiçaria do curandeirismo. São coisas diferentes. Mas ambas emergem de sistema de conhecimento que se sedimentaram ao longo dos séculos. A feitiçaria e o curandeirismo são emanações que são percebidas isoladamente do sistema total a que pertencem. Olhar para esses fenômenos sem compreender o contexto religioso e até filosófico em que se situam só pode produzir respostas erradas”.&lt;br /&gt;O quinto vôo espraia-se no humor e na ironia. Às vezes predomina o sarcasmo, às vezes o espírito crítico, outras tantas ambos. Quando, por exemplo, um pênis decepado é achado, chamam a prostituta Ana Deusqueira para “identificar o todo pela parte”. Ou, em outra cena, o administrador relata: “Na véspera de cada visita, nós todos, administradores, recebíamos a urgência: era preciso esconder os habitantes, varrer toda aquela pobreza”. Mais ironia: contratado para traduzir, o próprio tradutor é desnecessário. Quando ele se apresenta ao italiano, este comenta: “Eu posso falar e entender. Problema não é a língua. O que eu não entendo é esse mundo daqui”.&lt;br /&gt;A narrativa poética incendeia o sexto vôo, carregado de lirismo. Entre várias seqüências, o leitor há de perceber aquela em que Massimo Risi passa por um terreno minado como “Jesus se deslocou sobre as águas”. Pode também esse leitor acompanhar a mãe do tradutor desfiando a estória dos flamingos que empurravam o sol para que o dia chegasse ao outro lado do mundo.&lt;br /&gt;Finalmente, o sétimo vôo é aquele que, ao término da leitura, redimensiona o olhar sobre Moçambique, um dos países mais pobres do mundo, recém-saído de três décadas de guerra civil fratricida, que matou ao menos 16 milhões de pessoas nesse período (em 2000, quando o livro foi publicado, comemorava-se os 25 anos de independência de Moçambique). Por “O último voo do flamingo”, Mia Couto recebeu o prêmio Mário António, da Fundação Calouste Gulbenkian, em 2001. Na entrega do prêmio, o escritor disse que seu romance fala de uma “perversa fabricação de ausência – a falta de uma terra toda inteira, um imenso rapto de esperança praticado pela ganância dos poderosos”. Contra esse estado de coisas, resta ao escritor uma posição ética, de posicionar-se contra “a indecência dos que enriquecem à custa de tudo e de todos”.&lt;br /&gt;Mia Couto sabe criar o suspense para que passemos toda a narrativa a descobrir a causa da explosão dos soldados. Ao fim ao cabo – como diria Couto – importa mais conhecer o destino de um país que desaparece inteiramente, um país que talvez seja o principal personagem dessa alegoria. Para o mais otimista dos pessimistas, à margem de um céu subterrâneo, à beira do último abismo, é que se pode reinvestir na palavra “o mágico reinício de tudo”. Lá, como cá, estamos precisados de gente que ame a terra em que pisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre Mia Couto&lt;br /&gt;António Emílio Leite Couto, Mia Couto, nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Como jornalista, foi diretor da Agência de Informação de Moçambique. Estudou medicina e biologia, e trabalhou como biólogo em uma reserva natural moçambicana.&lt;br /&gt;Sua obra está traduzida para diversas línguas – espanhol, sueco, francês, italiano e holandês. Tem 15 livros publicados, sendo que o de estréia é o único de poemas, “Raiz de Orvalho”, de 1983. Depois, publicou romances, crônicas e contos. O mais recente é “O fio das missangas”, lançado em 2004, de contos.&lt;br /&gt;“O último voo do flamingo” é seu quarto romance. Antes, vieram “Terra sonâmbula (1992), “A varanda do Frangipani” (1996) e “Vinte e Zinco” (1999).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fabrício Marques&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3824169407557300542?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3824169407557300542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3824169407557300542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3824169407557300542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3824169407557300542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/03/o-ltimo-voo-do-flamingo.html' title='O último voo do flamingo'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R9VO2qyG6jI/AAAAAAAAAVw/ufgqFa2IMDo/s72-c/Mia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-5980650761559818125</id><published>2008-02-27T16:37:00.004-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:28.578-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aluízio Alves Filho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='D.H.Lawrence'/><title type='text'>A Questão Social em “O Amante de Lady Chatterley”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R8XLAAS8GDI/AAAAAAAAAVo/Zyb3Ro6jzBw/s1600-h/D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5171762948044757042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R8XLAAS8GDI/AAAAAAAAAVo/Zyb3Ro6jzBw/s320/D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os livros clássicos são os que conseguem atravessar o tempo e os continentes, incorporando-se ao patrimônio cultural da humanidade. Neste caso está o um dia proscrito “O Amante de Lady Chatterley”. Seu autor, o inglês David Hebert Lawrence (1885 – 1930), não viveu o suficiente para vê-lo publicado em sua terra natal. Produzido em 1926, considerado como atentatório a moral e os bons costumes, o livro foi de imediato proibido, só conseguido ter uma edição publicada no Reino Unido 32 anos depois de ter sido parido pela genial imaginação e espírito arguto de seu criador.&lt;br /&gt;O romance tem por cenário o meio rural de uma cidade inglesa no ambiente histórico compreendido entre o fim da década de 10 e o início da década de 20 do século passado. O fio condutor do enredo é o eterno triângulo amoroso que, envolvendo o Pierrô, a Colombina e o Ricardão, coloca a instituição família em xeque.&lt;br /&gt;O Pierrô do trio é Sir Clifford Chatterley, nascido na pequena nobreza e tão nariz empinado quanto infeliz. Entre outras lucrativas propriedades ele é dono de uma mina de carvão na cidade onde está vivendo. A mina de carvão é também uma mina de dinheiro, o que o faz ter a burra sempre cheia de libras. Mas Clifford é também um poço de tristeza. Ele está irremediavelmente inválido, impotente e preso numa cadeira de rodas. A serviço da Pátria, na Primeira Grande Guerra (1914 – 1918), foi gravemente ferido e reduzido àquela angustiante situação.&lt;br /&gt;A Colombina é Constance, a Lady Chatterley, esposa de Sir Clifford.. Tem vinte anos e lá vai pedrada. É meio lá meio cá, nem bonita nem feia, mas uma fêmea cheia de tesão. Ela é uma mulher de vanguarda numa Inglaterra pudica e conservadora recém saída da Era Vitoriana, e onde capitalismo e a industrialização estão em love, navegando de vento em popa. A Lady é marcada por um forte sentimento de liberdade e tem uma intuitiva simpatia pela causa dos trabalhadores. Sua virgindade voou muito antes do casamento. Voou com um namoradinho cujo nome pouco importa, pois sua única função nas páginas do romance de Lawrence foi fazer de Constance, mulher.&lt;br /&gt;O Ricardão é Oliver Mellors. Ele beira a casa dos 40 anos e é um Ricardão de dar dó. Trabalha com guarda-caça de Clifford, tem uma filha adolescente e foi casado com uma megera, de quem está separado. Mellors é muito frustrado. Tem instrução mas fala um patuá, cheio de maneirismos, gírias e palavrões. Mellors é super cafona. Ele gosta de vestir fustão verde-escuro com polainas da mesma cor. Ele vive agarrado em pintos, perus, porcos, faisões, patos e em outros bichos. Devia feder pra cachorro. E a Lady o que tem a ver com isto? Bem, na falta de coisa melhor naquele fim de mundo em que vivia com um marido impotente ela acabou se tornado amante do guarda-caça.. E tantas o tal guarda-caça e a caçadora aprontaram que o buxo da madame cresceu. E agora? Como sair da enrascada? Abrir o jogo? Fosse com um ricaço sabia que o marido segurava, mas com aquele pé-rapado? Nem precisa dizer que deu o maior bafafá. Mas não vamos puxar o fio desta meada que, por sinal, tantos já puxaram. Rumemos em outra direção, aflorando problemas que estão lá, no romance de Lawrence, mas não borboleteando na superfície.&lt;br /&gt;Claro que o muito que se escreveu sobre “O Amante de Lady Chatterley” tem o sexo como centro da reflexão. Sobre o assunto, já li de tudo. Até quem considere o romance uma bomba, algo soporífero, observando que é cansativo e previsível. Chutando o pau da barraca, e visando botar lenha na fogueira das interpretações do mais famoso dos escritos de Lawrence, enveredo por outro caminho. Neste particular sigo a recomendação implícita do grande Monteiro Lobato ao segredar em carta a Godofredo Rangel: “Quase todos vão pela estrada e pouquíssimos vão pelas picadas”.&lt;br /&gt;Embrenhando-me pelas picadas do romance, penso que para além da fogosidade da Lady e da impotência do patrão de Mellors, o casal carrega uma contradição que o corroe por dentro enquanto possibilidade de relacionamento harmônico, feliz e duradouro. Diz a sabedoria popular que “duro com duro não faz bom muro”. É o caso. Personalidades fortes, nenhum dos dois cede. Sir Clifford e Lady Chatterley vêm o mundo por prisma político e social diametralmente opostos.&lt;br /&gt;Não é um mero acaso Lawrence ter situado o romance em momento no qual os principais referenciais históricos eram a Revolução Bolchevique (1917) e a dita 1ª Grande Guerra Mundial (1914 – 1918). Esta, perpassa de ponta-a-ponta as páginas do romance, onde a destruição da virilidade de Clifford e do seu projeto de vida simboliza a situação de incontáveis seres humanos que, como ele, foram vítimas – pela morte ou invalidez - da insanidade de um estado de beligerância na qual suas respectivas pátrias os envolveram, pela ambição de conquista de mercados e monopólios materiais.&lt;br /&gt;Quanto ao bolchevismo e as greves são questões sempre afloradas nos diálogos fabricados pela hábil escrita de Lawrence. Os mais longos, fecundos e ásperos destes diálogos, tendo por protagonistas apenas o casal Chatterley, são encontradiços em várias páginas do capítulo XIII. O qüiproquó vai começar em uma “manhã encantadora” de domingo que inicialmente parece ser apenas um simples passeio pela floresta, para encher lingüiça. Clifford usa um pequeno carrinho motorizado. Constance caminha ao lado dele. No princípio os dois estão de bom humor , coisa rara quando estão juntos. O caldo começa a entornar quando Clifford observa que precisa fazer uns reparos no castelo onde moram e que vai gastar uma baba, considerando que o trabalho “é caro hoje”. A Lady alfineta-o colocando questões relacionadas ao papel das greves e a pindaíba dos trabalhadores. A respeito selecionamos 5 (cinco) passagens de diálogo do citado capítulo que não apenas separam o casal assim como colocam questões que dão panos para mangas.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- 1 -&lt;br /&gt;- Que interesses teriam em mais greves? Arruinariam a indústria, ou o que dela resta, só isso. Eles devem começar a convencer-se que é assim.&lt;br /&gt;- Talvez lhes seja indiferente à ruína da indústria, sugeriu Contance.&lt;br /&gt;- Ah! Não fale como mulher! A indústria é quem lhes enche a barriga, mesmo que não lhes encha o bolso, disse ele no estilo de Mrs. Bolton”.&lt;br /&gt;- 2 -&lt;br /&gt;- E por que não haverá mais greves?&lt;br /&gt;- Porque as greves se tornaram impossíveis.&lt;br /&gt;- Os operários prometeram isso? objetou ela.&lt;br /&gt;- Não lhes pedimos opinião Agiremos enquanto estiveram de costas voltadas – em seu próprio bem, para salvar a indústria.&lt;br /&gt;- E em nosso próprio bem, também, disse ela.&lt;br /&gt;- 3 -&lt;br /&gt;- Acha que os mineiros deixarão que se lhes ditem condições?&lt;br /&gt;- Minha cara, serão forçados a isso – se nos soubermos conduzir.&lt;br /&gt;- Porque não chegar a um acordo?&lt;br /&gt;- Certamente- quando compreenderem que a indústria tem mais importância que os indivíduos.&lt;br /&gt;- Mas será de necessidade que você possua a indústria?&lt;br /&gt;- 4 -&lt;br /&gt;- ... Sempre haverá necessidade de alguém em cima, no comando&lt;br /&gt;- Mas quais os comandantes?&lt;br /&gt;- Os que exploram as indústrias.&lt;br /&gt;Fez-se um longo silêncio.&lt;br /&gt;- Parecem-me bem maus comandantes os que temos, disse ela.&lt;br /&gt;- 5 -&lt;br /&gt;- Não me admira que os mineiros o detestem, atenuou ela.&lt;br /&gt;- ... Não atribua aos outros as ilusões próprias. As massas são e serão sempre as mesmas. Em que diferiam os escravos de Nero dos nossos mineiros ou dos operários da Ford? Em muitíssimo pouco. Falo dos escravos que trabalhavam nas minas, e nos campos. Massa; nada muda. Um indivíduo pode emergir da massa – mas esse fato excepcional não altera coisa nenhuma. Ninguém muda as massas – eis uma das mais importantes verdades da ciência social. Panem et Circenses’.”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A coisa vai indo, vai indo, até que de repente o tempo ameaça virar, o motor do carrinho de Clifford – para seu desespero - dá para trás e acaba tendo que ser empurrado até o castelo, com ele dentro, pela Lady e pelo Ricardão, que surge providencialmente no meio do sufoco.&lt;br /&gt;No castelo, naquele mesmo dia, a Lady ainda bate-boca com o marido por duas razões: por causa de Proust que ele adora e ela acha um porre, e por causa do guarda-caça, que ela diz ter sido destratado pelo patrão quando tentava consertar o motor do carrinho, para fazê-lo andar. Constance denuncia então que na base dos destratos estava a diferença de classe social que mediava as relações sociais entre os dois homens.&lt;br /&gt;O capítulo termina no cair da noite, quando a Lady, bastante amuada, aproveita, enquanto o marido jogava cartas com a governanta, para pular a cerca e ir ao encontro de seu querido Ricardão, para mais uma noite sonorosa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aluízio Alves Filho - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.achegas.net/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Revista Achegas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem - D.H.Lawrence&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5980650761559818125?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5980650761559818125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5980650761559818125' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5980650761559818125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5980650761559818125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/02/questo-social-em-o-amante-de-lady.html' title='A Questão Social em “O Amante de Lady Chatterley”'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R8XLAAS8GDI/AAAAAAAAAVo/Zyb3Ro6jzBw/s72-c/D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-7712718298192393556</id><published>2008-02-18T13:57:00.001-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:28.764-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kovacs'/><title type='text'>Harold Bloom - Gênio, Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura</title><content type='html'>&lt;div class="post"&gt; &lt;a name="6401151337535809169"&gt;&lt;/a&gt;   &lt;div class="post-body"&gt; &lt;p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/Ry4x_vwEyQI/AAAAAAAAAPw/Z-BWDXPL3qg/s1600-h/BLOOM.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129091996841199874" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/Ry4x_vwEyQI/AAAAAAAAAPw/Z-BWDXPL3qg/s200/BLOOM.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt; &lt;p align="justify"&gt;Harold Bloom - Gênio, Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura - Editora Objetiva - 828 páginas - Publicação 2003 - Tradução de José Roberto O´Shea. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Levei algum tempo para concluir a leitura deste trabalho enciclopédico do conceituado e polêmico crítico &lt;a href="http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/98"&gt;Harold Bloom&lt;/a&gt;. Em minha opinião, Bloom é excessivamente Shakespeariano, sendo que esta posição acabou influenciando a crítica neste livro a vários autores consagrados que foram, de uma forma ou de outra, sempre comparados de uma maneira repetitiva e injusta com Shakespeare. Sobre a paixão de Bloom pela "bardolatria" e a influência negativa em sua crítica, o trecho a seguir de &lt;a href="http://www.oindividuo.com/pedro/pedro30.htm"&gt;Pedro Sette Câmara&lt;/a&gt; é muito elucidador: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;"&lt;em&gt;O fato é que Bloom pretende estabelecer uma distância intransponível entre o leitor comum e Shakespeare, e ele, Bloom, não pretende agir como uma mensageiro entre mundos - que seria o seu papel de professor -, mas te convencer de que você não pode mesmo entendê-lo, e que somente Shakespeare - o criador da sua psique, em última instância - pode te explicar, e nunca você a ele. Mesmo que Shakespeare esteja realmente acima da imensa maioria dos seres humanos, isto não quer dizer que não possamos entendê-lo, e entender é explicar.&lt;/em&gt;"&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;O procedimento de Harold Bloom na escolha das 100 mentes mais criativas obedeceu o critério de não considerar autores ainda vivos como José Saramago que, apesar disto, é citado como um dos maiores ficcionistas da atualidade. O trecho a seguir define a idéia de gênio literário, nas palavras do próprio Bloom: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;"Todas as mentes criativas exemplares aqui incluídas contribuíram para a expansão da consciência dos respectivos leitores e ouvintes. As questões que devemos colocar a qualquer escritor são as seguintes: ele ou ela alarga a nossa consciência? E como isso se dá? Sugiro um teste simples, mas eficaz: fora o aspecto do entretenimento, a minha conscientização foi aguçada? Expandiu-se a minha consciência, tornou-se mais esclarecida? Se não, deparei-me com talento, e não com gênio. Aquilo que há de melhor e de primordial em mim não terá sido tocado"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Harold Bloom utilizou como base na estrutura do livro a divisão dos autores em dez conjuntos regidos cada um por um "Sefirah" da Cabala. Cada uma destas partes é ainda dividida em dois "Lustros" que representam "o brilho decorrente da luz refletida, o lustre, o esplendor de um gênio refletido em outro, uma vez justapostos". Segue abaixo a relação completa dos autores na classificação (confusa) proposta por Bloom: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. Keter&lt;/strong&gt;, ou coroa, na Cabala, os autores selecionados nesta classe dominaram os respectivos gêneros literários: teatro, romance, ensaio, épico e conto: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;William Shakespeare; Miguel de Cervantes; Michel de Montaigne; John Milton; Leon Tolstoi; Tito Lucrécio; Virgílio; Santo Agostinho; Dante Alighieri; Geoffrey Chaucer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. Hokmah&lt;/strong&gt;, sabedoria divina. Jesus é a figura central oculta desta classe, mas foi excluído devido à "sábia advertência dos meus editores", segundo Bloom: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;O Javista; Sócrates e Platão; São Paulo; Maomé; Samuel Johnson e James Boswell; Johan Wolfgang von Goethe; Sigmund Freud; Thomas Mann.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. Binah&lt;/strong&gt;, inteligência realizada em sabedoria, ou um prisma que ilumina o que pode ser apreendido: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;em&gt;Friedrich Nietzsche; Kierkegaard; Franz Kafka; Marcel Proust; Samuel Beckett; Molière; Henrik Ibsen; Anton Tchekhov; Oscar Wilde; Luigi Pirandello.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4. Hesed&lt;/strong&gt;, aliança do amor de Deus pelos homens e mulheres, manifesta-se ou através da ironia ou da perda do amor: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 102, 51);"&gt;&lt;em&gt;John Donne; Alexander Pope; Jonathan Swift; Jane Austen; Lady Murasaki; Nathaniel Hawthorne; Herman Melville; Charlotte Bronte e Emily Jane Bronte; Virginia Woolf.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5. Din&lt;/strong&gt;, serve de fronteira, ou horizonte, que delimita a aliança de amor de &lt;em&gt;Hesed&lt;/em&gt;: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 0);"&gt;&lt;em&gt;Ralph Waldo Emerson; Emily Dickinson; Robert Frost; Wallace Stevens, T. S. Eliot; William Wordsworth; Shelley; John Keats; Giacomo Leopardi; Lorde Alfred Tennyson.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;6. Tiferet&lt;/strong&gt;, misericórdia de Deus manifesta como "beleza" de Deus, meditação frequentemente expressa como &lt;em&gt;Shekkinah&lt;/em&gt;, a presença de Deus como bela forma feminina: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;&lt;em&gt;Swinburne; Dante Gabriel Rossetti; Christina Rossetti; Walter Pater; Hugo von Hofmannsthal; Victor Hugo; Gérard de Nerval; Charles Baudelaire; Arthur Rimbaud; Paul Valéry.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;7. Nezah&lt;/strong&gt;, vitória de Deus, exemplos do gênio épico e variações deste: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;&lt;em&gt;Homero; Luis Vaz de Camões; James Joyce; Alejo Carpentier; Octavio Paz; Stendhal; Mark Twain; William Faulkner; Ernest Hemingway; Flannery O´Connor.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;8. Hod&lt;/strong&gt;, "majestade feminina" de Deus, é feminino tão-somente em relação aos atributos masculinos mais severos da Divindade: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;&lt;em&gt;Walt Whitman; Fernando Pessoa; Hart Crane; Federico García Lorca; Luis Cernuda; George Eliot; Willa Cather; Edith Wharton; F. Scott Fitzgerald; Iris Murdoch.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;9. Yesod&lt;/strong&gt;, traduzido livremente como "fundação", encerra dois significados afins: o impulso sexual masculino e o mistério do equilíbrio entre o feminino e masculino, nos processos naturais: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;&lt;em&gt;Gustave Flaubert; Eça de Queirós; Machado de Assis; Jorge Luis Borges; Italo Calvino; William Blake; D. H. Lawrence; Tennessee Williams; Rainer Maria Rilke; Eugenio Montale.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;10. Malkhut&lt;/strong&gt;, o "reino", é a presença de Deus no mundo, exibida na glória radiante de &lt;em&gt;Shekkinah&lt;/em&gt;. a "descida" do Divino na condição de mulher: &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102);"&gt;&lt;em&gt;Honoré de Balzac; Lewis Carroll; Henry James; Robert Browning; William Buttler Yeats; Charles Dickens; Fiodor Dostoiévski; Isaac Babel; Paul Celan; Ralph Ellison.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Machado de Assis é o único autor brasileiro a constar da relação acima. "&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;A genialidade de Machado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;", argumenta o crítico, "&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;é manter o leitor preso à narrativa, dirigir-se a ele freqüentemente e diretamente, ao mesmo tempo em que evita o mero realismo (que jamais é realista)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;". Sobre o romance Memórias póstumas de Brás Cubas, Bloom faz o seguinte comentário: "&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O livro é cômico, inteligente, evasivo, uma leitura prazerosa, oração após oração. O gênio de Machado nega qualquer páthos , ao mesmo tempo em que subverte todos os supostos valores e princípios, bem como a suposta moral.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;"&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por Kovacs - &lt;a href="http://mundodek.blogspot.com/"&gt;Mundo de K&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-7712718298192393556?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/7712718298192393556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=7712718298192393556' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7712718298192393556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7712718298192393556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/02/harold-bloom-gnio-os-100-autores-mais.html' title='Harold Bloom - Gênio, Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/Ry4x_vwEyQI/AAAAAAAAAPw/Z-BWDXPL3qg/s72-c/BLOOM.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-7176594741170073127</id><published>2008-02-14T13:00:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:28.842-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kovacs'/><title type='text'>As Livrarias Mais Belas do Mundo</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;O jornal inglês &lt;a href="http://books.guardian.co.uk/shoptalk/story/0,,2239172,00.html"&gt;The Guardian&lt;/a&gt; publicou uma matéria com a relação das dez livrarias mais belas do mundo. Atualmente as livrarias independentes parecem não ter a menor chance contra as vendas na Internet, ou mesmo em "Mega Stores" locais, mas ainda existe espaço para a criatividade neste ramo, como podemos constatar através das três primeiras colocadas na relação do Guardian:&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5AFOH67-MI/AAAAAAAAASQ/Ow4JnuRMNIc/s1600-h/%281%29+selexyz_dominicanen.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156627313541773506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5AFOH67-MI/AAAAAAAAASQ/Ow4JnuRMNIc/s200/%281%29+selexyz_dominicanen.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(1) &lt;a href="http://www.selexyz.nl/pages/content/S2/selexyzwinkel_dominikanerkerk.aspx"&gt;Selexyz Dominicanen&lt;/a&gt; - Holanda. A igreja dominicana de 800 anos localizada na cidade medieval de Maastricht na Holanda, que era utilizada como um depósito de bicicletas há pouco tempo atrás, foi convertida em uma livraria pelos arquitetos de Amsterdam &lt;a href="http://www.merkx-girod.nl/"&gt;Merkx + Girod&lt;/a&gt;. O espaço, que foi inaugurado pouco antes do último natal, manteve as características e o charme de uma antiga igreja, juntamente com uma moderna decoração minimalista. O projeto conseguiu ampliar a área de piso original de 750 m2 para 1200 m2 através de uma estrutura de aço escura, comportando as prateleiras, escadas e elevadores. A iluminação foi o toque final para manter o equilíbrio neste templo de livros. É o que podemos chamar de uma livraria celestial (ver &lt;a href="http://www.flickr.com/search/?q=Selexyz%20Dominicanen&amp;amp;w=all"&gt;mais fotos no flickr&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5FKrH67-NI/AAAAAAAAASY/uV7e6vPA8R0/s1600-h/%282%29+El+Ateneu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156985153037007058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5FKrH67-NI/AAAAAAAAASY/uV7e6vPA8R0/s200/%282%29+El+Ateneu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(2) &lt;a href="http://argentinastravel.com/268/el-ateneo-in-buenos-aires-a-bookstore-to-end-all-bookstores/"&gt;El Ateneo&lt;/a&gt; - Argentina. Em fevereiro de 2000, o edifício do antigo cine-teatro Gran Splendid de Buenos Aires foi arrendado por dez anos para ser transformado em uma livraria (&lt;a href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=1161001836&amp;amp;size=l"&gt;ver fotomontagem no flickr&lt;/a&gt;). A essência do trabalho consistiu em respeitar, conservar e restaurar a construção original, de 1903, adaptando-a às necessidades da nova função. A reforma exigiu o reforço das estruturas, principalmente nas áreas para os novos elevadores e escadas rolantes. Foram realizadas grandes escavações sob a platéia e o palco, para criar a sala de livros infantis e os depósitos do subsolo. Isso resultou no acréscimo de mais de 1000 m2 de construção. O café - também utilizado para a realização de palestras - foi instalado no palco, cujo teto recebeu vidro transparente para permitir a entrada de luz natural.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5FPan67-OI/AAAAAAAAASg/uy-HEf-84O4/s1600-h/%283%29+lello.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5156990367127304418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5FPan67-OI/AAAAAAAAASg/uy-HEf-84O4/s200/%283%29+lello.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;(3) &lt;a href="http://lelloprologolivreiro.com.sapo.pt/"&gt;Livraria Lello&lt;/a&gt; - Portugal. A livraria Lello Fundada em 1906 e situada na Rua das Carmelitas, cidade do Porto, estende-se por dois andares. O edifício, projetado por Xavier Esteves, foi construído em estilo neogótico e as enormes estantes iluminadas guardam cerca de 120 mil títulos diferentes em várias línguas. No interior da livraria, o visitante sente-se envolvido por um ambiente acolhedor. Uma vasta sala, com uma galeria que dá acesso a uma escada ornamental, onde correm algumas mesas que servem para exposição dos livros. Bancos em madeira e revestidos de couro e estantes em toda a sala perfazem o espaço interior próprio de uma livraria atual, mas que guarda a memória do passado (&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/reinvented/150009587/"&gt;ver fotos no flickr&lt;/a&gt; e também uma &lt;a href="http://www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Porto.VR/vilas.cidades/Porto/a5_lello.html"&gt;fantástica vista da livraria em 360º&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="post-author"&gt;Por Kovacs&lt;/span&gt;&lt;span class="post-timestamp"&gt; - &lt;a href="http://mundodek.blogspot.com/"&gt;Mundo de K.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span class="post-timestamp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-7176594741170073127?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/7176594741170073127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=7176594741170073127' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7176594741170073127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7176594741170073127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/02/as-livrarias-mais-belas-do-mundo.html' title='As Livrarias Mais Belas do Mundo'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2UL36lUNAX4/R5AFOH67-MI/AAAAAAAAASQ/Ow4JnuRMNIc/s72-c/%281%29+selexyz_dominicanen.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-5666313229417647958</id><published>2008-02-10T12:45:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:29.198-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores americanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><title type='text'>O Despertar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R68quQ0nzuI/AAAAAAAAAjA/aS44d-KPqUE/s1600-h/Despertar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R68quQ0nzuI/AAAAAAAAAjA/aS44d-KPqUE/s200/Despertar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165394271895277282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Kate Chopin&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Li, há algumas semanas, esta novela de &lt;strong&gt;&lt;span style=""&gt;Kate Chopin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, O DESPERTAR. Até então, só tinha lido um conto de Chopin, &lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;The Storm&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, fazia parte daquele livro &lt;i&gt;Erotic Stories by Women&lt;/i&gt;, falei dele &lt;a href="http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2006/12/erotic-stories-by-women.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Despertar&lt;/b&gt; é a história de &lt;b style=""&gt;Edna &lt;span class="chaptbodybold"&gt;Pontellier&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; , uma mulher casada, mãe de dois filhos, e a descoberta de si mesma&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; através de uma paixão 'proibida' na sociedade da época que tinha a mulher mais como um ornamento do que como um ser humano. O livro mais conhecido de Kate Chopin trouxe-lhe muitos dissabores, tantos que ela não escreveu mais nada depois dele. Hoje ainda é muito lido é discutido nos Estados Unidos, sobretudo em meio de grupos feministas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="chaptbodybold"&gt;&lt;span style=""&gt;Um dos personagens secundários mais importantes desta novela é &lt;b style=""&gt;Mademoiselle Reisz&lt;/b&gt; por ser uma das que mais influencia Edna nas suas buscas. Reisz é exímia pianista, solteira e mal humorada, não suporta aquela sociedade e não faz de conta, o que importa para ela e sua arte. Ele adverte, entretanto, um verdadeiro artista tem que ser corajoso e ter uma alma desafiadora. Edna quer ser pintora, isto é perfeitamente aceitáve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R68q8g0nzvI/AAAAAAAAAjI/plhI3T-_Szw/s1600-h/the-awakening.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R68q8g0nzvI/AAAAAAAAAjI/plhI3T-_Szw/s200/the-awakening.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165394516708413170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="chaptbodybold"&gt;&lt;span style=""&gt;l pelo marido e pela sociedade, desde que a mulher não negligencie o seu papel de mãe e esposa. &lt;b style=""&gt;Adèle&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="chaptbodybold"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;b style=""&gt; Ratignolle&lt;/b&gt; é a personagem que melhor representa a mulher ideal da época, tem talento musical e o usa para entreter a família e amigos, adora o marido, os filhos, é desinibida, inteligente. É amiga de Edna e preocupa-se com as transformações que percebe no comportamento desta, sabe que aquilo pode levar a uma fatalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="chaptbodybold"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Robert Lebrun&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="chaptbodybold"&gt;&lt;span style=""&gt; é um rapaz de 26 anos por quem Edna se apaixona, ele corresponde, mas sente que pode causar mais mal do que bem a Edna nesta sociedade onde a mulher não tem quase nenhum poder sobre sua existência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Leila M. Silva Terlinchamp - &lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;Cadernos da Bélgica.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="chaptbodybold"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5666313229417647958?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5666313229417647958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5666313229417647958' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5666313229417647958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5666313229417647958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/02/o-despertar.html' title='O Despertar'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R68quQ0nzuI/AAAAAAAAAjA/aS44d-KPqUE/s72-c/Despertar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8805930707493710787</id><published>2008-02-09T07:15:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:30.469-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><title type='text'>Escola joga livros no lixo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62NNg0nzoI/AAAAAAAAAiQ/bv9cyLkak7k/s1600-h/Book-Tower-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164939610952289922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62NNg0nzoI/AAAAAAAAAiQ/bv9cyLkak7k/s200/Book-Tower-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;MARIA REHDER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cerca de 400 obras literárias, incluindo autores renomados como Federico García Lorca, Machado de Assis e Guimarães Rosa, amontoadas em sacos de lixo e jogadas na calçada, próximos a um bueiro. Foi assim que os moradores da Rua Jundiapeba, na Vila Zelina, região da Vila Prudente, na Zona Leste, encontraram na quarta-feira os livros descartados pela Escola Municipal Ruth Lopes Andrade.&lt;br /&gt;O contador Manoel Rodrigues, 59 anos, conta que levou um susto ao passar em frente à escola por volta das 19h da quarta-feira. “Comecei a mexer nos sacos e para a minha surpresa, além de livros didáticos usados, encontrei clássicos da literatura, como João e Maria dos irmãos Grimm e a Casa de Bernarda Alba (de Federico García Lorca).”&lt;br /&gt;O bancário Elvis Pires e Silva, 27 anos, que estava a caminho do supermercado, ficou indignado: “Quando vi as obras em sacos de lixo, decidi levá-las para casa. Foram necessárias oito viagens com meu carrinho de feira para levar cerca de &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62OFA0nzqI/AAAAAAAAAig/V05ZsEQFlhw/s1600-h/personaluse_7142627~A-Cat-Joins-its-Owner-Reading-a-Book-at-a-Tokyo-Cafe-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164940564435029666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62OFA0nzqI/AAAAAAAAAig/V05ZsEQFlhw/s200/personaluse_7142627~A-Cat-Joins-its-Owner-Reading-a-Book-at-a-Tokyo-Cafe-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;300 livros, já que vizinhos já tinham levado algumas obras.”&lt;br /&gt;Os moradores da Vila Zelina tentaram entrar em contato com a direção da escola municipal ao ver os livros na rua, mas a unidade estava fechada. “Alguns livros chegaram a molhar porque foram jogados perto de um bueiro, mas a maioria estava em bom estado, garante o contador, que salvou do lixo O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, entre outros clássicos.&lt;br /&gt;O bancário conta que um dos moradores do bairro ligou ontem para a escola e teve a informação de que as obras foram descartadas “por causa de cupim”. “É duro você ensinar para os filhos o valor da leitura enquanto uma escola comete esse absurdo. Os livros estão em bom estado e vou doá-los para a instituição espírita Casa André Luiz.”&lt;br /&gt;Circe Bittencourt, coordenadora do Programa de Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros da (Livres/Universidade de São Paulo), afirma que não há nada que justifique essa atitude da escola. “É um absurdo. Nenhum tipo de educador pode fazer uma coisa dessas.”&lt;br /&gt;No entanto, a especialista avalia que falta hoje na rede pública de ensino uma educação formativa de educadores - não só de professores, mas para todos os funcionários da escola - sobre a importânc&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62NcQ0nzpI/AAAAAAAAAiY/RP5la78u9gY/s1600-h/Books-in-Winter-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164939864355360402" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62NcQ0nzpI/AAAAAAAAAiY/RP5la78u9gY/s200/Books-in-Winter-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;ia da leitura. “O poder público tem que rever o papel da biblioteca (a escolar e a pública). É preciso criar meios para mobilizar a sociedade para freqüentá-las.”&lt;br /&gt;Ezequiel Theodoro da Silva, professor da Faculdade de Educação da Unicamp e presidente da Associação Brasileira de Leitura, afirma que na maioria dos casos o acervo das bibliotecas das escolas públicas não é planejado e muitas delas ficam em espaços improvisados na escola. “Isso não justifica o descarte de livros, mas há escolas que recebem doações ou grandes remessas cuja a compra foi mal planejada, o que gera um acúmulo de obras as quais a escola sequer tem espaço para guardar.”&lt;br /&gt;O outro lado&lt;br /&gt;A reportagem do JT tentou entrar em contato com a direção da escola, que informou que responderia via Diretoria de Ensino. A Secretaria Municipal de Educação, por meio de nota, informou que a Diretoria Regional de Educação Ipiranga , considerando a gravidade da denúncia envolvendo a Emef Prof. Ruth Lopes Andrade (Vila Zelina), determinou uma apuração preliminar para esclarecer os fatos. Segundo a nota, “a medida permitirá que se conheça as razões pelas quais os livros do acervo da unidade tenham sido jogados fora”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: O Estado de S.Paulo - 01/02/2008 &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8805930707493710787?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8805930707493710787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8805930707493710787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8805930707493710787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8805930707493710787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/02/escola-joga-livros-no-lixo.html' title='Escola joga livros no lixo'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R62NNg0nzoI/AAAAAAAAAiQ/bv9cyLkak7k/s72-c/Book-Tower-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-5541230357299500925</id><published>2008-01-15T22:09:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:30.647-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tabacaria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>A catedral de Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R41ovRxSojI/AAAAAAAAAVg/a5tahdN4LHI/s1600-h/Pessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155892309842371122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R41ovRxSojI/AAAAAAAAAVg/a5tahdN4LHI/s400/Pessoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, dia 15 de janeiro, Tabacaria faz 80 anos de criação. Há quem considere Fernando Pessoa o maior poeta do século 20 e Tabacaria seu maior poema. Logo, Tabacaria seria o maior poema do século 20. Pode ser e pouca diferença faz. O título - e quem o atribua - precisa mais do poema do que o poema do título. A mim encanta ter descoberto depois de tantos anos que o poema, escrito às vésperas de Pessoa completar 40 anos, é também um 'balanço da vida' típico de alguém que chega à meia-idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Falhei em tudo.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Vivi, estudei, amei, e até cri,&lt;br /&gt;E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira&lt;br /&gt;Talvez fosse feliz.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A grandeza do poema reside exatamente na maestria de Pessoa em entrelaçar o cósmico, o singular e o mundano ao longo de todo poema, passando de um plano para o outro em cortes, ao mesmo tempo, bruscos e precisos, de efeito devastador.&lt;br /&gt;Esse "projeto estético-filosófico", digamos assim, se define logo na primeira estrofe do poema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sou nada.&lt;br /&gt;Nunca serei nada.&lt;br /&gt;Não posso querer ser nada.&lt;br /&gt;A parte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não sou nada/ Nunca serei nada" é uma constatação de ordem cósmica. No entanto, "Não posso querer ser nada" expõe uma enigmática interdição que repentinamente atira o poeta das alturas cósmicas às profundezas mais íntimas do plano individual: por que Fernando Pessoa/ Álvaro de Campos está proibido de querer ser algo? No verso seguinte, nova surpresa: o poeta emerge ao plano intermediário e mundano: "A parte isso tenho em mim todos os sonhos do mundo", numa espécie de frágil reconciliação.&lt;br /&gt;É como se uma operação alquímica se realizasse: a interdição de ser - que faz com o que o poeta não ceda à ilusão mundana de "querer ser" e se identifique com a insignificância de todas as coisas em face do Infinito - abre o espaço necessário para abrigar em seu interior "todos os sonhos do mundo", o que identifica o poeta com a humanidade inteira. Por isso, ele pode dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,&lt;br /&gt;Porque realizou o sacrifício de si para ser todos os homens. E também:&lt;br /&gt;Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Porque ousou ir além de pensar o que para Kant seria impensável: os conceitos de Deus, alma e mundo. Mas isso não se dá sem dor: o aniquilamento tem um preço alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A tensão entre alma (consciência de mim), Deus (consciência cósmica) e mundo (consciência da humanidade em mim) é dolorosa e aparentemente insolúvel, ao menos no plano mundano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.&lt;br /&gt;Estou hoje dividido entre a lealdade que devo&lt;br /&gt;À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,&lt;br /&gt;E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O entrelaçamento desses planos seguirá assim, monumental, patético e terrível, até o final quando, depois dessa espécie de “iluminação precária”, o universo retomará sua aparência habitual "sem ideal nem esperança".&lt;br /&gt;Enfim, se Joyce teve um dia inteiro, 16 de junho de 1904, e uma cidade inteira, Dublin, para construir sua catedral, a Fernando Pessoa bastou apenas a tarde de 15 de janeiro de 1928 e o exíguo espaço de um quarto entre a mesa e a janela para erguer a sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antonio Caetano &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.cafeimpresso.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Café impresso&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5541230357299500925?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5541230357299500925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5541230357299500925' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5541230357299500925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5541230357299500925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/01/catedral-de-fernando-pessoa.html' title='A catedral de Fernando Pessoa'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R41ovRxSojI/AAAAAAAAAVg/a5tahdN4LHI/s72-c/Pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6701243618560304702</id><published>2008-01-06T13:44:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:30.818-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores americanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R4ETnqQanwI/AAAAAAAAAgw/utbACLMqwf4/s1600-h/FunHome+BR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152421020767526658" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R4ETnqQanwI/AAAAAAAAAgw/utbACLMqwf4/s400/FunHome+BR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Fun Home&lt;br /&gt;Uma Tragicomédia em Família&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alison Bechdel&lt;br /&gt;Editora: Conrad&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fun Home foi lançada no Brasil no final de 2007, pela Conrad, eu tinha lido em algum lugar que seria em 2008. Será que adiantaram? Pode ser, a HQ já estava a toda nos Estados Unidos, onde foi lançada em 2006, e também na Europa. Trata-se da biografia de Alison Bechdel, uma moça corajosa e honesta, pelo menos é isso que ela passa através da história, a sua história e a do seu pai, principalmente. A mãe também está bastante presente, mas a prioridade é dada à figura do pai, um homossexual que nunca teve coragem de sair do armário, que mantinha relações com o baby-sitter dos filhos ou seus próprios alunos. Alison conta tudo, é a impressão que temos. A história não é linear, num momento ela trata da infância, no quadrinho seguinte já está na universidade lendo uma carta do pai com quem a autora tinha muitas afinidades intelectuais. Ela e o pai são leitores compulsivos, a história está repleta de referências literárias: Proust, Wilde, Joyce, Colette e uma longa lista. Referências são sempre um risco, pode resvalar certo pedantismo. Não é o caso aqui, são bem colocadas, são irônicas e verdadeiras e todo mundo que gosta de literatura se diverte encontrando ali os autores, citações, capas de livros.&lt;br /&gt;O título é também bastante interessante, o FUN remete primeiramente à idéia de uma casa divertida, mas é também uma alusão à casa funerária que era propriedade de sua família e que eles costumavam chamar de Fun Home. Quem já viu a série Six feet under, não vai deixar de perceber uma relação. Sobretudo que Alison é gay, assim como um dos personagens de Six feet under. Ela, ao contrário do pai, sai logo do armário, antes de ter a sua primeira relação já foi abrindo o jogo com a família e colegas de universidade.&lt;br /&gt;Alison Bechdel nasceu em 1960, na Pensilvânia, é também autora de &lt;a href="http://www.dykestowatchoutfor.com/index.php"&gt;&lt;em&gt;Dykes To Watch Out For&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, já recebeu um prêmio Eisner.Não é pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lojaconrad.com.br/trecho/funhome_p1.asp"&gt;&lt;em&gt;Aqui &lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;você pode ler uma parte da história.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;Leila Silva Terlinchamp&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-6701243618560304702?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/6701243618560304702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=6701243618560304702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6701243618560304702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6701243618560304702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2008/01/fun-home-uma-tragicomdia-em-famlia.html' title=''/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/R4ETnqQanwI/AAAAAAAAAgw/utbACLMqwf4/s72-c/FunHome+BR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8686211686133737144</id><published>2007-12-18T13:36:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:31.535-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Niemeyer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pampulha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museu Niteroi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Museu Curitiba'/><title type='text'>Niemeyer - 100 anos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gHzxxSoiI/AAAAAAAAAVY/wkRfnaIAqKI/s1600-h/pampulha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145371160385593890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gHzxxSoiI/AAAAAAAAAVY/wkRfnaIAqKI/s400/pampulha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Pampulha - BH&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gHQhxSohI/AAAAAAAAAVQ/w2NNsyASzyQ/s1600-h/museu.O.niemayer.curitiba.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145370554795205138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gHQhxSohI/AAAAAAAAAVQ/w2NNsyASzyQ/s400/museu.O.niemayer.curitiba.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Museu Oscar Niemeyer - Curitiba&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gG7RxSogI/AAAAAAAAAVI/39leV6AhO-Q/s1600-h/museu,arte.contemporanea.niteroi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145370189722984962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gG7RxSogI/AAAAAAAAAVI/39leV6AhO-Q/s400/museu,arte.contemporanea.niteroi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Museu de Arte Contemporânea - Niteroi&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gGtRxSofI/AAAAAAAAAVA/bZFWU80u4vA/s1600-h/casa.das.canoas.rj.1952.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145369949204816370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gGtRxSofI/AAAAAAAAAVA/bZFWU80u4vA/s400/casa.das.canoas.rj.1952.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Casa das canoas - RJ&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gF9xxSoeI/AAAAAAAAAU4/V8ODqIVDHp8/s1600-h/pampulha.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8686211686133737144?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8686211686133737144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8686211686133737144' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8686211686133737144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8686211686133737144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/12/niemeyer-100-anos.html' title='Niemeyer - 100 anos'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2gHzxxSoiI/AAAAAAAAAVY/wkRfnaIAqKI/s72-c/pampulha.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8695693976808022845</id><published>2007-12-14T11:45:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:32.289-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Audálio Dantas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Graciliano Ramos'/><title type='text'>O chão de Graciliano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2KmXhxSoaI/AAAAAAAAAUY/NyGFSHsrr74/s1600-h/ochaodegraciliano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143856647542841762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2KmXhxSoaI/AAAAAAAAAUY/NyGFSHsrr74/s400/ochaodegraciliano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2KmGBxSoZI/AAAAAAAAAUQ/f2BaPSwLgj4/s1600-h/graciliano.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143856346895131026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2KmGBxSoZI/AAAAAAAAAUQ/f2BaPSwLgj4/s320/graciliano.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O livro de arte-reportagem, “O Chão de Graciliano”, editado pela Tempo d’Imagem, mostra, em texto de Audálio Dantas e fotografias de Tiago Santana, a região de nascimento e criação literária de Graciliano Ramos.&lt;br /&gt;O livro, com versão em inglês e espanhol, é o resultado de várias viagens ao sertão de Alagoas e Pernambuco, a partir de 2002, quando foi feito o primeiro ensaio fotográfico para a exposição “O Chão de Graciliano”, em 2003 (Sesc Pompéia, em São Paulo), considerada a mais importante até hoje realizada sobre a vida e a obra do escritor. O evento, com projeto e curadoria de Audálio Dantas, marcou a passagem dos 110 anos de nascimento de Graciliano e os 70 anos da publicação de seu primeiro romance, “Caetés”, e percorreu várias cidades, entre as quais Maceió (AL), Fortaleza (CE) e em Recife (PE), na Fundação Joaquim Nabuco, com palestra de abertura de Ariano Suassuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os autores e o Chão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os autores do livro têm em comum a origem nordestina. O jornalista Audálio Dantas nasceu na pequena cidade de Tanque d’Arca, Alagoas, a poucos quilômetros de Quebrangulo, terra natal de Graciliano. Seu texto, uma reportagem literária, registra o tempo e o espaço do escritor em sua região, o passado e o presente muitas vezes se confundem, pois em muitos aspectos as condições do homem que nela vive permanecem praticamente as mesmas.&lt;br /&gt;Cearense do Crato, o fotógrafo Tiago Santana, cresceu vendo os romeiros que buscavam milagres em Juazeiro, cidade do Padre Cícero, ali perto. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2Kl2xxSoYI/AAAAAAAAAUI/Wjcxjk1Y72U/s1600-h/audÃ¡lio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143856084902125954" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2Kl2xxSoYI/AAAAAAAAAUI/Wjcxjk1Y72U/s320/aud%C3%A1lio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como a obra de Graciliano, o ensaio fotográfico de Tiago é centrado na figura do homem, tendo a paisagem como mero pano de fundo. Na apresentação do livro, o jornalista (também nordestino) Joel Silveira, falecido recentemente, afirma: “O chão percorrido pelo fotógrafo é o mesmo sobre o qual Graciliano construiu a sua literatura, mas não é a paisagem, a terra quase sempre dura e seca, que Tiago recolhe em sua câmera; o que ele registra é o homem que nela vive, sobrevive ou dela se retira quando de todo perde a esperança – eterno Fabiano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Chão de Graciliano é um projeto da Audálio Dantas Comunicação e Projetos Culturais e da Editora Tempo d’Imagem, com incentivo da Lei Rouanet.&lt;br /&gt;Entre os vários projetos criados e desenvolvidos por Audálio Dantas destacam-se exposições temáticas, como “100 Anos de Cordel” (Sesc Pompéia, 2001) e “Na terra de Macunaíma” (2004/2005), em parceria com o jornalista Fernando Granato.&lt;br /&gt;O livro “O Chão de Graciliano” tem como patrocinadores a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF e Petrobras Transporte S.A – Transpetro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte escolheu os melhores de 2007. Na categoria Literatura, o livro reportagem do ano escolhido foi “O Chão de Graciliano”, do jornalista Audálio Dantas e do fotógrafo Tiago Santana.&lt;br /&gt;A cerimônia de entrega dos prêmios acontecerá em 25 de março de 2008, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagens &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1 - Graciliano Ramos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2 - Audálio Dantas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8695693976808022845?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8695693976808022845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8695693976808022845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8695693976808022845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8695693976808022845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/12/o-cho-de-graciliano.html' title='O chão de Graciliano'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2KmXhxSoaI/AAAAAAAAAUY/NyGFSHsrr74/s72-c/ochaodegraciliano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-2549819216089250470</id><published>2007-12-12T13:10:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:32.721-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Copan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Niteroi'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hidroviária'/><title type='text'>Niemayer - 100 anos</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2AWt-fQlMI/AAAAAAAAAUA/es4DXhu_Uxc/s1600-h/copan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143135753581139138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2AWt-fQlMI/AAAAAAAAAUA/es4DXhu_Uxc/s400/copan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edifício Copan - SP &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2AWlOfQlLI/AAAAAAAAAT4/Oj77lpUX3Vc/s1600-h/est.hidroviaria.niteroi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143135603257283762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2AWlOfQlLI/AAAAAAAAAT4/Oj77lpUX3Vc/s400/est.hidroviaria.niteroi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Estação hidroviária - Niteroi&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-2549819216089250470?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/2549819216089250470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=2549819216089250470' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2549819216089250470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2549819216089250470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/12/edifcio-copan-sp-estao-hidroviria.html' title='Niemayer - 100 anos'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R2AWt-fQlMI/AAAAAAAAAUA/es4DXhu_Uxc/s72-c/copan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3470892914105773613</id><published>2007-12-08T23:19:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:32.851-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cozinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grobe'/><title type='text'>Cozinhar é uma arte?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1tgFufQlJI/AAAAAAAAATo/cfnulEkzcrw/s1600-h/revista.bmp1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141809051068306578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1tgFufQlJI/AAAAAAAAATo/cfnulEkzcrw/s400/revista.bmp1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paulo Grobe tem 31 anos de idade. Quando menino, aos domingos pela manhã, costumava ir ao mercado municipal com seu pai escolher os ingredientes para o almoço. Descobriu tarde a profissão de cozinheiro. Após uma tentativa frustrada em tornar-se advogado (abandonou o curso de Direito no quarto ano) decidiu entrar no mundo das panelas. Formado em Tecnologia e Gastronomia pela faculdade SENAC de Campos do Jordão, acumula passagens pelos melhores restaurantes do país como: D.O.M do chef Alex Atala, Charlô Bistro, Hotel Emiliano, todos em São Paulo. No início de 2004 assumiu a chefia da cozinha do Hotel Mercure, da rede francesa Accor, em Manaus, onde permaneceu por dois anos. Atualmente trabalha em um conceituado restaurante em Londres e sente saudades de Araçatuba e do feijão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;-Cozinhar é uma arte?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cozinhar é muita coisa. Existe uma diferença abissal entre cozinhar em casa e cozinhar profissionalmente. Preparar uma refeição requer uma grande dose de generosidade; mexer com o prazer das pessoas e satisfazer suas expectativas é muito gratificante, mas quando se está atuando profissionalmente você sofre duas pressões: a da perfeição e a do tempo. Tudo tem que sair dentro do padrão e rápido. A tensão de uma cozinha de um bom restaurante em um sábado à noite é uma coisa absurda e isso rouba muito a beleza de cozinhar. Eu defino a cozinha profissional como uma ciência que se relaciona estreitamente com as artes, principalmente no processo criativo e na apresentação do prato.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Qual o perfil do chefe de cozinha ideal?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- A primeira coisa é gostar de comer, ter um paladar curioso e uma boa memoria gustativa. A segunda é saber cozinhar, ou seja, conhecer profundamente e aplicar as técnicas de cozimento, transformando os ingredientes química e fisicamente; a terceira é amar a profissão que e muito ingrata e sacrificante. Perde-se fins de semana, feriados, e trabalha-se em media 12 horas por dia.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;-Qual seu conceito sobre cozinha brasileira?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- A cozinha brasileira é uma das mais ricas do mundo. Pode ser definida como o resultado de três culturas bem distintas, a dos índios, dos portugueses e dos negros. Essa é a base. Os imigrantes europeus, vindos no século passado, trouxeram novos ingredientes e técnicas, mas não influenciaram nossa cozinha.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Como você avalia a atual gastronomia brasileira?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- O Brasil ainda não valoriza sua gastronomia. Não se vê no país, com algumas exceções, restaurantes de comida brasileira, como se vê restaurantes franceses na Franca ou argentinos na Argentina. Mas isso esta mudando, chefs como Alex Atala, Carla Pernambuco e Mara Sales reinventaram a cozinha brasileira aplicando técnicas clássicas e modernas e levando o nome da gastronomia nacional para fora do país. O Brasil é um dos países com maior potencial turístico do mundo e o setor de alimentação, por consequência, só tem a crescer. Tomara que o arroz e o feijão tenham uma boa parcela nesse crescimento.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Essa diversidade da cozinha brasileira é realmente conhecida no exterior?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Sim, mas apenas por profissionais da área e amantes da gastronomia, as pessoas em geral conhecem apenas a caipirinha e algumas frutas tropicais. No restaurante em que trabalho, por exemplo, usamos manga, papaia, limão e castanha do Pará brasileiros. A culinária brasileira não é conhecida como a francesa, italiana ou japonesa, no entanto é mais rica em variedade de ingredientes e influencias que todas elas, embora não apresente uma técnica apurada e tampouco documentada. O catalão Ferran Adria, considerado hoje o maior cozinheiro do mundo, afirmou a algum tempo atrás que o futuro da gastronomia estaria no Brasil e na China e eu concordo com ele, pois são dois paises de dimensões continentais, potencial de desenvolvimento tremendo e gastronomicamente muito ricos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Qual sua cozinha preferida?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Gosto da simplicidade, do rústico; sou apaixonado pelos ingredientes. Posso me emocionar com a beleza de um peixe recém pescado ou com a perfeição de um tomate. Outra coisa que me emociona são as receitas regionais, aquela comida de alma, secular, seja no Brasil ou fora dele.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- E preciso estudar pra ser chefe de cozinha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;- Ser chefe de cozinha hoje no Brasil virou sinônimo de status, a grande proliferação de faculdades de gastronomia e programas de televisão deixa isso bem claro. Cada vez mais pessoas se interessam pelos prazeres da boca, trabalhar na cozinha deixou de ser profissão de nordestino, homossexual e analfabeto e virou profissão da moda. Centenas de jovens de classes mais abastadas ingressam nas faculdades pensando que quando saírem serão chefes de cozinha. A faculdade dá um amplo conhecimento das técnicas clássicas, um panorama histórico e prático da gastronomia mundial e alguns conceitos de ordem teórica referentes ao planejamento e administração de empreendimentos do setor de alimentação. Mas isso e apenas um primeiro passo, um pontapé inicial. É preciso muito trabalho para se tornar um bom cozinheiro. Para ser um bom profissional a pessoa precisa de no mínimo 5 a 6 anos de profissão, de trabalho árduo dentro de uma, ou se possível, de várias cozinhas. Quanto mais lugares o sujeito trabalhar, mais conhecimento ele adquire.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Que conselho você daria a alguém que queira ingressar na profissão?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Pense duas vezes. Existe um livro chamado “Cozinha Confidencial”, do chef franco-americano Anthony Bourdain, onde ele relata os bastidores de uma cozinha profissional. Se depois da leitura você ainda quiser ser cozinheiro, seja bem vindo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Para finalizar, por que os homens se sobressaem como chefs de cozinha?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Cada vez mais vejo mulheres na cozinha, tanto no Brasil como na Europa. Talvez essa predominância masculina se deva ao fato de que no passado, antes do advento da tecnologia, o trabalho nas cozinhas fosse ainda mais pesado que hoje, exigindo uma forca física que as mulheres em sua maioria não possuem. Refiro-me à cozinha profissional. Bater a massa de um bolo na mão e bater a massa de vinte bolos eram coisas diferentes, hoje em dia e só jogar tudo dentro da maquina e apertar um botão.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fábio Messias - Revista Araçatuba Magazine - outubro de 2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ob. - Esse moço muito bonito alí da foto e muito inteligente tb é meu filho. Muito orgulhosa dele aqui. E saudosa demais. Uma saudade fininha e matadeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vera do val&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3470892914105773613?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3470892914105773613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3470892914105773613' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3470892914105773613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3470892914105773613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/12/cozinhar-uma-arte.html' title='Cozinhar é uma arte?'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1tgFufQlJI/AAAAAAAAATo/cfnulEkzcrw/s72-c/revista.bmp1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3439445547785867215</id><published>2007-12-07T12:43:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:33.184-04:00</updated><title type='text'>Lições de Sade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1l5AufQlII/AAAAAAAAATg/OzYzVnOdvd0/s1600-h/sade.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5141273503006233730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1l5AufQlII/AAAAAAAAATg/OzYzVnOdvd0/s320/sade.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Lições de Sade&lt;br /&gt;Eliane Robert Moraes&lt;br /&gt;Ed Iluminuras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada na clandestinidade, sentenciada ao fogo, proibida ou censurada, a obra do marquês de Sade restou condenada ao silêncio por quase dois séculos. Até hoje - quando o escritor "maldito" parece ter cedido vez ao "clássico" -, a indomável ficção sadiana ainda dá margem a especulações que, não raro, desembocam em equívocos. Desvios de tal natureza costumam reduzir o autor à idéia de sadismo, ora incorporada por discursos científicos, ora explorada pelo mercado. Visões comprometidas, sobretudo se prescindem da leitura atenta do mestre de todas as libertinagens. Nada mais oportuno, portanto, do que voltar às raízes do pensamento e da vida do polêmico marquês para compreender a trama perversa do seu imaginário - tão difícil de ser qualificado. Dotados de rara clareza, os ensaios de Eliane Robert Moraes configuram um olhar que privilegia a força imaginativa de Sade. Propositor de um erotismo sem precedentes, o criador da "Sociedade dos Amigos do Crime" funda um domínio único de expressão literária, marcado pelo excesso, cujos personagens devem ser compreendidos para além de qualquer alusão realista. Procurando contemplar essa visão, as reflexões aqui apresentadas circulam entre a literatura, a filosofia e a história, voltando atenção especial aos detalhes que constituem a impressionante arquitetura erótica proposta pelo escritor francês. Por isso mesmo, justifica-se o destaque dado a temas inesperados como as sociedades secretas da libertinagem, a alimentação dos devassos, ou a paisagem noir dos castelos do deboche. Essa diversidade também está presente nos comentários sobre as repercussões da obra sadiana, que constituem verdadeiro testemunho do seu efeito perturbador. Da exaltação do "divino marquês", promovida pelos surrealistas, às reflexões que lhe dedicaram Octavio Paz ou Roland Barthes, o que se percebe é a notável e seminal influência da imaginação libertina sobre muitos autores que lhe sucederam. Lidos em conjunto, os textos de Lições de Sade expõem o aprendizado de uma leitora exigente, que vem freqüentando a literatura libertina há duas décadas. Eliane Robert Moraes, dotada de estilo sagaz e elegante, revela uma sintonia fina com os ensinamentos sintetizados na frase de um dos mais lascivos personagens do marquês: "Toda a felicidade do homem está na imaginação". O mesmo vale para os leitores destas lições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia um trecho do livro sobre o escritor francês publicado pela editora Iluminuras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O ponto de partida do ateísmo de Sade é o desamparo humano. Ninguém nasce livre; o homem, lançado ao mundo como qualquer outro animal, está “acorrentado à natureza”, sujeitando-se como um “escravo” às suas leis; “hoje homem, amanhã verme, depois de amanhã mosca” -tal é a condenação que paira sobre a “infeliz humanidade”. Ciente de que as religiões nascem desse sofrimento, o devasso sadiano prefere admiti-lo sem escapatórias para elaborar seu sistema. “Não bastará dar uma olhada em nossa miserável espécie humana, para melhor nos convencer de que nada nela anuncia a imortalidade?”, conclui ele no opúsculo “Do Inferno”.&lt;br /&gt;Contudo, como se antecipasse a célebre fórmula gramsciana -“pessimismo da razão, otimismo da ação”-, o libertino procura superar esse desamparo primordial explorando os prazeres do corpo até suas derradeiras potencialidades. A volúpia, ensina o devasso do “Diálogo” ao padre, é “o único modo que a natureza oferece para dobrar ou prolongar tua existência”. Apenas ela pode substituir a consolação que a promessa de vida eterna encerra para atenuar o sofrimento humano, assegurando ao ateu uma outra forma de permanência no mundo. “Tens a loucura da imortalidade?”, pergunta Madame de Saint-Ange a Eugénie em “La Philosophie dans le Boudoir”, lembrando que só o desregramento dos sentidos pode perpetuar o homem no universo.&lt;br /&gt;Sem a ilusão de encontrar outro mundo depois de morto, o moribundo do “Diálogo” transforma seu leito de morte em palco do prazer, onde a sensação de imortalidade deixa de ser uma quimera para alcançar o status de experiência. Fantasia derradeira que se produz no corpo do devasso, essa experiência cumpre o que a religião mantém apenas como promessa, realizando a sua loucura. Ao padre, uma vez convertido à libertinagem, resta a tarefa de dar continuidade -de corpo e alma- à subversão das leis humanas e divinas. Eis o que Sade chamará mais tarde, ao escrever “Justine”, de “o triunfo da filosofia”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Eliane Robert Moraes - &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;É crítica literária e professora de estética e literatura na PUC-SP e no Centro Universitário Senac-SP. Publicou, entre outros, "Sade - A Felicidade Libertina" (Imago), "O Corpo Impossível" (Iluminuras/Fapesp, 2002) e "Lições de Sade - Ensaios Sobre a Imaginação Libertina"  (Iluminuras, 2006).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3439445547785867215?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3439445547785867215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3439445547785867215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3439445547785867215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3439445547785867215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/12/lies-de-sade.html' title='Lições de Sade'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1l5AufQlII/AAAAAAAAATg/OzYzVnOdvd0/s72-c/sade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8723955028118263676</id><published>2007-12-02T21:44:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:33.775-04:00</updated><title type='text'>Oscar Niemeyer - Cem anos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1Ng-OfQlHI/AAAAAAAAATY/7Gc6lRQAgks/s1600-R/Const.Brasilia.1956.1960.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139558221917230194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1Ng-OfQlHI/AAAAAAAAATY/bnwSPXMWVZ8/s400/Const.Brasilia.1956.1960.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Construção de Brasilia - 1956 -1960&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;"Deus criou o mundo em sete dias. Em seguida criou Oscar Niemeyer."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Josias de Souza &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1Nge-fQlGI/AAAAAAAAATQ/r7gkA8D8jkQ/s1600-R/h208niemeyer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139557685046318178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1Nge-fQlGI/AAAAAAAAATQ/Nfvsc-HC-c8/s320/h208niemeyer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No próximo dia 15 de dezembro, o arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer completa 100 anos. Nascido no Rio de Janeiro e responsável por projetos importantes como o Complexo da Pampulha em Belo Horizonte, os edifícios de Brasília e o Copan em São Paulo, Niemeyer foi recentemente apontado como o nono mais importante gênio vivo da humanidade.&lt;br /&gt;Abaixo, os arquitetos Lelé, Angelo Bucci e Ricardo Ohtake, além do engenheiro José Carlos Süssekind comentam a obra de Niemeyer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Imagine que com meia dúzia de linhas feitas a giz na lousa de uma escola primária, em qualquer lugar, uma classe inteira de crianças fosse capaz de reconhecer nesses traços um certo edifício, quero dizer um edifício específico, não qualquer um. Mais que isso, imagine que qualquer uma dessas crianças fosse capaz de esboçar, ela mesma, edifícios que todos os outros meninos reconheçam: Palácio da Alvorada, Catedral de Brasília, Congresso Nacional e tantos outros.&lt;br /&gt;Quando se diz que as obras de Oscar Niemeyer fazem parte do nosso imaginário é dessa extensão profunda que falamos. Ou seja, elas estão impregnadas de tal modo que somos, todos e desde criança, capazes de esboçar, de cor, um par de obras suas.&lt;br /&gt;Imagine que qualquer uma daquelas crianças, à medida que amadureça e vá ampliando a sua compreensão do mundo, quando ela recorre àqueles edifícios de seu acervo imaginário, eles não frustram. Quer dizer, eles surpreendem sempre quer seja pela clareza, pela solução da estrutura, pelos arranjos dos programas, enfim, pela beleza e invenção que neles parecem não ter fim.&lt;br /&gt;Qualquer arquiteto atuante hoje no mundo foi um desses meninos."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Angelo Bucci, arquiteto e professor doutor da FAU/USP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Todos nós arquitetos, principalmente os cariocas, tínhamos admiração máxima pelo trabalho de Niemeyer. Após conhecê-lo, vi que é também uma pessoa extremamente generosa, sempre houve uma transferência de conhecimento muito boa entre nós.&lt;br /&gt;Eu não conseguiria apontar uma obra preferida, porque ele se renova a cada momento. Sua produção tem fases que vão se sucedendo, cada vez com mais apuro.&lt;br /&gt;A característica principal da obra dele é a intuição, baseada na lógica da natureza, no instinto das mentes privilegiadas dos gênios. Por isso mesmo, a sua obra é capaz de emocionar qualquer ser humano, independente da sua formação intelectual e categoria social.&lt;br /&gt;Eu acho que as escolas de arquitetura hoje em dia estão muito voltadas para as últimas tecnologias, na trilha dos arquitetos europeus, quando tinham que ensinar o cotidiano também. Niemeyer se expressava de uma maneira elegante, claro, e também se utiliza da tecnologia, mas a expressão máxima do que ele alcançou foi sempre pela plasticidade do concreto armado. Os estudantes de hoje têm a missão de absorver toda essa qualidade da obra dele de forma inteligente, para que não se caia na caricatura, o que seria terrível."&lt;br /&gt;João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, arquiteto integrante de uma das equipes de construção de Brasília&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"[Sobre a complicação em realizar os projetos de Niemeyer] As coisas do Oscar sempre são complicadas no atacado. Porque ele tem horror do complicado ao varejo, de fazer uma varandinha, um recortadinho. Os prédios dele são complicados, mas com um problema só. E ele mostra que um projeto para ser monumental não precisa ter sei lá quantos metros e custar caríssimo. O museu de Niterói, por exemplo, que não tem coisa mais badalada, custou R$ 5 milhões.&lt;br /&gt;[Sobre a generosidade de Niemeyer] A metade do que ele fez, ele não cobrou. A metade que ele cobra, ele cobra a metade. No prédio das Nações Unidas, em Nova York [único projeto de que Niemeyer diz se arrepender], ele pecou por generosidade. Uns anos mais tarde o Le Corbusier encontrou com ele e falou: "Oscar, como você é generoso", em referência a uma mudança no projeto que ele pediu e o Niemeyer aceitou."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;José Carlos Süssekind, engenheiro responsável por diversas obras de Niemeyer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Niemeyer introduziu linhas curvas. Uma arquitetura possibilitando uma cobertura curva. No Complexo da Pampulha ele começou fazendo a igreja como cobertura, a Casa de Baile tem um pequeno espaço fechado e depois uma marquise que vai fazendo curvas sinuosas, possibilitando ter uma paisagem do mar. Isto tudo foi ele quem inventou, e ninguém esperava ver uma coisa dessas. Até hoje o Niemeyer avança no processo de cálculos de estrutura, ele obriga os engenheiros a se virarem. Quando estes projetos foram para a Europa eles ficaram boquiabertos, foi daqui pra lá.&lt;br /&gt;O ideal dele é mais ou menos o do modernismo, o da arquitetura para todos. O espaço público é um espaço democrático onde todos podem entrar, é essa a sua visão sempre. Brasília inclusive demonstra esta característica, a superquadra foi proposta para ter todos os prédios com o vão livre no térreo. É uma coisa muito transparente e muito agradável.&lt;br /&gt;A atitude e o processo que o Oscar tem para desenvolver o seu trabalho são fundamentais para qualquer estudante e qualquer arquiteto. Ele trabalha com uma invenção e uma adequação, como nenhum outro."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Ricardo Ohtake, arquiteto, designer gráfico e autor do livro "Folha Explica Oscar Niemeyer"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Folha de S Paulo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8723955028118263676?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8723955028118263676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8723955028118263676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8723955028118263676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8723955028118263676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/12/oscar-niemeyer-cem-anos.html' title='Oscar Niemeyer - Cem anos'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R1Ng-OfQlHI/AAAAAAAAATY/bnwSPXMWVZ8/s72-c/Const.Brasilia.1956.1960.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4494711837522085562</id><published>2007-11-26T11:55:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:34.451-04:00</updated><title type='text'>Cassius Clay/Muhammad Ali - Norman Mailer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0ruvBndEmI/AAAAAAAAATI/ewfDSPQTXvE/s1600-h/ali1.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137180816624652898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0ruvBndEmI/AAAAAAAAATI/ewfDSPQTXvE/s400/ali1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0runBndElI/AAAAAAAAATA/F3M1fNM2J3s/s1600-h/ali_muhammad.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137180679185699410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0runBndElI/AAAAAAAAATA/F3M1fNM2J3s/s320/ali_muhammad.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cassius Clay/Muhammad Ali, o mais controverso dos campeões, era essencialmente um brilhante estrategista do ringue, um prodígio nos primeiros tempos, cuja rapidez de mãos e de pés o tornava um alvo praticamente impossível para os seus adversários. Quanta alegria no jovem Ali: na inimitável arrogância de um peso pesado que fintava os seus adversários desorientados com as suas luvas baixas na altura da cintura, convidado-os a acertar nele"&lt;br /&gt;Houve um tempo em que uma disputa de título mundial dos pesos pesados era mais do que uma simples luta. Houve um tempo em que os boxeadores eram mais do que máquinas de moer de ossos, e sabiam articular frases com sujeito, verbo e predicado, todos concordando entre si. Houve um tempo em que a opressão era regra, mas se era permitido sonhar, porque era o sonho tangível, e não se encaixava num slogan bonitinho de qualquer Ong.&lt;br /&gt;Até os idos de 60, o boxe era um esporte marginalizado, praticado por marginais e assistido pelos mesmos, controlado por iguais - se você se lembra do personagem de Marlon Brando em Sindicato dos Ladrões, saberá do que estou falando.&lt;br /&gt;Foi neste momento que surgiu Ali, com toda sua vaidade, sua matraca histriônica, seu jeito provocador e sensual, que para muitos não passava de puro exibicionismo. E era...também. Nenhum pugilista, nem antes nem depois, foi tão bom marqueteiro de sua imagem. Nenhum ajudou tanto na construção do seu próprio mito.&lt;br /&gt;A partir de Ali, o boxe passou a ser palco dos debates raciais passaram a tomar conta do debate público da fermentada consciência americana dos anos 60. O esporte passou a ser uma metáfora política da luta pela emancipação da população negra, não só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo.&lt;br /&gt;De uma hora para outra, um falastrão negro aguado se torna uma nova esperança para os anseio de todo um povo discriminado, tolhido dos seus direitos civis por séculos e séculos. Ali não era apenas um campeão, que teve seu título roubado por se negar a lutar na Guerra do Vietnã, era uma matraca ambulante e irresistível, um revolucionário a seu modo naqueles anos tão famintos por revoluções. Um líder belo e arrebatador para os negros em todo o mundo, na batalha pela sua emancipação. Como se não fosse o bastante, ele simplesmente revolucionou o modo de lutar boxe e a sua vitória sobre Foreman em 1974, quando recuperou o título, o imortalizou com o maior de todos pugilistas. Talvez se você assistir aos taipe de suas lutas, poderá achar que estou me perdendo em exageros... Ou talvez seja você que viu lutas de Tyson e Popó em demasia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137179974811062850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0rt-BndEkI/AAAAAAAAAS4/sbnI81xMX9A/s320/2_cassius_clay.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0rtZRndEiI/AAAAAAAAASo/AJg3T_kLwjU/s1600-h/a+luta.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137179343450870306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0rtZRndEiI/AAAAAAAAASo/AJg3T_kLwjU/s320/a+luta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Luta&lt;br /&gt;Norman Mailer&lt;br /&gt;Cia das Letras&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“A luta” (The Fight) de Norman Mailer é um relato apaixonado e instigante daqueles anos conturbados. O livro trata do duelo pelo título mundial dos pesos pesados entre Ali e George Foreman, o então campeão, duelo este disputado no Zaire do ditador Mutumba, em 1974. Ali tinha passado um tempo na cadeia, haviam cassado o seu título, ele o queria de volta. Mas quase ninguém achava que ele tinha capacidade para tanto. Afinal Foreman, era uma máquina, um colosso de força e impiedade, um homem com um olhar "grande, pesado como a morte, opressivo como o bater da tampa na tumba".&lt;br /&gt;Mais do que um embate de gigantes, o confronto entre Ali e Foreman, era o confronto de duas forças ideológicas. De um lado o muçulmano, controverso, paradoxal, um líder da autonomia negra. De um outro, o arrogante que vestia calções com as cores da bandeira americana e simbolizava o establishment branco e não admitia que se falasse mal do Império em sua frente.&lt;br /&gt;O livro também é um relato do poder da palavra. Tão sabiamente usada por Ali, tão rejeitada por Foreman. O primeiro sabia que a palavra é poder, pois a usava, manipulava a todo instante. É sintomática a fala de Ali a Foreman, quando os dois se encontram no ringue, no prelúdio da luta: "Você ouviu falar de mim desde quando era jovem. Você tem seguido meus passos desde quando era menininho. Agora você precisa me encontrar, seu mestre". Começa aí a queda de Foreman. Começava um capítulo marcante da história do boxe, capítulo glorioso que não se repetirá tão cedo.&lt;br /&gt;A Luta, não é só um livro sobre o boxe ou mesmo sobre Ali, é um livro sobre o tempo em que falar em ideologia fazia sentido. É um livro sobre um tempo em que rebeldia e indignação não estavam à venda nos shopping, a preços módicos. E que torcer por uma vitória de um boxeador, era na verdade acreditar em um sonho.&lt;br /&gt;Flavio Vinicius - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.flaviopelosta.weblogger.terra.com.br/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;Pelosta &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4494711837522085562?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4494711837522085562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4494711837522085562' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4494711837522085562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4494711837522085562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/11/cassius-claymuhammad-ali-norman-mailer.html' title='Cassius Clay/Muhammad Ali - Norman Mailer'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0ruvBndEmI/AAAAAAAAATI/ewfDSPQTXvE/s72-c/ali1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-2141634270476817859</id><published>2007-11-21T03:18:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:34.616-04:00</updated><title type='text'>O livro que narra quase 100 anos da História de Cuba</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135191142960009746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0PdIxndEhI/AAAAAAAAASg/__g8_6VWiAo/s320/revolucao2.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Revolução Cubana e a Questão Nacional (1868-1963)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Prof. Dr. José Rodrigues Máo Júnior&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Editor: Núcleo de Estudos d'O Capital&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, a imprensa brasileira e os trabalhos acadêmicos não têm poupado munição para atacar intermitentemente Fidel Castro, a Revolução Cubana e suas conquistas. A informação que nos chega diariamente via jornais, televisão, revistas e teses defendidas nas universidades, sempre objetiva pintar, para Cuba, um cenário pouco pior do que o do inferno no imaginário medieval. Cada artigo que lemos pode ser tranqüilamente ilustrado com uma figura do Presidente cubano com rabo e chifres, empurrando para o fogo eterno os pobres pecadores desertados do Regime. Muito se fala sobre Cuba, muito se escreve sobre Cuba, muito se condena e se exalta Cuba, mas muito, muito poucos se dedicam a estudar a fundo a História de Cuba.&lt;br /&gt;Na contramão dessa tendência, A Revolução Cubana e a Questão Nacional (1868-1963), tese de Doutorado defendida no Departamento de História Econômica da USP e lançado em livro neste agosto de 2007, traz ao leitor um estudo profundo e apaixonado dos principais acontecimentos históricos que marcaram a Ilha por quase 100 anos anteriores à Revolução. Com riqueza de detalhes são narrados no livro fatos ignorados pelo grande público, tais como a Primeira e a Segunda Guerras de Independência, as constantes intervenções militares e políticas dos EUA, a contradição crescente entre a burguesia&lt;br /&gt;açucareira - tão subserviente ao capital estrangeiro - e os trabalhadores cubanos – tão ávidos por liberdade.&lt;br /&gt;Além da abundância de informação sobre a História da Ilha, algo difícil de se encontrar na bibliografia até hoje publicada no Brasil, outro elemento que torna o livro precioso para o leitor comum é a forma como o historiador relaciona os principais episódios históricos de Cuba com a trajetória de vários de seus heróis. Impossível não se emocionar com a tenacidade do poeta José Martí que, apesar do corpo franzino, fez questão de lutar no campo de batalha da Segunda Guerra de Independência; ou com a morte de Antonio Guiteras, assassinado após uma covarde delação; ou ainda com os sempre eloqüentes discursos de Fidel Castro e sua brava atuação frente ao grupo de guerrilheiros que até hoje encanta os jovens revolucionários de toda a América Latina.&lt;br /&gt;No livro, que pode ser comparado a um verdadeiro poema épico, o herói individualizado aos poucos cede lugar ao povo cubano que, em Playa Girón e nas Brigadas deAlfabetização se transforma, como um todo, no maior e mais honrado herói de sua pátria.&lt;br /&gt;Ao contrário de outras teses aprovadas pela academia, que tanto se orgulham de cultivar uma linguagem hermética, para não dizer pedante, o autor de A Revolução Cubana e a Questão Nacional (1868-1963) busca o entendimento do leitor e sai vitorioso de seu intento. Com exceção do primeiro capítulo, no qual é apresentado um panorama das diferentes posições sobre a questão nacional entre os marxistas, o restante do livro é de fácil leitura para o grande público, pois possui ritmo e fluência elogiáveis.&lt;br /&gt;Pela coragem de se colocar ao lado de Cuba - e não de Miami - neste momento crucial da História da Ilha, pela riqueza de detalhes, pela profundidade da pesquisa e pela linguagem elaborada, porém acessível, o livro A Revolução Cubana e a Questão Nacional (1868 1963), sem dúvida, é obra de leitura obrigatória para todos os que se interessem por aquela fascinante Ilha do Caribe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cibele Vieira Machado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais sobre o livro &lt;a href="http://www.livrocuba.mamadeiramolotov.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-2141634270476817859?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/2141634270476817859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=2141634270476817859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2141634270476817859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2141634270476817859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/11/o-livro-que-narra-quase-100-anos-da.html' title='O livro que narra quase 100 anos da História de Cuba'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0PdIxndEhI/AAAAAAAAASg/__g8_6VWiAo/s72-c/revolucao2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3587538788181715950</id><published>2007-11-20T11:31:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:35.150-04:00</updated><title type='text'>Di Cavalcanti</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0L-ahndEgI/AAAAAAAAASY/-_PQZjfyRs0/s1600-h/Di_Cavalcanti_repressao_ANL.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134946256809693698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0L-ahndEgI/AAAAAAAAASY/-_PQZjfyRs0/s400/Di_Cavalcanti_repressao_ANL.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Repressão - Charge&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0L-AxndEfI/AAAAAAAAASQ/vGoiqIdG6os/s1600-h/mulata_com_bouquet_e_vaso_de_flores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134945814428062194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0L-AxndEfI/AAAAAAAAASQ/vGoiqIdG6os/s400/mulata_com_bouquet_e_vaso_de_flores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Mulata com bouquet e vaso de flores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3587538788181715950?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3587538788181715950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3587538788181715950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3587538788181715950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3587538788181715950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/11/di-cavalcanti_20.html' title='Di Cavalcanti'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/R0L-ahndEgI/AAAAAAAAASY/-_PQZjfyRs0/s72-c/Di_Cavalcanti_repressao_ANL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-68563987717783720</id><published>2007-11-17T17:24:00.000-04:00</published><updated>2007-11-17T17:26:30.778-04:00</updated><title type='text'>"Aquela Canção" apresenta contos inspirados em canções brasileiras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Doze autores brasileiros voltam-se para doze canções como fonte de sugestão para elaborar seus contos (onze contos em prosa e um conto-poema) neste "Aquela Canção - 12 Contos para 12 Músicas", da Publifolha.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Doze canções da música popular brasileira, entre elas "Corcovado", de Antonio Carlos Jobim, servem de inspiração para doze escritores, que compõem suas narrativas em contraponto com a memória das letras e melodias. Miltom Hatoum, Beatriz Bracher, Moacyr Scliar, Marçal Aquino, José Eduardo Agualusa e Luis Fernando Verissimo são alguns dos autores.&lt;br /&gt;Acompanha o livro um CD da gravadora Biscoito Fino, com todas as doze canções, interpretadas por Milton Nascimento, Gilberto Gil, Miúcha, Zélia Duncan, Mônica Salmaso, Maria Bethânia e Paulinho da Viola e Marisa Monte, entre outros.&lt;br /&gt;Nas palavras de Arthur Nestrovski, articulista da Folha e editor da publicação, &lt;em&gt;"o acervo de letras da canção popular brasileira tem ligações características com a poesia e a prosa modernas; a literatura responde à música, incorporando o que pode, seja como assunto, seja como forma".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Confira as canções que inspiraram os contos e os intérpretes presentes no CD:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Anoiteceu" (Francis Hime/Vinicius de Moraes), com Milton Nascimento, inspirou "A Última Cartada", conto de Livia Garcia-Roza&lt;br /&gt;- "Carinhoso" (Pixinguinha/João de Barro), com Paulinho da Viola e Marisa Monte, inspirou "Vem", de Eucanaã Ferraz.&lt;br /&gt;- "Sussuarana" (Hekel Tavares/Luiz Peixoto), com Maria Bethânia e Nana Caymmi. Conto "Zezé Sussuarana", de Beatriz Bracher.&lt;br /&gt;- "Juazeiro" (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira), com Gilberto Gil, inspirou "Ciranda", de Paulo Rodrigues.&lt;br /&gt;- "No Rancho Fundo" (Ary Barroso/Lamartine Babo), com Elizeth Cardoso e Raphael Rabello, e o conto "Duas Canções", de Moacyr Scliar.&lt;br /&gt;- "Último Desejo" (Noel Rosa), interpretada por Olivia Byington, e o conto "A Exata Distância da Vulva ao Coração", de Marçal Aquino.&lt;br /&gt;- "É Doce Morrer no Mar" (Dorival Caymmi/Jorge Amado), com Olivia Hime, inspira o conto de mesmo nome, de José Eduardo Agualusa.&lt;br /&gt;- "Corcovado" (Antonio Carlos Jobim), com Luciana Souza, inspirou o conto "Entre Nós", de Rodrigo Lacerda.&lt;br /&gt;- "Pela Luz dos Olhos Teus" (Vinicius de Moraes), com Miúcha e Daniel Jobim, e o conto "A Menina dos Olhos", de Glauco Mattoso.&lt;br /&gt;- "Atrás da Porta" (Francis Hime/Chico Buarque), com Zélia Duncan, inspirou o conto "Bárbara no Inverno", de Milton Hatoum.&lt;br /&gt;- "Se Meu Mundo Cair" (Zé Miguel Wisnik), com Eveline Hecker, inspira o conto de mesmo nome, escrito por Luis Fernando Verissimo.&lt;br /&gt;- "Menina, Amanhã de Manhã (O Sonho Voltou)" (Tom Zé/Perna), com Mônica Salmaso, inspirou o conto "Circo Rubião", de Adriana Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-68563987717783720?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/68563987717783720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=68563987717783720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/68563987717783720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/68563987717783720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/11/aquela-cano-apresenta-contos-inspirados.html' title='&quot;Aquela Canção&quot; apresenta contos inspirados em canções brasileiras'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6386664231575156379</id><published>2007-11-06T23:28:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:35.574-04:00</updated><title type='text'>O Beijo e outras histórias, Tchekhov</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RzExyOcjBFI/AAAAAAAAASI/JbAvWQIW8PU/s1600-h/tchekhov_beijo.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129936189492757586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RzExyOcjBFI/AAAAAAAAASI/JbAvWQIW8PU/s320/tchekhov_beijo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O Beijo e outras histórias, Tchekhov&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Editora 34&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que chamar os trabalhos de Anton Tchekhov de miniaturas é de uma expressão particularmente feliz, embora meio óbvia. Ao invés dos enormes painéis e da arquitetura intrincada dos romances sócio-políticos-históricos de Tolstoi ou as ferventes aventuras psicológicas de Dostoievski, Tchekov se volta para o mínimo, para o detalhe, para o prosaico cotidiano, para o momento. Não á toa o gênero onde pôde se dedicar e aprofundar esta sua propensão foi o conto, os relatos breves, onde se consegue apreender todo o conteúdo de uma narrativa ou dos pensamentos ou do caráter dos personagens através de pouquíssimas páginas, sabemos aonde vai se conduzir suas vidas depois de terminada a palavra no final. São como flashes que captam o determinado momento permitindo-nos observar seu desenvolvimento por este átimo. Miniaturas, portanto.&lt;br /&gt;Sutis, sem enormes extravasamentos, os personagens e as histórias se realizando por descrições enviesadas. Em “O BEIJO”, o texto que abre este volume, por exemplo, ficamos sabendo desde o inicio que o jovem capitão Riabóvitch é tímido, fechado e, diferente dos seus colegas, nunca tivera um caso amoroso. No entanto, em uma festa por um acaso acaba recebendo um beijo de uma mulher desconhecida (ele entrara em um recinto escuro e ela pensou que fosse outra pessoa); logo que percebe o erro, ela corre. Agitado, volta ao salão e procura perceber que seria a tal dama. É aí que ficamos cientes de toda a sua plena solidão, de sua incapacidade de se socializar, de sua impenitente imaturidade.&lt;br /&gt;Como Schnaiderman observa, o mestre Tchekhov gostaria de sair de suas miniaturas e se aventurar por narrativas mais longas. Seu esforço era tremendo, sentia muito mais dificuldade, dizia-se ‘mimado’ por conta de sua experiência com os contos curtos. O que o levou a escrever novelas e alguns (poucos) romances pequenos. Os resultados foram tão preciosos como os demais, forjou obras-primas tanto quanto. Nesta seleção de Boris Schnaiderman nos encontramos com algumas das jóias mais raras da literatura russa e mundial.&lt;br /&gt;KASCHTANKA é uma deliciosa incursão pela vida e pelos ‘pensamentos’ e sentimentos de uma cadela que, ao se perder do seu dono, o bruto e ignorante marceneiro Luká Aleksândritch, é resgatada e passa um tempo por um tipo de amestrador de animais e lá conhece alguns ‘amigos’: um ganso cinzento, um gato e acaba até aprendendo alguns truques. Certamente, uma visão diferenciada da vida russa. Em “VIÉROTCHKA” e em “UMA CRISE” observamos de novo como ele consegue transpor a aparente simplicidade de seus temas e, a partir de um pequeno evento, revelar-nos uma imensidão psicológica que antes estaria escondida. Ao sair de uma aldeia onde vivera por alguns meses, um jovem recebe uma inesperada declaração de amor, o que o obriga a repensar sua vida até então e tomar decisões desagradáveis. No outro, um estudante ingênuo faz um périplo junto com seus colegas por entre alguns bordeis da cidade e as condições de vida e de tédio o chocam de tal maneira que acredita dever tomar alguma atitude (esta história, aliás, provocou algumas reações de escândalo na época pela sua descrição naturalista das prostitutas e do seu modo de vida, e até mesmo pela própria ousadia do tema). Da juventude para o extremo oposto, “UMA HISTÓRIA ENFADONHA” narra o cotidiano de um velho professor universitário ainda na ativa, mas que sente sua cada vez maior dificuldade de sobreviver aos dias cansativos, à falta de seus antigos amigos, da família que não o compreende, nem sentirá plenamente sua morte. Longas digressões tornam este o maior texto deste volume e, por mais que admire o trabalho tchekhoviano, devo admitir ser o que mais testa a paciência do leitor. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RzExk-cjBEI/AAAAAAAAASA/725dGyDb49I/s1600-h/tchekhov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129935961859490882" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RzExk-cjBEI/AAAAAAAAASA/725dGyDb49I/s320/tchekhov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“ENFERMARIA N° 06” é um dos seus textos mais famosos e o que mais chamou a atenção de sua obra, desde sua publicação. As digressões, as longas conversas entre ‘loucos’ e médico, neste caso funcionam com uma maravilhosa e autêntica perfeição. Entre o que é razão e des-razão ou simplesmente loucura e onde elas se localizam a ponto de levar o especialista a ‘virar de campo’, o que sobra é uma obra magnífica, de extrema simplicidade e efeito duradouro. Impossível para nós, brasileiros, não percebermos as absolutas semelhanças entre este e o nosso também famossíssimo “O ALIENISTA’, não só pelo tema, pela narrativa, e pelo final, mas inclusive pelas idéias. Dá para sentir a ‘voz’ de Machado, por exemplo: “Tendo examinado o hospital, Andrei Iefímich chegou à conclusão de que era uma instituição imoral e altamente nociva à saúde dos habitantes. A seu ver, o que havia de mais inteligente era soltar os doentes e fechar o hospital. Compreendeu, porem, que, para isso, não bastava a sua vontade e que seria inútil; expulsando-se a impureza física e moral de uma parte, ela passa a outra; era preciso esperar que se desfizesse por si. Ademais, se as pessoas fundaram um hospital e toleravam-no em seu meio, queria dizer que estes lhes era necessário; os preconceitos e todas essas ignomínias e baixezas do cotidiano são necessários, pois, com o passar do tempo, transformam-se em algo consistente, como o esterco em húmus”. De novo, apesar do eixo deste trecho e da própria novela ser o hospital em si, pode-se perceber o quanto apreendemos da cidade que o rodeia e dos seus problemas e vícios, em algumas rápidas pinceladas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira -&lt;a href="http://www.desconcertos.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt; Desconcertos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.desconcertos.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-6386664231575156379?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/6386664231575156379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=6386664231575156379' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6386664231575156379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6386664231575156379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/11/o-beijo-e-outras-histrias-tchekhov.html' title='O Beijo e outras histórias, Tchekhov'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RzExyOcjBFI/AAAAAAAAASI/JbAvWQIW8PU/s72-c/tchekhov_beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-1535225610646799950</id><published>2007-11-04T22:03:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:37.068-04:00</updated><title type='text'>Di Cavalcanti</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6jOOcjBDI/AAAAAAAAAR4/ie4rsrECZ28/s1600-h/Di%20Cavalcante(1).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129216490412901426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6jOOcjBDI/AAAAAAAAAR4/ie4rsrECZ28/s400/Di%2520Cavalcante(1).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Carnaval&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6jB-cjBCI/AAAAAAAAARw/QKoYsCYm91Y/s1600-h/1972bailepopular.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129216279959503906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6jB-cjBCI/AAAAAAAAARw/QKoYsCYm91Y/s400/1972bailepopular.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Baile popular&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6i2ecjBBI/AAAAAAAAARo/Q2IK4WcLkbQ/s1600-h/auto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129216082391008274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6i2ecjBBI/AAAAAAAAARo/Q2IK4WcLkbQ/s320/auto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Di Cavalcanti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro, RJ, 1897 - 1976&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Era uma profunda e doida vida de artista a minha vida naqueles anos que precederam a Revolução de 30. Vida de artista possuído de uma grande inquietação humana dos problemas sociais."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Di Cavalcanti, 1971&lt;br /&gt;Após ter permanecido por dois anos em Paris, onde entrou em contato com os principais vanguardistas europeus e com a efervescência política do momento, retornou ao Brasil em 1925, marcado definitivamente por uma temática voltada ao social.&lt;br /&gt;O ano de 1928 foi um marco; foi onde Di "oficializou" a tendência afetiva que o inclinava às questões sociais:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Abri o portão de uma velha casa de cômodos... Ali morava preto Salvador. Tinha ido à Rússia. Éramos umas quinze pessoas ouvindo: operários gráficos, carpinteiros, duas mulheres... E foi naquela noite que assinei meu nome no Partido Comunista".&lt;/em&gt; Di Cavalcanti.&lt;br /&gt;Durante a década de 30 a obra de Di, por um lado se dedica à denúncia do Brasil da corrupção e da desordem política, e por outro, ao cortejamento dos aspectos sociais do país. A primeira vertente está representada essencialmente em seus desenhos, e a segunda, em suas pinturas.&lt;br /&gt;Em 1931, participou do Salão Revolucionário da Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde foram expostas obras tanto de acadêmicos como modernos. Em 1932, ao lado de Flávio de Carvalho, Antônio Gomide e Carlos Prado fundou o Clube dos Artistas Modernos, associação positivamente comprometida com as questões tangente ao homem, à arte e à sociedade. Em 1933 participa da 2 ª Exposição de Arte Moderna da SPAM. Entre 1935 e 1940 morou na Europa com sua então companheira Noêmia Mourão. Apesar da ausência no país, seu trabalho figurou no 2 º (1938) e 3 º Salão de Maio (1939).&lt;br /&gt;Houve quem denunciasse o conteúdo social de suas pinturas como estático e a-político, o que de fato constitui uma grande injustiça, uma crítica que perpassa o viés anacrônico e não consegue reconhecer em Di, o que Mário Pedrosa muito bem identificou:&lt;em&gt; "Sendo o mais brasileiro dos artistas, foi o primeiro a sentir que entre o interior, a roça, o sertão e a avenida, o "centro civilizado" havia uma zona de mediação -o subúrbio. No subúrbio vive o verdadeiro autóctone da grande cidade. Já não é caipira mas ainda não é cosmopolita. O que já se passa é autêntico, de origem e de sensibilidade..."&lt;/em&gt; Além deste conteúdo pioneiro nas artes plásticas, ainda reside em Di o lirismo de representar as classes populares através de sua dignidade e beleza e não de sua miséria.&lt;br /&gt;Em 1951 participa como artista convidado da primeira Bienal de São Paulo. Participa de outras bienais, inclusive estrangeiras, ganhando medalha de ouro em 1960 na II Bienal Interamericana do México. Nesta década, Di se proclama um defensor fervoroso da figuração, tecendo críticas ferozes aos abstracionismos.&lt;br /&gt;Deixou um legado, que é lírico e crítico, nas técnicas distintas. Escrevera certa vez:&lt;em&gt; "Fui de esquerda, mas meu marxismo era mais um sentimento humano e emotivo do que partidário".&lt;/em&gt; Mas certo é que esse engajamento, ainda que no plano da idealidade, refletiu-se com riqueza no seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vanessa S. Machado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Imagem - Auto retrato - Di Cavalcanti&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-1535225610646799950?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/1535225610646799950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=1535225610646799950' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1535225610646799950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1535225610646799950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/11/di-cavalcanti.html' title='Di Cavalcanti'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ry6jOOcjBDI/AAAAAAAAAR4/ie4rsrECZ28/s72-c/Di%2520Cavalcante(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8991567818756522394</id><published>2007-10-31T12:19:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:37.262-04:00</updated><title type='text'>Literatura de memória</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RyiraWSnx3I/AAAAAAAAARg/kStzoKDRGBQ/s1600-h/miltonhatoummateria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127536644909942642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RyiraWSnx3I/AAAAAAAAARg/kStzoKDRGBQ/s400/miltonhatoummateria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;"Quando esgotar a fonte, paro de escrever."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Minha literatura é de memória. Quando esgotar a fonte, paro de escrever&lt;/em&gt;, afirma o escritor amazonense Milton Hatoum (57), que participa da 12ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo. Autor dos romances Relatos de um Certo Oriente, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, integrou o debate Arte, Moral e Erotismo, ao lado de Elisa Lucinda, Miroslaw Bujko e André de Leones.&lt;br /&gt;Arquiteto, formado pela Universidade de São Paulo (USP), e professor universitário aposentado, concedeu entrevista enquanto degustava um fumo de palha em uma fria tarde ensolarada no norte gaúcho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quantos anos escreveu seu primeiro livro e porque publicá-lo aos 37 anos?&lt;br /&gt;Hatoum —&lt;em&gt; Meu primeiro livro, poucos sabem, publiquei aos 25 anos. Não é um livro inesquecível. É um livro esquecido. Ainda bem. Trata-se de um livro de três fotógrafos que fotografaram na Amazônia. Escrevi alguns poemas e prosas. Era um livro artesanal. Na época, anos 70, foi um livro artesanal, feito na faculdade de arquitetura da USP. Eu queria ser poeta. Gosto de poesia. Meu primeiro romance, o Relatos de um Certo Oriente, foi inspirado pela poesia. Depois escrevi alguns contos, mas acho que não deu certo. Joguei tudo fora. Porém percebi que tinha matéria para escrever um romance. Levei anos, para fazê-lo. Eu tinha uma mania de ler muita coisa antes de começar a escrever. Não é bem assim. O primeiro livro você escreve com a experiência de leitura que se possui. Porém li Dostoievski, Tolstói, os russos. Li muita coisa por obrigação, que eu considerava uma chatice. Hoje, depois dos 50 anos, não me obrigo a mais nada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quantos anos você precisou entre a elaboração das primeiras escritas e a consolidação do primeiro livro?&lt;br /&gt;Hatoum — &lt;em&gt;Comecei a escrever Relatos quando morava em Paris. Depois continuei-o em Manaus, por quatro anos. Fui para a Espanha e voltei para Manaus, onde trabalhei como professor da universidade. Terminei o livro em 86. Ficou esquecido até um editor do Rio de Janeiro descobrir que eu tinha o manuscrito. Aí o editor saiu da editora e ao final o livro foi publicado somente em 1989. Nunca tive pressa em publicar.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começou a escrever o Relatos na França. A escrita como saudades de casa foi a origem do primeiro livro?&lt;br /&gt;Hatoum — &lt;em&gt;Tentei, muito, escrever um romance político, antes do Relatos. Não exatamente um romance político. Saí do Brasil, não exilado, mas por opção. Eu tinha experiência no movimento estudantil. Porém joguei o texto fora. O Relatos foi um mergulho na memória. Tinha muita coisa que meu avô contava. Havia as histórias narradas pelos mais velhos, o tema da relação da província com metrópole, Manaus com São Paulo e com a Europa, pois o livro é uma carta que o narrador escreve para o irmão, que mora em Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Então o distanciamento foi muito importante para escrever sobre Manaus?&lt;br /&gt;Hatoum — &lt;em&gt;Ter saído de Manaus foi muito importante, mas ao mesmo tempo um trauma, para mim. Saí de Manaus aos 15 anos. Peguei não um ônibus, mas um avião. Lá em cima, no avião, você sabe que tão cedo não irá voltar. Fiz uma viagem de idade. Hoje penso que foi uma loucura, isso que eu fiz. Trabalhei com esse trauma nos meus romances. Cinzas do Norte é essa angústia da separação, da permanência, da ruptura.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Como você trabalha seu texto? Você falou sobre sua formação como poeta. Roberto Bolaño, considerado novo paradigma da literatura latino-americana, foi primeiro poeta. E você, como trabalha sua linguagem, na narrativa?&lt;br /&gt;Hatoum — &lt;em&gt;Meu primeiro romance é o mais lírico dos três. Tem uma visão poética, ali. É o poeta frustrado. Depois comecei a depurar a linguagem. Foi uma espécie de amadurecimento. Vi que nos livros posteriores não havia espaço para trabalhar com a linguagem poética. No livro que estou terminando, agora, meu texto está mais depurado. Será um livro de cento e poucas páginas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Qual será o tema de seu próximo livro?&lt;br /&gt;Hatoum — &lt;em&gt;Chama-se Órfãos do Eldorado. É um mito da cidade encantada, amazônica. Pessoas acreditam nisso. É um mito universal de uma cidade ideal dentro de um rio onde as pessoas podem bem viver.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Será sua primeira incursão pela não-memória?&lt;br /&gt;Hatoum —&lt;em&gt; É a memória de meu avô. Ouvi essa história quando eu tinha doze ou treze anos de idade. Meu avô escutou essa história de outras pessoas. Depois fui atrás do narrador original. Encontrei-o, mas ele não contou mais essa história, pois já tinha mais de cem anos. Não sabia mais nem quando tinha nascido. Contou essa história ao meu avô em 1955. Meu avô me contou em 1965. Procurei o narrador original entre 74 e 75. Foi uma transmissão de vozes e memórias. Reinventei essa história a partir da narrativa contada pelo meu avô. &lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E como lidar com a espera de 32 anos entre o encontro com o narrador original e escrever o livro sobre o tema?&lt;br /&gt;Hatoum — &lt;em&gt;A literatura espera. A literatura também é a arte da espera, da paciência. Quando um editor escocês propôs esse livro ao meu editor, o Luis Schwartz, já tinha a história do mito pronta. Foi uma encomenda anunciada. Senão não teria escrito o livro.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Você precisa desse estimulo interno para escrever, pois muitos dizem que a arte existe quando tem origem interna e não com intenção de agradar.&lt;br /&gt;Hatoum —&lt;em&gt; Só consigo escrever assim. No dia em que a fonte secar, paro de escrever. Aí não fará mais sentido escrever sobre coisas que estão longe da minha vida, de minhas inquietações, da minha memória. Acho que seria muito forçado. Muitos conseguem escrever sobre temas que não vive. Eu não consigo. É uma limitação minha.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Leandro Dóro - &lt;a href="http://www.cronopios.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt; Cronopios&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cronopios.com.br/"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8991567818756522394?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8991567818756522394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8991567818756522394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8991567818756522394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8991567818756522394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/10/literatura-de-memria.html' title='Literatura de memória'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RyiraWSnx3I/AAAAAAAAARg/kStzoKDRGBQ/s72-c/miltonhatoummateria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8213743004077228172</id><published>2007-10-24T19:02:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:37.506-04:00</updated><title type='text'>Benedito Calixto - Paisagens</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_QH2Snx2I/AAAAAAAAARY/ffrMsenbf80/s1600-h/Panorama.porto.santos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125043734222194530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_QH2Snx2I/AAAAAAAAARY/ffrMsenbf80/s400/Panorama.porto.santos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;strong&gt;Panorama do porto de Santos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_P3WSnx1I/AAAAAAAAARQ/XsBCc87BvpM/s1600-h/vale.de.Atibaia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125043450754352978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_P3WSnx1I/AAAAAAAAARQ/XsBCc87BvpM/s400/vale.de.Atibaia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Vale de Atibaia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_PpGSnx0I/AAAAAAAAARI/jk8sFcxsHsA/s1600-h/santos.antiga.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125043205941217090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_PpGSnx0I/AAAAAAAAARI/jk8sFcxsHsA/s400/santos.antiga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Santos antiga&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8213743004077228172?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8213743004077228172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8213743004077228172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8213743004077228172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8213743004077228172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/10/benedito-calixto-paisagens.html' title='Benedito Calixto - Paisagens'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rx_QH2Snx2I/AAAAAAAAARY/ffrMsenbf80/s72-c/Panorama.porto.santos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-353792409968399868</id><published>2007-10-21T20:46:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:37.693-04:00</updated><title type='text'>Jacques Le Goff analisa história de São Francisco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RxvzS3VVxgI/AAAAAAAAARA/FwZWyUsqL_k/s1600-h/legoff.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123956506480723458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RxvzS3VVxgI/AAAAAAAAARA/FwZWyUsqL_k/s320/legoff.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;São Francisco de Assis.&lt;br /&gt;Jacques Le Goff.&lt;br /&gt;Editora Record.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A mensagem de São Francisco de Assis continua atual. Segundo o historiador Jacques Le Goff, os valores os quais o santo disseminou — amor à natureza, liberdade de espírito, anti-consumismo e vida comunitária — representam hoje uma busca existencial da atual sociedade. O livro "São Francisco de Assis" (ed. Record, 252 pgs.)não é, no entanto, uma obra de análise sociológica. É uma biografia de caráter histórico que abrange a vida de Francisco e o contexto político e econômico da Europa durante os séculos 12 e 13.&lt;br /&gt;Quatro ensaios integram o trabalho. O primeiro se refere a figura de Francisco diante da renovação social que ocorreu na Europa feudal. O segundo ensaio, o mais importante, é uma apresentação geral, cronológica e biográfica da vida do santo católico, enfatizando aspectos geográficos, sociais, culturais e históricos.&lt;br /&gt;Segundo Le Goff, Francisco difundiu um apostolado voltado à nova sociedade cristã e enriqueceu a espiritualidade com a dimensão ecológica, colocando-o assim como o criador de um sentimento medieval da natureza expresso na religião, na literatura e na arte.&lt;br /&gt;A terceira parte do livro examina a influência do meio franciscano no século XIII e a sua Ordem, expondo dessa maneira, lutas e valores da Idade Média Central. Nesta parte do livro é desenvolvido um "vocabulário das categorias sociais em São Francisco de Assis e os seus biógrafos da época". Nesta parte, o historiador deseja valorizar as palavras e as idéias do santo católico.&lt;br /&gt;O último ensaio do volume examina o franciscanismo primitivo diante dos modelos culturais medievais. Este capítulo é um estudo da cultura medieval e seus valores.&lt;br /&gt;Para Le Goff, as maiores dificuldades de realização da pesquisa foram as fontes de consulta. As biografias do período não são dignas de total confiança por causa do clima de dissensão entre as ordens religiosas. Por outro lado, o santo, em sua humildade, não trata de si próprio nos escritos que deixou.&lt;br /&gt;Em Testamento, considerado como o mais autobiográfico dos seus escritos, ele lembra aos seus irmãos que sempre trabalhou com as mãos e pede que os seguidores façam o mesmo: "Eu trabalhava com as mãos, como quero trabalhar; e quero que trabalhem todos os outros irmãos: com trabalho honesto", afirma a passagem de Testamento.&lt;br /&gt;O leitor deve ter em vista, no entanto, que a obra não é uma simples biografia. É quase um tratado histórico, com citações, referências acadêmicas, apêndices e anexos que postulam ser provas das assertivas de Jacques Le Goff, historiador medievalista, discípulo de Fernand Braudel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Soares Jr. – Tribuna do Norte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obs do blog: Vale a pena ler "São Luís" , do mesmo autor.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-353792409968399868?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/353792409968399868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=353792409968399868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/353792409968399868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/353792409968399868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/10/jacques-le-goff-analisa-histria-de-so.html' title='Jacques Le Goff analisa história de São Francisco'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RxvzS3VVxgI/AAAAAAAAARA/FwZWyUsqL_k/s72-c/legoff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3387150986607468687</id><published>2007-10-15T08:15:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:38.049-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tanizaki'/><title type='text'>A Chave</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RxN2W6fM5WI/AAAAAAAAAdU/BOrdV890dRo/s1600-h/la_confession_impudique.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RxN2W6fM5WI/AAAAAAAAAdU/BOrdV890dRo/s320/la_confession_impudique.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121567337279710562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=""&gt;A Chave &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Junichiro Tanizaki&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Cia das Letras-2000&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;A Chave&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(1) trata da história de um professor universitário que não consegue mais satisfazer sexualmente Ikuko, sua esposa voraz. Voraz e pudica ao mesmo tempo, ela não cansa de repetir uma ladainha sobre sua ‘educação tradicional’ que não a permite ultrapassar certos limites. Mas o pobre homem tenta, com muito empenho, encontrar uma solução para a sua fraqueza. Vai à procura de opinião profissional, opinião não profissional, massagens, remédios diversos ao ponto de comprometer sua saúde. Um dia, observando Kimura,um jovem estudante que freqüenta sua casa, e que seria, em princípio, um partido para sua filha, o professor des&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;cobre que o ciúme é um excelente estimulante. Assim começa um jogo perigoso. O mais interessante é que a história é contada através do diário do professor e da sua esposa. Cada um mantém um diário e desconfia que o outro o lê às escondidas. Ou quer que o outro leia? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eis um trecho do diário de Ikuko:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Meu marido escrevera que "se tivesse em seu lugar e tivesse de dizer qual das duas mais me atrai, diria certamente que a mãe, apesar de sua idade." Mas ao mesmo tempo "No entanto Kimura não parece se definir". E ainda "Não estaria ele tentando comprar a confiança da mãe para através dela procurar chegar a Toshiko?" Eram as dúvidas que meu marido por &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RxN3lafM5YI/AAAAAAAAAdk/CeoKbc42Cf4/s1600-h/a+chave.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RxN3lafM5YI/AAAAAAAAAdk/CeoKbc42Cf4/s320/a+chave.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121568685899441538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;vezes se colocava. Eu odiava que ele as tivesse. Queria que acreditasse que Kimura só amava a mim e que não hesitaria em fazer sacrifício algum por mim. Se assim não o fizesse, não aumentaria nele o violento ciúme que sentia de Kimura."&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Toshiko é a filha do casal, ela também acaba participando deste jogo erótico, ajudando, por exemplo, a mãe a se encontrar às escondidas com Kimura, às vezes, emprestando o próprio quarto que alugara por não suportar mais, segundo ela, a vida desregrada que o pai e a mãe levavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="line-height: 150%; text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É difícil escolher ‘um’ dos livros de Tanizaki, mas este está entre os meus preferidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(1) Li a versão francesa, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;" &gt;La confession Impudique (1956), por isso não sei julgar esta versão da Cia das Letras. Muitos dos livros de Tanizaki são traduzidos por Leiko Gotoda que é sobrinha de Tanizaki. Este, A Chave, é traduzido por&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 0);font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Jefferson José Teixeira&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Leila S. Terlinchamp - &lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3387150986607468687?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3387150986607468687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3387150986607468687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3387150986607468687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3387150986607468687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/10/chave.html' title='A Chave'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RxN2W6fM5WI/AAAAAAAAAdU/BOrdV890dRo/s72-c/la_confession_impudique.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4534026488729736830</id><published>2007-10-11T18:59:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:38.101-04:00</updated><title type='text'>Doris Lessing, Nobel de Literatura 2007</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rw6r1KfNihI/AAAAAAAAAQ4/m98sfs1ocNA/s1600-h/doris_andreu_dalmau_afp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120218756203514386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rw6r1KfNihI/AAAAAAAAAQ4/m98sfs1ocNA/s400/doris_andreu_dalmau_afp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Academia Sueca concedeu na quinta-feira o Prêmio Nobel de Literatura à romancista britânica Doris Lessing. A seguir, veja alguns fatos sobre a escritora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiros anos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lessing (batizada como Doris May Tayler) nasceu na Pérsia (atual Irã) em 22 de outubro de 1919, mas foi criada na Rodésia do Sul (atual Zimbábue). Aos sete anos, foi mandada para um colégio interno, mas mais tarde foi transferida para uma escola para meninas de Salisbury (hoje Harare, capital do Zimbábue).&lt;br /&gt;Aos 30 anos, mudou-se para a Grã-Bretanha, levando consigo o manuscrito de seu&lt;img alt="Adicionar imagem" src="http://www.blogger.com/img/gl.photo.gif" border="0" /&gt; primeiro romance, "The Grass is Singing", sobre o relacionamento da mulher de um fazendeiro branco com sua criada negra, que se tornou sucesso imediato na Europa e nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;Seus contos e histórias ambientados na África, publicados durante a década de 1950 e começo da de 60, denunciam a miséria imposta aos negros pelo colonialismo e expõem a esterilidade da cultura branca no sul da África.&lt;br /&gt;Em 1956, em resposta às manifestações de Lessing, a Rodésia do Sul e a África do Sul declararam-na persona non grata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coragem política&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Lessing é considerada uma das principais escritoras do inglês no pós-guerra. Seus romances, contos e ensaios abordam várias questões do século 20, como raça, gênero (o que a fez ser "adotada" pelo movimento feminista) e o papel da família e do indivíduo na sociedade, tratado nas suas obras de ficção espacial do final da década de 1970 e começo da de 80.&lt;br /&gt;Em "The Wind Blows Away Our Words" (1987), Lessing ataca o que julgava ser a indiferença do Ocidente em relação à guerra no Afeganistão, então sob ocupação soviética. Na obra, ela descreve uma viagem que fizera em 1986 a campos de refugiados afegãos no Paquistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Romances Recentes&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em "A Terrorista", de 1985, ela volta à arena política com a história de um grupo de ativistas políticos que ocupa um imóvel em Londres. O livro lhe valeu o prêmio literário WH Smith.&lt;br /&gt;"O Quinto Filho" (1988) também trata da alienação e dos perigos inerentes a um grupo social fechado.&lt;br /&gt;Mais recentemente, Lessing escreveu "The Grandmothers" (2003), que reúne quatro histórias sobre uma família pouco convencional, e "Time Bites" (2004), seleção de ensaios baseados em suas experiências pessoais. Seu último romance é "The Cleft" (2007).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, recebeu da rainha Elizabeth 2a o título de "Companion of Honour" (companheira de honra).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/www.contemporarywriters.com"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Reuters&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4534026488729736830?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4534026488729736830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4534026488729736830' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4534026488729736830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4534026488729736830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/10/doris-lessing-nobel-de-literatura-2007.html' title='Doris Lessing, Nobel de Literatura 2007'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rw6r1KfNihI/AAAAAAAAAQ4/m98sfs1ocNA/s72-c/doris_andreu_dalmau_afp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6052198894145395161</id><published>2007-10-07T22:10:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:38.446-04:00</updated><title type='text'>Benedito Calixto</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RwmS6qfNigI/AAAAAAAAAQw/SuBvc1g4MRg/s1600-h/Matriz.santos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118783988018547202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RwmS6qfNigI/AAAAAAAAAQw/SuBvc1g4MRg/s400/Matriz.santos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Igreja Matriz - Santos - SP&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RwmSn6fNifI/AAAAAAAAAQo/Jw5kCprHUm8/s1600-h/fortaleza.da.barra.gde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5118783665895999986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RwmSn6fNifI/AAAAAAAAAQo/Jw5kCprHUm8/s400/fortaleza.da.barra.gde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Fortaleza da Barra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Benedicto Calixto de Jesus nasceu em Conceição de Itanhaém, São Paulo, em 1853. Inicia a carreira artística em Brotas, interior do estado, como autodidata. Realiza a primeira individual em 1881, na sede do Correio Paulistano, sem muita repercussão. Muda-se para Santos e faz a decoração do teto do Teatro Guarani. Com bolsa do governo estadual, segue para Paris em janeiro de 1883, a fim de estudar desenho e pintura. Freqüenta a Académie Julien, estudando com Gustave Bonlanger, Robert Fleury e Jules Lefebvre e Bouguereau.&lt;br /&gt;Voltou ao Brasil em 1885, fixando-se em Santos e depois em São Vicente. Paisagista, dedicou-se também ao magistério e publicou uma série de livros relacionados à história do litoral paulista. A partir de 1909 realiza decorações e murais para igrejas e conventos do interior paulista. Participa da 1ª Exposição de Arte Brasileira, promovida pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, em 1911.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Benedicto Calixto foi um artista apaixonado pelas paisagens, assim como por temas históricos e religiosos, características que nortearam toda a temática da sua obra, que tem um valor até mesmo iconográfico, retratando paisagens com precisão. Também compôs obras de temas relacionados à história do estado de São Paulo, buscando a reconstituição mais fiel da cena histórica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-6052198894145395161?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/6052198894145395161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=6052198894145395161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6052198894145395161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6052198894145395161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/10/benedito-calixto.html' title='Benedito Calixto'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RwmS6qfNigI/AAAAAAAAAQw/SuBvc1g4MRg/s72-c/Matriz.santos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3005973164217234673</id><published>2007-09-30T14:15:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:38.556-04:00</updated><title type='text'>Pastoral americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rv_oV6fNieI/AAAAAAAAAQg/nlbG2OQ6yzQ/s1600-h/pastoral.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116063164891236834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rv_oV6fNieI/AAAAAAAAAQg/nlbG2OQ6yzQ/s320/pastoral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pastoral americana&lt;br /&gt;Philip Roth&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nunca um livro foi tão atual. A leitura de “Pastoral americana*”, de Philip Roth, é fundamental nos dias que correm, quando a classe média americana começa a despertar do idílio consigo mesma e, perplexa, percebe que sua pastoral inocente e feliz pode ser bruscamente interrompida por tiros dados por seus próprios filhos dentro das escolas e universidades, tiros à esmo, lanchonetes lambuzadas de sangue e crianças louras abatidas como pássaros em vôo. Quando a sua juventude vai para o Iraque e tortura impunemente, quando essa mesma sociedade percebe, com a explosão do 11 de setembro, que o horror também pode chegar até seu continente até agora inalcançável e limpo; ela descobre que há algo de podre no reino da Dinamarca. E fica perplexa..&lt;br /&gt;Philip Roth, de uma felicidade rara nesse título pesado de ironia,  faz neste livro uma análise do “ideal americano”. Começa por construir um herói cheio de glamour, bom filho, bom atleta, bom estudante, bom amigo, posteriormente pai e marido exemplar. O honesto Seymour Levov é um homem modelar. Correto, liberal, bom e justo. À moda do “ideal americano”. E dentro desta inocência toda está a bomba relógio tiquetaqueando, pronta a irromper pelos ares e destruir a ilusão de “bom mocismo” americana.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“.... ele aprendeu a maior lição que a vida pode ensinar – que ela não faz sentido. E quando isso acontece a felicidade nunca mais é espontânea. É artificial e, mesmo então, obtida ao preço de um tenaz alheamento de si mesmo e da própria história. O homem bom e gentil, com seu jeito brando de lidar com o conflito e a contradição....... se defronta com um adversário que nada tem de correto – o mal inextirpável das relações humanas."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O livro , que se divide em três partes - “Paraíso relembrado”,” A queda” e “Paraíso perdido” – foi editado em 1998 pela Companhia das Letras.&lt;br /&gt;É imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;*Pastoral: poema que narra a vida idílica no campo, os amores suaves dos pastores e camponesas em uma atmosfera de inocência e felicidade.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vera do Val&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3005973164217234673?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3005973164217234673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3005973164217234673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3005973164217234673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3005973164217234673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/pastoral-americana.html' title='Pastoral americana'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rv_oV6fNieI/AAAAAAAAAQg/nlbG2OQ6yzQ/s72-c/pastoral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-433418070447115532</id><published>2007-09-28T14:18:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:38.764-04:00</updated><title type='text'>Francisco Rebolo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rv1GA6fNidI/AAAAAAAAAQY/ncsL37NTYPs/s1600-h/PalhoÃ§a+com+meninas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115321733276862930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rv1GA6fNidI/AAAAAAAAAQY/ncsL37NTYPs/s400/Palho%C3%A7a+com+meninas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Palhoça com meninas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-433418070447115532?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/433418070447115532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=433418070447115532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/433418070447115532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/433418070447115532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/francisco-rebolo_28.html' title='Francisco Rebolo'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rv1GA6fNidI/AAAAAAAAAQY/ncsL37NTYPs/s72-c/Palho%C3%A7a+com+meninas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4083929783101312182</id><published>2007-09-23T17:44:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:39.268-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><title type='text'>Dur, Dur</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RvbfyqfM5II/AAAAAAAAAbg/rJGwNkPqSL8/s1600-h/banana+escritora.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RvbfyqfM5II/AAAAAAAAAbg/rJGwNkPqSL8/s320/banana+escritora.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113520488417387650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Banana Yoshimoto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Banana Yoshimoto&lt;/span&gt; nasceu em Tokyo no dia 24 de julho de 1964. Seu nome verdadeiro é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yoshimoto Maiko&lt;/span&gt; e escolheu este pseudônimo porque gostou da sonoridade. Seu pai, Yoshimoto Takaaki, é crítico literário, logo, Banana esteve, desde muito cedo, ligada ao mundo da literatura. Ela estudou artes e literatura na universida Nihon e ganhou seu primeiro prêmio literário em 1986 com sua novela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Moonlight&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Shadow"&lt;/span&gt;. Em 1987, Banana escreveu a novela que a tornou mundialmente famosa, "Kitchen" que foi ganhadora do Kaien Magazine New Writer, um prêmio concedido a novos escritores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 51, 51); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; color: rgb(51, 51, 51); text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Comprei e li ainda em Bruxelas, em maio, este livro, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dur, Dur&lt;/span&gt; q&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RvbgkKfM5KI/AAAAAAAAAbw/RBhuMJ4XB-g/s1600-h/dur_dur.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RvbgkKfM5KI/AAAAAAAAAbw/RBhuMJ4XB-g/s200/dur_dur.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113521338820912290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;reúne duas pequenas novelas que tratam da morte, da memória, das relações familiares e outras.&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="color: rgb(51, 51, 51); text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;A primeira&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt; conta a história de uma mulher que está ‘rememorando’ sua relação com outra mulher q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;ue &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;morreu, logo depois do rompimento das duas, em um incêndio em seu apartamento. A segunda história é s&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;obre a morte da irmã da narradora, ela conta a dor, a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt; sua e a da família ao se depararem, do dia para a noite, com a inevitável morte de uma pessoa tão jovem e querida. O tema em si não é tão orginal, mas é narrado com muita sensibilidade. Eu gostei muito, principalmente desta segunda novela.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4083929783101312182?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4083929783101312182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4083929783101312182' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4083929783101312182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4083929783101312182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/dur-dur.html' title='Dur, Dur'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RvbfyqfM5II/AAAAAAAAAbg/rJGwNkPqSL8/s72-c/banana+escritora.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-5473964127014647814</id><published>2007-09-20T19:31:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:39.416-04:00</updated><title type='text'>Nobel  2006 - Pamuk destrincha a arte de escrever</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RvMEN6fNicI/AAAAAAAAAQQ/GxMoiJr2W7w/s1600-h/pamuk0508.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5112434639080622530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RvMEN6fNicI/AAAAAAAAAQQ/GxMoiJr2W7w/s400/pamuk0508.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O escritor turco explica diante da Academia Sueca as dificuldades e a grandeza da literatura&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A descrição às vezes dramática do trajeto da criação literária, num ambiente e num tempo em que a arte de escrever e a cultura em geral não eram estimadas nem estimuladas, concentrou o discurso pronunciado pelo prêmio Nobel de literatura Orhan Pamuk (nascido em Istambul em 1952) na Academia Sueca. Trata-se de uma tradição que se repete todo ano com expectativa renovada, porque cada escritor traz consigo uma experiência intransferível.&lt;br /&gt;Orhan Pamuk diz que escrever é uma tarefa que exige doses de paciência e de esperança&lt;br /&gt;"A mala do meu pai" foi o título que o escritor turco deu a sua dissertação, uma mala com seus textos que o pai lhe entregou dois anos antes de morrer - há quatro -, como quem deixa algo sem maior importância, e que acompanhou de palavras ditas como que de passagem: &lt;em&gt;"Você verá se alguma coisa que está aí serve para algo. Talvez você possa fazer uma seleção e publicar".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;O pai havia sido um homem culto, inclinado a viver bem com seus amigos, com os quais compartilhava pontos de vista sobre quase todas as coisas, o que lhe permitia escapar de controvérsias. Em busca de seu bem-estar pessoal, havia sacrificado sua relação com a família, a qual abandonava por longos períodos para viajar a Paris - entre outros lugares -, onde adquiria livros, assistia a espetáculos, encontrava-se com pessoas interessantes. Não era só a fuga do mundo familiar, mas de um ambiente, o de Istambul, que significava isolamento. Fruto dessas viagens, segundo comprovou seu filho mais tarde, era o conteúdo dessa mala de couro preto, com um perfume peculiar que evocava os tempos de sua infância e juventude, e que o confrontava com a relação com seu pai, uma longa relação de atração e rejeição.&lt;br /&gt;Pamuk lembrou então a grande biblioteca de seu pai, sua vocação inicial para se transformar em poeta, suas traduções de Valéry para o idioma turco, em um país pobre onde a profissão de literato não justificava o esforço que esse caminho exigia. Foi isso, a dureza do ofício, o que acabou por dissuadi-lo de perseverar em sua vocação e o fez optar pelos negócios, seguindo uma tradição herdada do pai.&lt;br /&gt;Os temores de abrir a mala eram diferentes. Podia acontecer que o conteúdo não fosse de seu agrado, mas também podia ser que ele descobrisse que seu pai havia sido um bom escritor. Se isso ocorresse, Pamuk se encontraria diante de uma faceta do pai que não conhecia e que lhe causava certa inquietação.&lt;br /&gt;A partir dessas anedotas, Pamuk descreveu o processo de criação literária.&lt;em&gt; "Depois de muitos anos de trabalho, creio que ser escritor significa descobrir a pessoa secreta que abrigamos e o mundo interno que torna possível essa pessoa." "A literatura não evoca em mim inicialmente nem romance nem poesia", afirmou Pamuk, "mas uma pessoa que na solidão de seu quarto empreende a tarefa de reconstruir seu mundo interior com palavras, e que pretende torná-lo visível para os outros."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E comparou essa tarefa à de um pedreiro que, tijolo a tijolo, pedra sobre pedra, constrói uma ponte ou uma cúpula. Uma tarefa que exige enorme dose de paciência e também de esperança. Algo que representa muito bem, segundo o escritor, uma expressão popular turca: "cavar um poço com uma agulha".&lt;br /&gt;E que de alguma maneira resgata em seu romance, "Meu Nome É Vermelho", com a descrição dos pintores persas de miniaturas. Para poder descrever a própria vida, assim como a de outros, e sentir a força da criação, o escritor deve pacientemente dedicar todos os seus esforços a essa tarefa. A literatura se transforma então, segundo Pamuk, em um conjunto das coisas mais valiosas criadas pelo homem para compreender a si mesmo.&lt;br /&gt;O escritor que inicia essa viagem compreende, com o passar dos anos, que escrever é a arte de apresentar sua história como se fora a dos outros, e a destes como se fora a sua. Essa vinculação da literatura com os melhores valores da humanidade indica que a queima de livros e o desprezo aos escritores são presságios de tempos obscuros e irracionais.&lt;br /&gt;Aos 23 anos, Pamuk decidiu dedicar sua vida à criação literária. Não foi estranha a essa escolha a complexa relação com seu pai, que, ao contrário da mãe, o incentivou a ser fiel a sua vocação. Talvez para ver realizada no filho a aventura que ele não se animou a empreender. Depois que o escritor lhe mostrou o manuscrito de seu primeiro romance, porque confiava em seu julgamento, mas ao mesmo tempo o temia, disse-lhe, depois de abraçá-lo, que um dia receberia o Prêmio Nobel. Não porque acreditasse nisso, contou Pamuk, mas falou como um pai turco diz a seu filho, para lhe dar confiança, que um dia vai receber o título de paxá. &lt;em&gt;"Gostaria que meu pai estivesse hoje entre nós"&lt;/em&gt;, finalizou o escritor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Moreno - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.elpais.com/"&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;strong&gt;El País&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5473964127014647814?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5473964127014647814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5473964127014647814' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5473964127014647814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5473964127014647814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/nobel-2006-pamuk-destrincha-arte-de.html' title='Nobel  2006 - Pamuk destrincha a arte de escrever'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RvMEN6fNicI/AAAAAAAAAQQ/GxMoiJr2W7w/s72-c/pamuk0508.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3352247784083607770</id><published>2007-09-17T14:41:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:39.815-04:00</updated><title type='text'>Francisco Rebolo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ru7MP_qG3PI/AAAAAAAAAQI/ffIdulMKLaE/s1600-h/Paisagem+com+casas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111247202270239986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ru7MP_qG3PI/AAAAAAAAAQI/ffIdulMKLaE/s400/Paisagem+com+casas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Paisagem com casas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ru7LxvqG3OI/AAAAAAAAAQA/oLAYgd4SGAA/s1600-h/Lagoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111246682579197154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ru7LxvqG3OI/AAAAAAAAAQA/oLAYgd4SGAA/s400/Lagoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Lagoa &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3352247784083607770?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3352247784083607770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3352247784083607770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3352247784083607770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3352247784083607770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/francisco-rebolo.html' title='Francisco Rebolo'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Ru7MP_qG3PI/AAAAAAAAAQI/ffIdulMKLaE/s72-c/Paisagem+com+casas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3623426802027458710</id><published>2007-09-11T14:22:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:40.155-04:00</updated><title type='text'>Nestor de Holanda - Como seria o Brasil socialista</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rubd6Cg9BJI/AAAAAAAAAP4/hc9LN-2iNNE/s1600-h/contracapaMestor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109014816475645074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rubd6Cg9BJI/AAAAAAAAAP4/hc9LN-2iNNE/s400/contracapaMestor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RubdvCg9BII/AAAAAAAAAPw/zxSs4Tzj3oo/s1600-h/capaNestor.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109014627497084034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RubdvCg9BII/AAAAAAAAAPw/zxSs4Tzj3oo/s320/capaNestor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nestor de Holanda&lt;br /&gt;Como seria o Brasil socialista&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Cadernos do Povo Brasileiro n. 8&lt;br /&gt;Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Editora Civilização Brasileira, 1963.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente meus olhos bateram em um livro de pequeno tamanho que estava adormecido na estante de um sebo ladeado por confetes, serpentinas, guerras, quixotes e punhado de outros. Como tamanho não é documento, tomei aquela raridade entre as mãos; abri-a e no mesmo instante voei no tempo, de volta ao passado. Capinha de papelão, bem simples, mas ainda conservada. Lombada durinha, esticada de ponta a ponta, orgulhosa, mas com desgastes e amarelados feito pelas décadas.&lt;br /&gt;O livrinho, formato 17X14, tem por título “Como seria o Brasil socialista” e beira a centena de páginas. Número 8 da série “Cadernos do Povo Brasileiro”, da Editora Civilização Brasileira. O ano de publicação é 1963 e seu autor Nestor de Holanda. Passei no caixa, troquei algumas palavras com ele e com alguns fregueses da livraria que falavam a respeito da corrupção que grassa no país. Havia um senhor alto e gordo, muito avermelhado, meio sufocado em um terno que, dedo indicador em riste apontando para o teto, brandia por justiça, pela apuração de responsabilidades e por punições severas para as “ratazanas do tesouro” – como dizia. “Desta vez, nada de pizza! Nada de pizza” , vociferava, com cara de quem devoraria sozinho uma calabresa, das grandes, e umas duas ou três portuguesas, das pequenas.&lt;br /&gt;Deixei uns trocados no caixa e, segurando a relíquia, sai com passadas firmes. Nem esperei chegar em casa, vim lendo no metrô. Livrinho pequeno, dava jeito. Comecei a ler em pé, agarrado no balaústre. Pura sorte que logo na primeira parada um casal saltou. Fui rápido e conseguir me aboletar numa das vagas que foram abertas antes que outros competidores o fizessem.&lt;br /&gt;Que livrinho delicioso! Nestor de Holanda Cavalcante Neto nasceu em 1921, em Vitória de Santo Antão (Pernambuco) e faleceu no Rio de Janeiro em 1970. Descendia do farmacêutico Nestor de Holanda Cavalcanti Filho e da médica Maria de Lourdes Galharda. de Holanda Cavalcanti. Sua vocação para as letras e para o jornalismo manifestou-se quando era bem jovem, tendo trabalhado em órgão da imprensa e lançado “Fontes Luminosas”, o seu primeiro livro, quando tinha 17 anos e residia em Recife. Em 1941 botou o pé na estrada e veio atrás de luz, do brilho e do espetáculo, migrando para cidade grande, para o Rio de Janeiro, então capital da República.&lt;br /&gt;Chegou! Viu e venceu! Sentou praça e ganhou as divisas de Sargento. Mergulhou na boêmia e nas letras após dar baixa do Exército, com o fim da 2ª. Grande Guerra (1939 – 1945). Trabalhou em monte de jornais e revistas, entre os quais: A Noite, o Diário Carioca, a Última Hora e a Manchete. Neles, fez de tudo: foi foca, colunista e diretor. Escreveu para o teatro-rebolado, para o rádio e para a TV. Na música fez parceria com pesos pesados como Ari Barroso e Haroldo Barbosa.&lt;br /&gt;Era um tempo de ouro. A imprensa não estava dominada por discursos monocórdios e de uma nota só como agora. A polêmica comia a solto. Desnecessário alinhar nomes de colunistas das diferentes áreas, tantos eram os bambambans. Portador de um estilo irônico, solto e combativo, o pernambucano de Vitória de Santo Antão, soube abrir caminho no meio daquela plêiade de astros. Retrata isso a quantidade de seus livros que estiveram entre os mais polêmicos e vendidos. Entre outros: Telhado de Vidro, A Ignorância ao Alcance de Todos, Diálogo Brasil Rússia e O Mundo Vermelho. Os dois últimos, produto de reportagens jornalísticas que fez na extinta União Soviética. E não dá para deixar de mencionar Memórias do Café Nice – um clássico sobre a boemia carioca.&lt;br /&gt;O metrô estancou num relance. Caminhei um pouco e abri a porta de casa, disse um “oi” . Não olhei o noticiário e não quis saber se contas haviam sido pagas, nem se novas haviam chegado. Só sosseguei quando saboreei as últimas linhas daquele livro de Holanda. Onde passa boi passa boiada. Holanda imagina como seriam as empresas, os trabalhadores, os poderes, a sociedade, a religião, a educação, o comércio, a indústria e a agricultura em um hipotético Brasil socialista Abril de 1964 jogou aquilo tudo no chão, sonhos e utopias..&lt;br /&gt;Assisti um jornal televisivo por volta da meia-noite. Houve o maior bang-bang a pouca distância de onde moro. E não é que o meu time perdeu outra vez? Puxa vida! Pelo andar da carruagem nosso técnico já era. Já vai tarde. Oxalá que desta vez dê com os burros n’água. Chega de derrota. Mas em compensação, a bolsa de valores de Tóquio teve uma ampla recuperação e tornou a subir. Gracias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aluízio Alves Filho –&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.achegas.net/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt; Revista Achegas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3623426802027458710?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3623426802027458710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3623426802027458710' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3623426802027458710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3623426802027458710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/nestor-de-holanda-como-seria-o-brasil.html' title='Nestor de Holanda - Como seria o Brasil socialista'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rubd6Cg9BJI/AAAAAAAAAP4/hc9LN-2iNNE/s72-c/contracapaMestor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-297730941008468191</id><published>2007-09-09T21:15:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:40.569-04:00</updated><title type='text'>Francisco Rebolo - Um pintor Corinthiano</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RuSbuCg9BHI/AAAAAAAAAPo/aL4NDwmxV-E/s1600-h/Paisagem+com+cavalos+1977.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108379092596360306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RuSbuCg9BHI/AAAAAAAAAPo/aL4NDwmxV-E/s400/Paisagem+com+cavalos+1977.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Paisagem com cavalos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RuSbjyg9BGI/AAAAAAAAAPg/AZYc3SDQmvQ/s1600-h/livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108378916502701154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RuSbjyg9BGI/AAAAAAAAAPg/AZYc3SDQmvQ/s320/livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;REBOLO - 100 Anos&lt;br /&gt;coord. Lisbeth Ruth Rebollo Gonçalves; Antonio Gonçalves&lt;br /&gt;Ed USP &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O livro Rebolo – 100 Anos é uma das homenagens organizadas pela Fundação Rebolo em parceria com a Edusp e Imprensa Oficial para comemorar o centenário de nascimento do artista. Ao lado de inúmeras reproduções de suas principais telas, o livro reúne ensaios dos críticos Olívio Tavares de Araújo, Elza Maria Ajzenberg, Antonio Gonçalves, Carlos Soulié do Amaral, Célia Campos, Lisbeth Rebollo Gonçalves, Sílvia Procópio Cajado, Francisco Luiz de Almeida Salles, que analisam aspectos da obra do artista, a sua paixão pelo futebol, e o seu envolvimento com o modernismo paulista como integrante do grupo Santa Helena. Completa o volume a transcrição de depoimento de Francisco Rebolo, em que rememora sua participação no futebol paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A história do pintor&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Filho de imigrantes espanhóis, Francisco Rebolo começou a trabalhar como pintor de parede e decorador. De 1917 a 1930, jogou como ponta-direita nos times de futebol do São Bento, Ypiranga e Corinthians. O último, inclusive, marcou a transição do artista dos gramados para as telas: é ele o autor do símbolo definitivo da equipe, acrescentando, na década de 30, a âncora e os remos ao então distintivo oficial, que trazia apenas o círculo em que flana a bandeira do Estado de São Paulo.&lt;br /&gt;Um ano após “pendurar as chuteiras”, Rebolo passou a dedicar-se à “pintura de liso”, eufemismo para pintura de parede, e à profissão de decorador. Em 1933, optou pela pintura de cavalete e, no ano seguinte, alugou uma sala do Palacete Santa Helena – hoje demolido –, na Praça da Sé, centro de São Paulo, onde montou seu ateliê.&lt;br /&gt;Quando passou a dividir uma segunda sala do edifício com Mário Zanini, aproximou-se de artistas como Aldo Bonadei, Alfredo Volpi, Clóvis Graciano, Fúlvio Pennacchi e Manuel Martins. Formou-se, assim, o núcleo de criadores “operários” batizado pela crítica de arte de Grupo Santa Helena.&lt;br /&gt;Tachados de “acadêmicos” pelos modernos da “fase heróica” e de “futuristas” pelos acadêmicos, os santelenistas destacaram-se pelas preocupações com aspectos técnicos da pintura. Para Rebolo, por exemplo, era fundamental o estudo do acabamento e do caráter artesanal de seus quadros. No resgate da natureza-morta, gênero abandonado pelos primeiros modernistas, o artista privilegiou composições em que os objetos distribuídos sobre a mesa dividiam a cena com reproduções de telas famosas ao fundo. Deste período, destaca-se a obra “Composição”, de 1940, em que aparece reproduzido o quadro “Girassóis”, de Van Gogh.&lt;br /&gt;Se para os modernistas de 22 as referências estéticas vinham da França, em especial, e da Alemanha, para os integrantes do grupo Santa Helena eram mais importantes os trabalhos originários da Itália, de grupos como o Valori Plastici e o Novecento, os dois cultores de uma pintura equilibrada e realista, próxima dos impressionistas e dos pós-impressionistas.&lt;br /&gt;Acrescenta-se a essas características do “segundo modernismo” o pendor político, que, no caso de Rebolo, manifestou-se, também, em atuações fora da esfera do ateliê. Em 1936, o pintor participou da fundação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. No ano seguinte, encabeçou a Família Artística Paulista, junto a um grupo de artistas da cidade que defendem uma vanguarda “gradativa”, que não negue os precedentes. E, quase dez anos mais tarde, ajudou a fundar o Clube dos Artistas e Amigos da Arte, mais popular como Clubinho. A associação teve, até sua dissolução, no final dos anos 60, forte importância para a divulgação dos artistas de São Paulo.&lt;br /&gt;Até fins da década de 40, Rebolo concentrou-se na confecção de paisagens ao ar livre, seja no interior do Estado de São Paulo, no litoral ou nos subúrbios paulistas, nos bairros paulistanos do Tremembé e do Cambuci. O interesse pela arquitetura ressaltou, em um primeiro instante, as estruturas unitárias de composição e a função construtiva de sua pintura. Depois, revelou-se espontânea, feita de tons suaves, sem fortes contornos na representação de árvores, nuvens e outros elementos. A influência maior aqui é de Cézanne. A primeira exposição individual ocorreu em 1944. Participa das três primeiras edições da Bienal de São Paulo. A natureza, a paisagem, norteou toda sua produção. A figura humana, quando entrou no campo da imagem, foi absorvida e envolvida ou pela imensidão da terra ou pelas manchas verdes.&lt;br /&gt;O artista voltou ao rigor das paisagens urbanas quando viajou à Europa, em 1954, após vencer o Prêmio de Viagem ao Exterior do 3º Salão de Arte Moderna (1953), no Rio de Janeiro. Por dois anos, registra fragmentos da arquitetura européia, em particular a italiana renascentista. De volta ao Brasil, expõe, em 1957, no MAM, as telas pintadas na Europa.&lt;br /&gt;Um enfarte aos 60 anos de idade o afastou da prática artística. Retornou ao trabalho em 1960 e, por cerca de cinco anos, dedicou-se ao desenho, à aquarela e à gravura, influenciado pelas pinturas etruscas. As tintas, então, foram mais encorpadas, alternando texturas e relevo com o uso de espátula. Na década seguinte, a pesquisa sobre volumes coloridos desembocou na retomada dos pincéis, do lirismo e da diluição dos elementos, próprios do início de carreira. Esta última fase, até os anos de 1980, foi pontuada por paisagens em óleo realizadas durante viagens ao nordeste, ao sul e ao litoral do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-297730941008468191?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/297730941008468191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=297730941008468191' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/297730941008468191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/297730941008468191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/francisco-rebolo-um-pintor-corinthiano.html' title='Francisco Rebolo - Um pintor Corinthiano'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RuSbuCg9BHI/AAAAAAAAAPo/aL4NDwmxV-E/s72-c/Paisagem+com+cavalos+1977.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-7463143671918401139</id><published>2007-09-04T15:02:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:41.024-04:00</updated><title type='text'>Meu novo livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rt3Puyg9BFI/AAAAAAAAAPY/ToQH4HSJiYs/s1600-h/Hist.+do+Rio+Negro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106465955248931922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rt3Puyg9BFI/AAAAAAAAAPY/ToQH4HSJiYs/s400/Hist.+do+Rio+Negro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;HISTÓRIAS DO RIO NEGRO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;VERA DO VAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;O estilo é uma das grandes armas de Vera do Val neste livro. Aparentemente simples, sem grandes invenções, traz um clima regional forte e uma atmosfera de erotismo mesclado ao cotidiano dos povos ribeirinhos, o que torna sua fala encantada. O uso da linguagem criativa, a descrição psicossocial dos personagens, com toques de humor sutil e irônico mesclado com um lirismo amoroso e poético fazem de Histórias do Rio Negro um livro saborosamente brasileiro e especial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por: R$ 24,80&lt;br /&gt;ISBN: 9788560156436&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Número de páginas: 168&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Editora: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.martinsfonteseditora.com.br/detalhes.asp?id=552677"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3366ff;"&gt;WMF MARTINS FONTES&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-7463143671918401139?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/7463143671918401139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=7463143671918401139' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7463143671918401139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7463143671918401139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/09/meu-novo-livro.html' title='Meu novo livro'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rt3Puyg9BFI/AAAAAAAAAPY/ToQH4HSJiYs/s72-c/Hist.+do+Rio+Negro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8058672942445678736</id><published>2007-08-31T15:31:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:41.180-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tanizaki'/><title type='text'>VORAGEM</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RtXKm8_KgZI/AAAAAAAAAYY/VvFoeTZHjYs/s1600-h/voragem+tanizaki.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104208523249222034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RtXKm8_KgZI/AAAAAAAAAYY/VvFoeTZHjYs/s320/voragem+tanizaki.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;Junichiro Tanizaki&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;ISBN: 8535901361&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;CIA DAS LETRAS&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;Número de páginas: 248&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tanizaki&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; nasceu em 24 de julho de 1886 em Tóquio, em 1968 recebeu o prêmio Nobel de literatura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;O primeiro livro que li deste autor foi &lt;em&gt;Le Pied de Fumiko&lt;/em&gt; (O pé de Fumiko) que, parece, não foi traduzido para o português. Descobri o livro e o autor por mim mesma, passeando numa livraria de Bruxelas. Coisa rara e, de certo modo, prova de ignorância, descobrir&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RtXSIM_KgbI/AAAAAAAAAYo/0Vp98eL4Wfs/s1600-h/japonais.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104216791061266866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RtXSIM_KgbI/AAAAAAAAAYo/0Vp98eL4Wfs/s320/japonais.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; um autor desta importância por si, tão tarde, depois de ter passado por um curso de Letras. Mas este é o fato, eu nunca tinha ouvido falar no nome de Tanizaki até aquele dia e foi com ele que começou o meu ‘ardor’ pelos autores japoneses. Acho que nenhum deles cairá nas minhas mãos por acaso, como Tanizaki. Ele ainda continua sendo um dos meus preferidos, li dele tudo o que pude encontrar até agora. Depois vieram muitos outros, li, sobretudo, Mishima e Kawabata.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;Os temas mais constantes na obra de Tanizaki são a dominação sexual, o Japão, as mulheres, a arte. Esse Voragem não foge à regra. Sonoko, uma mulher casada, apaixona-se por Mitsuko, uma linda colega do curso de pintura. O romance trata desta forte atração e do emaranhado de mentiras criados por todos os envolvidos com Mitsuko, ou seja, Sonoko, o amante de Mitsuko e, mais tarde, o próprio marido de Sonoko. Até mesmo o leitor se vê preso nestas armadilhas, sem perceber em determinadas situações se Mitsuko é vítima ou manipuladora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;O título do livro em francês é &lt;em&gt;Svastika&lt;/em&gt; (suástica), se não me engano, este é o título original. A suástica, claro, no seu sentido original, antes de ser corrompida pelos nazistas, simboliza, entre os brâmanes e budistas, a felicidade, a salvação. Segundo o editor francês, aqui nesta obra de Tanizaki, a suástica (ou cruz gamada) representa &lt;em&gt;“os quatro protagonistas (Sonoko, Mitsuko, Watanuki e Mister Husband) da história que, puxam, cada um a seu turno, os cordões desta trama amorosa e diabólica." &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#333333;"&gt;O livro foi livremente adaptado para o cinema com o título de &lt;em&gt;The Berlin Affair&lt;/em&gt; (1985). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Leila Silva Terlinchamp - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8058672942445678736?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8058672942445678736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8058672942445678736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8058672942445678736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8058672942445678736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/voragem.html' title='VORAGEM'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RtXKm8_KgZI/AAAAAAAAAYY/VvFoeTZHjYs/s72-c/voragem+tanizaki.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8605617849211442818</id><published>2007-08-29T14:23:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:41.874-04:00</updated><title type='text'>Mário Zanini - Um pintor de S Paulo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6jCg9BEI/AAAAAAAAAPQ/vnfkWqc-YkQ/s1600-h/paisagem.represa.sto.amaro.anos.40.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104190863827600450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6jCg9BEI/AAAAAAAAAPQ/vnfkWqc-YkQ/s400/paisagem.represa.sto.amaro.anos.40.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Paisagem da represa de Sto Amaro - Anos 40&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6bSg9BDI/AAAAAAAAAPI/a3MrXTvyX3k/s1600-h/figuras.no.tiete.1940.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104190730683614258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6bSg9BDI/AAAAAAAAAPI/a3MrXTvyX3k/s400/figuras.no.tiete.1940.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Figuras no Tietê - anos 40&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6Pyg9BCI/AAAAAAAAAPA/WC7DIAUrGXY/s1600-h/Barco.com.marilheiros.1950.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104190533115118626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6Pyg9BCI/AAAAAAAAAPA/WC7DIAUrGXY/s400/Barco.com.marilheiros.1950.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barco com marinheiros - anos 50&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8605617849211442818?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8605617849211442818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8605617849211442818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8605617849211442818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8605617849211442818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/mrio-zanini-um-pintor-de-s-paulo.html' title='Mário Zanini - Um pintor de S Paulo'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RtW6jCg9BEI/AAAAAAAAAPQ/vnfkWqc-YkQ/s72-c/paisagem.represa.sto.amaro.anos.40.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8040904135524110761</id><published>2007-08-24T21:47:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:42.204-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tanizaki'/><title type='text'>Deux amours cruelles</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6VXVQew3I/AAAAAAAAAXY/-y-mMVA9FmA/s1600-h/Tanizaki+jouhishu+capa+original.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093172456678409074" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6VXVQew3I/AAAAAAAAAXY/-y-mMVA9FmA/s400/Tanizaki+jouhishu+capa+original.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Junichiro Tanizaki&lt;br /&gt;Prefácio de Henry Miller.&lt;br /&gt;Stock, sept.2002, 159 pages&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ISBN 2-234-5512-6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro compreende duas histórias: l’histoire de Shunkin, et Ashikari, une coupe dans les roseaux.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta edição que li traz um prefácio interessantíssimo que não é de Mário de Andrade, mas de Henry Miller. Ele fala do seu amor pela arte e literatura japonesa e diz que elas têm sobre ele um efeito misto. “&lt;em&gt;Tenho, às vezes, a sensação de que tudo aquilo se passa em outro planeta e fala de uma espécie que acaba de ser descoberta, outras vezes, sinto que tudo isto me é conhecido, que é a expressão mesma do homem original, a mais humana possível, a mais universal de todas as raças da terra.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;L’histoire de Shunki, a primeira das histórias, relata a vida de Koto Mozuya conhecida como Shunkin, filha de uma família rica. Shunkin tinha muitos talentos, a família a respeitava e investia nela. Aos nove anos, entretanto, Shunkin perde a visão e torna-se professora de música. Era extremamente exigente e punia com severidade seus alunos. Sasuke era aprendiz da família de Shunkin, apaixona-se por ela quando ainda menina, torna-se seu discípulo, atende todos os seus caprichos, mas não é aceito como esposo por causa de sua condição social inferior. Shunkin o aceita como amante e ainda assim, nunca assume publicamente a relação. Nada abale, porém, os sentimentos de Sasuke, ele comete os atos mais extremos por Shunkin. Quando ela, por causa de sua arrogância, é vítima de um atentado e seu belo e seu belo rosto fica, para sempre, desfigurado, Sasuke fura os próprios olhos para não vê-la naquele estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ashikari, a segunda história, trata da vida de Oyu, uma jovem viúva impedida pela família do falecido marido de se casar novamente por causa da obrigação de cuidar de seu filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Leila S. Terlinchamp - &lt;/em&gt;&lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8040904135524110761?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8040904135524110761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8040904135524110761' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8040904135524110761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8040904135524110761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/deux-amours-cruelles.html' title='Deux amours cruelles'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6VXVQew3I/AAAAAAAAAXY/-y-mMVA9FmA/s72-c/Tanizaki+jouhishu+capa+original.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4938962442251303661</id><published>2007-08-21T09:48:00.001-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:42.524-04:00</updated><title type='text'>Mário Zanini - Parati - 1964</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rsrtwig9BBI/AAAAAAAAAO4/8h0-r-O8lWQ/s1600-h/rua.de.parati.1964.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101150946105033746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rsrtwig9BBI/AAAAAAAAAO4/8h0-r-O8lWQ/s400/rua.de.parati.1964.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rsrtpyg9BAI/AAAAAAAAAOw/XZvJaorw_qU/s1600-h/Parati.1964.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101150830140916738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rsrtpyg9BAI/AAAAAAAAAOw/XZvJaorw_qU/s400/Parati.1964.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4938962442251303661?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4938962442251303661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4938962442251303661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4938962442251303661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4938962442251303661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/mrio-zanini-parati-1964.html' title='Mário Zanini - Parati - 1964'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rsrtwig9BBI/AAAAAAAAAO4/8h0-r-O8lWQ/s72-c/rua.de.parati.1964.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-1725353801686044446</id><published>2007-08-14T11:25:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:42.665-04:00</updated><title type='text'>Leon Trotski - Literatura e Revolução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RsHKZjmdTyI/AAAAAAAAAOo/bUaJpm8RzXA/s1600-h/trotski1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5098578793562197794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RsHKZjmdTyI/AAAAAAAAAOo/bUaJpm8RzXA/s320/trotski1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Literatura e Revolução&lt;br /&gt;Leon Trotski&lt;br /&gt;Jorge Zahar Editor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observou Augusto Comte que “qualquer concepção só pode ser bem entendida pela sua história”. De acordo com tal assertiva, se quisermos bem compreender o livro “Literatura e Revolução”, que em boa hora a editora Zahar coloca ao alcance do público, nada melhor do que, preliminarmente, situá-lo no contexto em que nasceu e explicitar a natureza das questões que trata. O Autor do livro é Leon Trotski (1879 – 1940), um intelectual marxista voltado para a ação política, figura de proa e de primeira hora na revolução bolchevique de 1917 e marginalizado a partir de 1924, com a chegada de Stalin ao poder. Trotski morreu assassinado por um militante stalinista, no exílio, no México,&lt;br /&gt;A maior parte das páginas que compõem “Literatura e Revolução” foram redigidas entre 1922 e 1923, portanto no momento histórico imediatamente posterior a assinatura do tratado de Brest-Litovsk (1918) entre a Rússia e a Alemanha - tratado que pôs fim ao estado de beligerância existente entre os dois países desde a eclosão da 1ª grande guerra mundial em 1914 - e a vitória do Exército Vermelho sobre as resistências internas a revolução bolchevique. Nos dois acontecimentos Trotski exerceu papel de destaque, chefiando a delegação soviética no primeiro e comandando o Exército Vermelho no segundo. Com a paz obtida tanto interna quanto externamente, os olhos dos líderes revolucionários voltam-se detidamente para os problemas da construção da nova sociedade. Este é o contexto em que Trotsky escreve sobre literatura exponde seus pontos de vista sobre as relações entre política, letras e sociedade.&lt;br /&gt;O livro é apresentado por William Keach, professor da Universidade de Brown, em Boston, tendo sido a edição brasileira traduzida para o português e prefaciada por Luiz Alberto Moniz Bandeira, um dos mais laureados intelectuais do país, doutor em Ciência Política pela USP e ex-professor titular do UnB. Apresentador e prefaciador dão um panorama muito fecundo das questões tratadas por Trotski, o que facilita o contato com o livro até por parte de pessoas pouco afeitas as nuances da revolução de outubro e seus desdobramentos iniciais. Uma breve cronologia da vida de Trotski e um acurado glossário de nomes citados também ajudam a dar mais clareza e consistência ao texto, na medida em que situa quem é quem.&lt;br /&gt;Ressalvando que “a economia é hoje o maior dos problemas”, Trotski adentra a questão do papel social da literatura, da arte e da cultura em geral no delicado momento que vivia seu país no início dos anos vinte do século passado; momento que vê como de transição entre o velho mundo dos czares e o do irromper da nova ordem que, acreditava, desembocaria no reino da abundância e da liberdade. “A sociedade futura irá se descartar da áspera e embrutecedora preocupação do pão de cada dia. Os restaurantes coletivos prepararão a escolha de cada um, comida boa, sadia e apetitosa. As lavanderias públicas lavarão bem as roupas. Todas as crianças serão fortes, alegres, bem alimentadas e absorverão os elementos fundamentais da ciência e da arte, como albumina, o ar e o calor do sol”.&lt;br /&gt;Para Trotski a revolução de 1917 é o divisor de águas entre o mundo que desabou e o das esperanças emergentes. É à luz desta matriz que analisa o papel da arte como superestrutura, passando em revista as escolas literárias que agonizam e as que nascem, comentando: “quem se conserva fora da perspectiva de outubro está, completa e desesperadamente reduzido a nada”. Suas análises têm por centro 4 escolas literárias : o subjetivismo russo, o futurismo, e a dos qualificados como “companheiros de viagem” e a da cultura e arte proletária. Interessante destacar que as análises de Trotski deixam perceber a cisão que logo ocorreria entre ele e a linha seguida pela direção do partido. Trotski defende a liberdade de criação artística e literária, sem perder de vista as relações entre a arte e sociedade. Inversamente, o partido vai adotar a postura do tutelamento da cultura erigindo o “realismo socialista” a condição de estética oficial do estado soviético&lt;br /&gt;Ler “literatura e Revolução” nos dias atuais é uma aventura do espírito, é soltar a imaginação viajando pelas nuvens das concepções estéticas que se confrontaram no limiar de um movimento revolucionário que criou tantas esperanças quanto decepções durante o período de tempo que o historiador Eric Hobsbawm chamou de “o breve século XX”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aluízio Alves Filho - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.achegas.net/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Revista Achegas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jornal do Brasil - Idéias&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-1725353801686044446?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/1725353801686044446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=1725353801686044446' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1725353801686044446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1725353801686044446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/leon-trotski-literatura-e-revoluo.html' title='Leon Trotski - Literatura e Revolução'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RsHKZjmdTyI/AAAAAAAAAOo/bUaJpm8RzXA/s72-c/trotski1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-857234081926214677</id><published>2007-08-11T13:42:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:43.547-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África do Sul'/><title type='text'>Bangue - bangue na África do Sul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr32eJ9SDLI/AAAAAAAAAOY/PnXMx71j8ak/s1600-h/bang-bang+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097501351182732466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr32eJ9SDLI/AAAAAAAAAOY/PnXMx71j8ak/s400/bang-bang+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr33JZ9SDMI/AAAAAAAAAOg/JMFSwacXpeA/s1600-h/bang.bang5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097502094212074690" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr33JZ9SDMI/AAAAAAAAAOg/JMFSwacXpeA/s320/bang.bang5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O Clube do bangue – bangue&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.companhiadasletrinhas.com.br/web_store.cgi?pg_autor=01839&amp;buy=yes&amp;amp;slink=1&amp;cart_id=7589361.13905&amp;amp;pg_pesq=&amp;slink=1" target="main_frame"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Greg Marinovich&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt; - &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.companhiadasletrinhas.com.br/web_store.cgi?pg_autor=01840&amp;amp;buy=yes&amp;slink=1&amp;amp;cart_id=7589361.13905&amp;pg_pesq=&amp;amp;slink=1" target="main_frame"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;João Silva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Editora - Companhia das letras&lt;br /&gt;Tradução – Manuel Paulo Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto é famosa: em um canto, uma criança africana, morrendo de inanição; do outro lado, um urubu, como à espreita, esperando o momento dela morrer.&lt;br /&gt;A imagem foi tirada no Sudão em 1993 durante uma caravana de ajuda de entidades assistencialistas que levavam alimentos e serviu como parte de uma campanha mundial para divulgar as péssimas condições de "vida" do país. Conferiu ao seu autor, Kevin Carter, o prêmio Pulitzer de fotografia.&lt;br /&gt;Outra foto, igualmente premiada com o Pulitzer, igualmente com o mesmo impacto, foi tirada durante os tumultos que agitaram a África do Sul durante os quatro anos que antecederam a eleição de Nelson Mandela para a presidência. Um homem, depois de ser perseguido por uma multidão furiosa que o chuta, bate e esfaqueia, recebe um tratamento nada incomum naqueles dias: um pneu embebido de gasolina é colocado em seu pescoço e o fogo ateado. Greg Marinovich clica exatamente o momento quando, com o fogo recém-aceso, um manifestante crava um facão no crânio daquele homem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097501209448811682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr32V59SDKI/AAAAAAAAAOQ/q65Pn3-1dBQ/s400/bang-bang+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Greg Marinovich, Kevin Carter, João Silva e Ken Oosterbroek, além de vários outros, faziam parte de um grupo de jovens fotógrafos que começaram a se destacar ao mostrarem as atrocidades ocorridas durante os estertores do apartheid. Com ousadia e destemor, beirando a insensatez e a inconsciência, eles corriam atrás de notícias e fatos, passaram por muitos perigos, escaparam muitas vezes da morte. O resultado foi a revelação de horrores e violências que escapavam ao senso comum e que, de outra forma, teriam ficado escondidas e ignoradas.&lt;br /&gt;Mas, isso também significou um preço impressionantemente alto em suas existências. As cenas que acabavam de ver e registrar em suas câmeras impregnavam-se em suas mentes e os perseguiam em pesadelos como não o faria nenhum filme fotográfico. Muitos não resistiram.&lt;br /&gt;Em 1990, Nelson Mandela finalmente foi libertado depois de 27 anos preso. Sua libertação apontava para o final do regime que durante décadas foi o símbolo máximo do racismo e da prepotência dos brancos em um país cuja população era constituída maciçamente de negros. Um acordo foi sendo árdua e dificultosamente costurado para que houvesse eleições onde cada pessoa, independente de sua cor, pudesse votar. A cada pessoa, um voto, afinal. Ninguém duvidava de quem ganharia nestas condições. Mandela era o depositário das esperanças do fim da opressão.&lt;br /&gt;Isso no nível institucional. Nas ruas, a violência explode. Nos albergues nas periferias das cidades, com sua enorme concentração populacional e condições econômicas miseráveis, as diversas etnias, os diversos grupos partidários pró e anti-CNA, partido de Mandela, se digladiavam. Além do que, mais tarde constatou-se a forte participação de grupos policiais e para-militares do governo branco utilizados para atiçar os ódios, organizar e apoiar gangues armadas ou assassinar líderes políticos.&lt;br /&gt;No meio do tumulto, uma revista sul-africana monta uma matéria sobre um grupo de fotógrafos que estava se tornando conhecidos por sua loucura e arrojo em conseguir suas fotos e parecia estar sempre presentes onde houvesse tiroteios e mortes e o chama de os "Os Paparazzi do Bangue-Bangue". Eles não gostaram do termo "paparazzi", que lhes pareceu um tanto fútil, e a revista mudou para "Clube". Eles se resignaram, pois afinal o título era uma espécie de reconhecimento do seu trabalho e acabaram assumindo-o.&lt;br /&gt;Esse Clube foi sendo forjado no calor dos acontecimentos. Eram, em sua maioria, brancos, muito jovens, sem muito discernimento político, embora tivessem compreensão de que estavam participando, de alguma forma, da História. A consciência do perigo que passavam e a caça de emoções e de adrenalina enquanto as balas passavam ao seu lado, também faziam parte. As contradições pessoais, as crises de consciência, a descoberta do horror, igualmente. Cada um sobreviveu e manteve a lucidez como pôde. E enquanto pôde.&lt;br /&gt;Marinovich, ao resgatar as lembranças da formação daquele grupo e de suas experiências, busca dar sentido a algumas indagações que martirizaram a todos e que, na verdade, poucos tiveram a coragem de enfrentar: qual o momento em que o fotógrafo deve parar de clicar e começar a "agir"? E o que significa "agir", neste caso? Suas câmeras não eram como tantas outras armas que ajudavam a revelar a verdade? Suas fotos também não ajudavam a destruir o regime? Marinovich não responde diretamente (talvez nem haja uma resposta plausível) e rememora de quantas vezes eles ajudaram a carregar corpos ou prestaram primeiros socorros pelo simples fato de serem os únicos presentes além dos feridos ou de possuírem os únicos carros com condições de levá-los ao hospital. Mas, sempre depois de tirarem as fotos.&lt;br /&gt;Marinovich diz que semântica e literalmente eles pisavam em cadáveres e faziam disso seu trabalho. Com isso ganharam prêmios e tiravam seu sustento. A comparação com o urubu ao lado da criança é desagradável, mas inevitável. Ele diz que, no entanto "Nunca matamos ninguém e, na verdade, até salvamos algumas vidas. E, talvez nossas fotos tenham feito alguma diferença". Mais do que qualquer outra coisa, isso parece ser o grito de alguém que tenta convencer a si mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097501072009858194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr32N59SDJI/AAAAAAAAAOI/4uhsdz7ZP_8/s400/bang-bang+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências, pessoais e para o grupo, foram devastadoras. Crises depressivas, alcoolismo, mergulho nas drogas, relacionamentos conturbados. Em janeiro de 1994, Abdull Shariff, fotógrafo sul-africano de origem indiana, viu-se no meio de um fogo cruzado e é morto. Três meses depois, poucos dias antes da eleição que consagraria Mandela, Greg Marinovich recebe um tiro, mas consegue ser atendido. Na mesma ocasião, Ken Oosterbroek é alvejado mortalmente. João Silva, ao ver seu melhor amigo estendido no chão não consegue raciocinar muito e fez o que todos pensariam que Oosterbroek também faria, o que qualquer fotógrafo faria: levantou a câmera, ajustou o foco e começou a tirar fotos do cadáver.&lt;br /&gt;Ken Carter acabou não resistindo: suicidou-se dentro de um carro fechado após puxar uma mangueira direto do carburador ligado. Mikey Persson abandonou o jornalismo investigativo e de batalhas, mudou-se para os Estados Unidos e passou a tirar fotos para revistas automobilísticas. Gary Bernard viciou-se em crack e matou-se com uma overdose de anti-depressivos.&lt;br /&gt;Não há, nunca houve, respostas fáceis e prontas nem para a África do Sul, mesmo com a posse de Mandela, ou para os sobreviventes do Clube Bangue-Bangue. Ou para qualquer um de nós que busque compreender os estreitos limites entre ética, sobrevivência pessoal e mental, atividade profissional, militância política. O grande mérito deste livro talvez seja conseguir colocar estas questões de modo tão explicito e escancarado.Pena que a Companhia das Letras tenha optado por uma edição do livro em formato pequeno e todas as fotos sejam em preto-e-branco. Não tira o impacto da mensagem, por certo, mas não chega perto do original. Como podem perceber pelos exemplos que coloquei aqui. Para quem quiser, ou tiver coragem, boa parte destas fotos estão de fácil acesso pela internet, como aqui por exemplo: &lt;/span&gt;&lt;a title="digitalfimmaker" href="http://digitalfilmmaker.net/Bang/bangbangclub.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;DIGITALFILMMAKER&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira&lt;/strong&gt; - &lt;a href="http://www.blogger.com/www.desconcertos.com.br"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Desconcertos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-857234081926214677?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/857234081926214677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=857234081926214677' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/857234081926214677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/857234081926214677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/bangue-bangue-na-frica-do-sul.html' title='Bangue - bangue na África do Sul'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rr32eJ9SDLI/AAAAAAAAAOY/PnXMx71j8ak/s72-c/bang-bang+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-7105021488941224532</id><published>2007-08-06T08:32:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:43.899-04:00</updated><title type='text'>Mario Zanini</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RrcWGZ9SDII/AAAAAAAAAOA/6AGQto6jHKQ/s1600-h/parque.pedro.II.1958.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095565802695953538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RrcWGZ9SDII/AAAAAAAAAOA/6AGQto6jHKQ/s400/parque.pedro.II.1958.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Parque D Pedro II - 1958&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RrcV_J9SDHI/AAAAAAAAAN4/YnGoc9BtHQg/s1600-h/regata.no.tiete.1965.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095565678141901938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RrcV_J9SDHI/AAAAAAAAAN4/YnGoc9BtHQg/s400/regata.no.tiete.1965.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Regata no Tietê - 1965&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mário Zanini (São Paulo, 1907 – São Paulo, 1971) era filho de italianos, fez curso de pintura na Escola Profissional Masculina do Brás e o curso noturno do Liceu de Artes e Ofícios. Foi letrista da Cia. Antártica Paulista. Fez sua primeira paisagem em 1923.&lt;br /&gt;Foi amigo de Alfredo Volpi (seu vizinho no Cambuci) e trabalhou com Francisco Rebolo Gonzales. Mudou-se para o Palacete Santa Helena, onde Rebolo já estava com seu ateliê instalado. Dividiu o aluguel de sua sala com Manoel Martins e Graciano fazendo, assim, surgir aos poucos o Grupo Santa Helena, núcleo da futura Família Artística Paulista.&lt;br /&gt;Em Itanhaém, cidade já comentada por seu amigo Volpi, inicia sua série de marinhas.&lt;br /&gt;Zanini participou de poucas individuais; mas foi nas coletivas que suas obras confirmavam suas presenças.&lt;br /&gt;Depois de sua morte, a Opus Galeria de Arte realizou uma retrospectiva, reunindo 39 obras pertencentes a colecionadores e amigos. No mesmo ano, a família do artista doou ao MAC-USP 108 obras de diversas fases da vida de Zanini, incluindo pinturas, gravuras, desenhos e cerâmicas.&lt;br /&gt;Mesmo havendo semelhanças de suas obras com as de Rebolo, Volpi, entre outros, Zanini se difere dos outros artistas por seu colorido intenso e profundo.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-7105021488941224532?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/7105021488941224532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=7105021488941224532' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7105021488941224532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7105021488941224532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/mario-zanini.html' title='Mario Zanini'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RrcWGZ9SDII/AAAAAAAAAOA/6AGQto6jHKQ/s72-c/parque.pedro.II.1958.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4858263988108576471</id><published>2007-08-04T21:23:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:44.554-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><title type='text'>Akhenaton – o rei herege</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093165851018707762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6PW1QewzI/AAAAAAAAAW4/Iha9uJlSGX0/s400/Mahfouz_naguib.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Naguib Mahfuz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;Naguib Mahfuz nasceu no Cairo em 1911, em 1939 teve sua primeira novela publicada, em 1988 ganhou o prêmio Nobel, morreu em agosto de 2006. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Akhenaton – o rei herege&lt;/strong&gt; foi publicado em 1985. O escriba Mirim-Mon, viajando com seu pai pelo Egito antigo, fica impressionado e intrigado ao ver as ruínas do que fora a cidade do ‘Rei herege’ e parte com algumas recomendações de seu pai, para tentar descobrir a verdade sobre esta cativante figura, o primeiro monoteísta da história. Para se aproximar da verdade &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6Pz1Qew0I/AAAAAAAAAXA/32lpkI8BxPM/s1600-h/nefertiti.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093166349234914114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6Pz1Qew0I/AAAAAAAAAXA/32lpkI8BxPM/s400/nefertiti.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;escuta várias versões da mesma história, entrevista todos os que estiveram em contato com o faraó, do seu pior inimigo à sua mulher, a famosa Nefertiti. O leitor está, assim, em contato com a mesma história narrada por personagens que adoravam Akhenaton, o consideravam uma espécie de messias e outros que o consideravam um louco irresponsável, outros, ainda, o amavam como um amigo, mas achavam que ele estava errado. Enfim, são vários caminhos, o autor não escolhe a melhor versão para o leitor, cabe a ele decidir, mas é impossível não simpatizar com Akhenaton em algum momento desta narrativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um pequeno trecho:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6QNFQew1I/AAAAAAAAAXI/-DEd5HqGAD0/s1600-h/akhenaton.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093166783026611026" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="106" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6QNFQew1I/AAAAAAAAAXI/-DEd5HqGAD0/s320/akhenaton.jpg" width="76" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;''Eu fui seu amigo de infância, como Horemheb e Bek. O mais curioso nisso tudo é que quanto mais se falava de sua debilidade, ou de seu jeito afeminado e estranho, mais ele conseguia fazer com que todos o amassem. Ficávamos impressionados com a sua capacidade de raciocínio e com seu amadurecimento precoce. Fui o primeiro a descobrir seu ponto fraco: é que não se interessava pelos assuntos do mundo real, porque o deixavam entediado e até doente. Não via com bons olhos a vida cotidiana do pai, que era o núcleo sólido em que se fundamentavam as tradições sagradas do trono, como levantar na hora marcada, a hora do banho, do desjejum, da oração, da recepção dos ministros e da visita ao templo. Ainda resmungava:&lt;br /&gt;''- Quanta escravidão! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4858263988108576471?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4858263988108576471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4858263988108576471' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4858263988108576471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4858263988108576471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/08/akhenaton-o-rei-herege.html' title='Akhenaton – o rei herege'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Rq6PW1QewzI/AAAAAAAAAW4/Iha9uJlSGX0/s72-c/Mahfouz_naguib.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3195858467809767292</id><published>2007-07-30T19:05:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:44.786-04:00</updated><title type='text'>Le Corbusier - A viagem do Oriente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rq5vJ59SDFI/AAAAAAAAANo/hrBOLESKHYc/s1600-h/viagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093130444569971794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rq5vJ59SDFI/AAAAAAAAANo/hrBOLESKHYc/s320/viagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A viagem do Oriente&lt;br /&gt;Le Corbusier&lt;br /&gt;Tradução: Paulo Neves&lt;br /&gt;Editora: Cosacnaify&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um relato de viagens de Le Corbusier é traduzido no Brasil, dentro da série de obras desse arquiteto que vem sendo editada recentemente pela Cosacnaify. Neste caso, uma "viagem de formação" como a que empreendera à Itália em 1907, seguindo o destino de tantos outros intelectuais e artistas europeus que buscavam formação clássica. Agora ele adentra o continente pelo Danúbio no ano de 1911, lentamente pelas estranhas paisagens dos Bálcãs até Istambul, retornando em seguida pela Grécia e novamente à Itália.&lt;br /&gt;Partindo da Alemanha, onde estivera em contato com um ambiente cultural intenso, Le Corbusier e seu amigo Auguste Klipstein realizam essa longa viagem de seis meses, com um olhar pictórico (por volta de 300 desenhos e 500 fotos!). Inicia-se aí a famosa série de "carnets" (pequenos cadernos quadriculados), que o arquiteto rabiscará durante toda sua vida. O texto traduzido deve corresponder ao original revisado pelo próprio autor meses antes de morrer, em 1965. Nesse ano, resolve retomar a publicação, cujos originais concluídos em 1914 encontrara por acaso nas caixas de seu escritório, quando preparava o premonitório "Mise au Point" (acerto de contas). Essa informação, que não consta da presente edição, ajudaria a esclarecer a respeito da famosa edição em fac-símile dos cadernos originais dessa "Viagem do Oriente", publicados pela Fundação LC nos anos 80. Neles, Le Corbusier anotava freneticamente tudo o que observava, além de garatujar os artigos que enviava para a "Feuille d'Avis", de La Chaux-de-Fonds, cidade suíça onde nascera em 1887. Palavra, escrita ou falada, e desenhos rabiscados sempre formaram uma unidade na expressão corbusiana e povoam já o imaginário da modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acrópole de Atenas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mitólogos de plantão encontraram nas suas descrições de juventude o germe das formulações geniais que ele começará a produzir alguns anos depois.&lt;br /&gt;Principalmente na relação de sua obra com a arquitetura clássica, em especial a Acrópole de Atenas, que visitou diariamente durante três semanas. Duas impressões se fixam, no entanto, numa leitura mais livre. Primeiro, o olhar do europeu, captando a diluição desse conceito em direção ao Oriente. Nesse momento único, no qual o passado parece um depósito de objetos a ser formalmente capturado, e o futuro, uma construção em aberto, ele não esconde seu desprezo pela realidade registrada da dissolução austro-húngara. Avança como um batedor que anuncia o novo momento ao qual nada escapará. Uma certeza que a guerra iminente vai impor com violência, antecipada visualmente no incêndio em Istambul. Nada mais destoante que ler as descrições da vida pacata ao longo do Danúbio e imaginá-las como cenário da Primeira Guerra três anos depois (ele também visita a Sérvia, local no qual se deflagra o conflito).&lt;br /&gt;A segunda impressão se conecta à primeira, pois esse olhar europeu que percorre as planícies, vales, povoados e monumentos fixa o valor plástico das coisas. Descreve a harmonia das linhas, dos planos e das cores de tal maneira que parece exigir reparos dos eventos que perturbem essa ordem plástica. São textos-desenho ou textos-pintura, de influência pós-impressionista, numa linha já crítica à art nouveau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Projeto moderno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mundo de formas passíveis de rearranjo, talvez se possa antever o formalismo intrínseco ao projeto moderno em construção, na esteira da autonomia estética. Perceptível é, no entanto, a influência do ponto de vista alemão nesse período: uma transição sem conflitos entre o saber técnico popular e a formação erudita do artista, que deverá resultar no novo desenho da nova indústria. Bem distante das discussões do pós-guerra, na imposição da seriação industrial, na qual tanto a Bauhaus quanto o maduro Le Corbusier irão se engajar sem hesitação.&lt;br /&gt;Porém, o estudo dessas viagens de juventude, se podem ajudar a explicar certas referências da obra adulta (pintura, arquitetura e urbanismo), não podem explicar o essencial: a radicalidade das propostas do mestre nos anos 20 e 30. A tranqüilidade arrogante das certezas registradas nessa viagem, presa ainda aos fenômenos pelo olhar particular, será substituída por uma universalidade que se afasta progressivamente da realidade social cada vez mais conflitada, cumprindo a agenda das vanguardas artísticas. Esse distanciamento corresponde à nova série de viagens que incluem o Brasil em duas oportunidades (1929 e 1936). Le Corbusier encontrava assim a sua tábula rasa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz Recamán&lt;/strong&gt; - Folha de SP&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3195858467809767292?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3195858467809767292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3195858467809767292' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3195858467809767292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3195858467809767292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/07/le-corbusier-viagem-do-oriente.html' title='Le Corbusier - A viagem do Oriente'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rq5vJ59SDFI/AAAAAAAAANo/hrBOLESKHYc/s72-c/viagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-5552650290999604099</id><published>2007-07-20T14:59:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:45.167-04:00</updated><title type='text'>Aldemir Martins - Mural</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RqEGdsD6h8I/AAAAAAAAANg/y3-ecf2-gMw/s1600-h/aldemir.mural.past.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089356161018922946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RqEGdsD6h8I/AAAAAAAAANg/y3-ecf2-gMw/s400/aldemir.mural.past.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-5552650290999604099?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/5552650290999604099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=5552650290999604099' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5552650290999604099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/5552650290999604099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/07/aldemir-martins-mural.html' title='Aldemir Martins - Mural'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RqEGdsD6h8I/AAAAAAAAANg/y3-ecf2-gMw/s72-c/aldemir.mural.past.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8271655128138712751</id><published>2007-07-16T13:28:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:45.304-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><title type='text'>O menino do Kampung</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RpwdSOAkxGI/AAAAAAAAAVw/-JpioHaXi08/s1600-h/o_menino_do_kampung.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087973877857174626" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RpwdSOAkxGI/AAAAAAAAAVw/-JpioHaXi08/s400/o_menino_do_kampung.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Autor: Lat&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Editora: Conrad&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;ISBN: 85-7616-137-0 &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;152 páginas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;´O Menino do Kampung´&lt;/strong&gt; é um livro (uma HQ ) autobiográfico. Na Malásia foi publicado em 1979 e vendeu milhares de cópias nos primeiros meses. A história vai desde o nascimento do menino, Mat Som, até o dia em que ele deixa o seu kampung (aldeia) no interior da Malásia para ir estudar em uma cidade maior. O autor, Lat, é o cartunista mais famoso da Malásia, extremamente popular no seu país e também em Cingapura, até o Mac Donalds criou um sanduíche em homenagem ao seu personagem. Lat, cujo verdadeiro nome é Mohammad Nor Khalid, nasceu em 1951 e começou a desenhar muito novinho, o próprio pai se deu conta do seu talento e o incentivou, aos 13 anos ele já tinha trabalho publicado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os desenhos, a história e os personagens, sobretudo o menino e o pai, foram elaborados de maneira a cativar gregos e troianos, mamanos e caducanos. Não é possível terminar a leitura sem estar encantado com o moleque e o universo ao seu redor, o seu poético e pacato &lt;em&gt;kampung&lt;/em&gt; onde todo mundo conhece todo mundo, a festa de casamento, os rituais religiosos – muçulmanos (no seu nascimento o pai recita a ‘&lt;em&gt;oração do bilal’&lt;/em&gt;, mais tarde ele é enviado à escola para estudar o Corão…), as brincadeiras de criança, as pescarias, os banhos de rio, as broncas do pai e da mãe. Uma criança como outra qualquer, mas num contexto, num espaço muito diferente do nosso. E também em outro tempo, anos 50. Os que entendem melhor de traços, características do desenho, etc comparam Lat a Henfil. O livro é, no mínimo, uma bela maneira de conhecer um pouco da Malásia, do interior da Malásia, pelo menos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;em&gt;Leila Silva Terlinchamp - &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;em&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8271655128138712751?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8271655128138712751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8271655128138712751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8271655128138712751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8271655128138712751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/07/o-menino-do-kampung.html' title='O menino do Kampung'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RpwdSOAkxGI/AAAAAAAAAVw/-JpioHaXi08/s72-c/o_menino_do_kampung.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8991535949796801167</id><published>2007-07-09T13:08:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:45.439-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores brasileiros'/><title type='text'>A Guerra Conjugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RmmS0ie0PQI/AAAAAAAAAPg/l-sxm7kUorA/s1600-h/Dalton+Trevisan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073747886516485378" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RmmS0ie0PQI/AAAAAAAAAPg/l-sxm7kUorA/s320/Dalton+Trevisan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dalton Trevisan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Editora Record – 9a edição 1987&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;A Guerra Conjugal&lt;/strong&gt; é uma reunião de trinta contos curtos (não tão curtos quanto os últimos contos ou micro contos de D. Trevisan) em que todos os personagens principais se chamam João e Maria. Todos os joões médios são representados nestas páginas (assim como todas as Marias), é o João que ama a Maria que ama José ou que não ama ninguém, mas se casa assim mesmo por dinheiro ou estabilidade. É o João que se casa com Maria mas ama o Pedro e não pode aceitar esse amor. É a maria que se casa com João só para humilhá-lo, é o João impotente que faz a Maria pagar pela sua incapacidade externando a violência...é o João bom demais, capaz de reinterpretar os chifres, de perdoar e perdoar de novo até ser escorraçado por ser corno manso; Joões maus, sádicos, ciumentos, exigentes, capazes de aniquilarem as suas marias. Enfim, todos os joões e Marias representados com um humor ácido, sarcasmo, uma ironia que já começa nos próprios títulos: Grávida porém virgem, Tentações de uma pobre senhora, Agonias de virgem, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalton Trevisan é considerado o mestre do conto no Brasil, o conto seco, com o mínimo de adjetivos. Dizer o máximo com um mínimo de palavras parece ser o seu objetivo. E diz. Transforma o banal, ou melhor, retrata o banal com grande eficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dalton Trevisan nasceu e vive em Curitiba, é autor de &lt;em&gt;A Polaquinha, Cemitério de elefantes, O Vampiro de Curitiba&lt;/em&gt; e outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Leila Silva Terlinchamp - Cadernos da Bélgica.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8991535949796801167?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8991535949796801167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8991535949796801167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8991535949796801167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8991535949796801167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/guerra-conjugal.html' title='A Guerra Conjugal'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RmmS0ie0PQI/AAAAAAAAAPg/l-sxm7kUorA/s72-c/Dalton+Trevisan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3648824510947489217</id><published>2007-07-04T18:57:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:45.909-04:00</updated><title type='text'>Aldemir Martins</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmhfA077I/AAAAAAAAANY/c_In_L6txPA/s1600-h/Peixe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083480436096954290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmhfA077I/AAAAAAAAANY/c_In_L6txPA/s400/Peixe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmPvA075I/AAAAAAAAANI/9hsRCCE0PjA/s1600-h/-aldemir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083480131154276242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmPvA075I/AAAAAAAAANI/9hsRCCE0PjA/s320/-aldemir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922. A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o “ser” brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste.&lt;br /&gt;O talento do artista se mostrou desde os tempos de colégio, em que foi escolhido como orientador artístico da classe. Aldemir Martins serviu ao exército de 1941 a 1945, sempre desenvolvendo sua obra nas horas livres. Chegou até mesmo à curiosa patente de Cabo Pintor. Nesse tempo, freqüentou e estimulou o meio artístico no Ceará, chegando a participar da criação do Grupo ARTYS e da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, junto com outros pintores, como Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira.&lt;br /&gt;Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens é marca do pintor, apaixonado que é pelo interior do Brasil. Em 1960/61, Aldemir Martins morou em Roma, para logo retornar ao Brasil definitivamente.&lt;br /&gt;O artista participou de diversas exposições, no país e no exterior, revelando produção artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo a pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes. Aldemir Martins não recusa a inovação e não limita sua obra, surpreendendo pela constante experimentação: o artista trabalhou com os mais diferentes tipos de superfície, de pequenas madeiras para caixas de charuto, papéis de carta, cartões, telas de linho, de juta e tecidos variados - algumas vezes sem preparação da base de tela - até fôrmas de pizza, sem contudo perder o forte registro que faz reconhecer a sua obra ao primeiro contato do olhar. &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmbPA076I/AAAAAAAAANQ/vpUe_kQ-qzQ/s1600-h/capa+de+livrp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083480328722771874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmbPA076I/AAAAAAAAANQ/vpUe_kQ-qzQ/s320/capa+de+livrp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seus traços fortes e tons vibrantes imprimem vitalidade e força tais à sua produção que a fazem inconfundível e, mais do que isso, significativa para um povo que se percebe em suas pinturas e desenhos, sempre de forma a reelaborar suas representações. Aldemir Martins pode ser definido como um artista brasileiro por excelência. A natureza e a gente do Brasil são seus temas mais presentes, pintados e compreendidos através da intuição e da memória afetiva. Nos desenhos de cangaceiros, nos seus peixes, galos, cavalos, nas paisagens, frutas e até na sua série de gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura.&lt;br /&gt;Por isso mesmo, Aldemir é sem dúvida um dos artistas mais conhecidos e mais próximos do seu povo, transitando entre o meio artístico e o leigo e quebrando barreiras que não podem mesmo limitar um artista que é a própria expressão de uma coletividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falece em 05 de Fevereiro de 2006, aos 83 anos, no Hospital São Luís em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por um acaso da sorte tive a alegria de organizar e produzir, em 1982, uma exposição de Aldemir. Nesta ocasião convivemos estreitamente por algum tempo. Ele me fascinou. Não só o artista, mas o homem maravilhado com o mundo à sua volta. Era comovente ver a atenção, interesse e delicadeza com que tratava a todos que iam ver sua obra. Principalmente as crianças. Sua paciência era infinita quando se tratava delas. Mostrava e discutia seus quadros com elas com muito mais atenção do que quando com adultos.&lt;br /&gt;Vera do Val&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Imagem - Peixe&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3648824510947489217?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3648824510947489217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3648824510947489217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3648824510947489217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3648824510947489217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/07/aldemir-martins.html' title='Aldemir Martins'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RowmhfA077I/AAAAAAAAANY/c_In_L6txPA/s72-c/Peixe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-9115151487874193451</id><published>2007-07-03T16:54:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:46.222-04:00</updated><title type='text'>Os Momossexuais - Tavinho Paes</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Roq4gvA074I/AAAAAAAAANA/JJREaZ8jidw/s1600-h/convite+SP+02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083078001956286338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Roq4gvA074I/AAAAAAAAANA/JJREaZ8jidw/s400/convite+SP+02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tavinho Paes é poeta, compositor e velho conhecido do meio intelectual. Com mais de 200 registros musicais - como “Totalmente Demais” (Caetano Veloso) e “Rádio Blá” (Lobão) -, Tavinho tem cerca de 100 títulos lançados como panfletos marginais desde 1975. Seu primeiro livro, "Os Momossexuais", reúne diversas marchinhas de Carnaval de sua autoria, narrando um pouco da história recente do Brasil, repleto de um humor sarcástico e debochado. “Os Momossexuais” trata de liberdade, sexualidade e os paradoxos do mundo contemporâneo, apostando na sensibilidade crítica do leitor para desvendar além das linhas escritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Roq4ZfA073I/AAAAAAAAAM4/p5N5ZrCvGWQ/s1600-h/bandeira+01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;1) Quem são os Momossexuais?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;São uma alternativa ao que não tem alternativa.&lt;br /&gt;Podem ser aquela caveira que Sheakespeare colocou na mão de Hamlet...&lt;br /&gt;Duas indicações no livro afirmam que são pessoas que fazem sexo em ritmo de carnaval e, por conta disto, são cheios de fantasias, incluindo as celibatárias.&lt;br /&gt;Aprofundando o conceito, trata-se de uma palavra-valise sofisticada, na qual paradoxos lógicos se combinam.&lt;br /&gt;O Carnaval, espaço técnico do reinado momesmo (curiosamente demarcado pelo calendário católico), é uma das poucas épocas do ano em que, por um período de tempo, uma pessoa pode se dar ao luxo de " ser quem ela não é" (o delegado pode sair fantasiado de índio; o bicheiro se torna presidente de uma comunidade, um machão pode se fantasiar de mulher, etc.). Associando este fato lúdico à sexualidade, cria-se uma contradição: pois em relação ao sexo todo mundo "tem que ser exatamente quem é", senão não há prazer nem liberdade.&lt;br /&gt;Os Momossexuais representam em essência os conceitos de liberdade pós-modernos; afinal vivemos tempos em que a democracia gestada no viés liberal do iluminismo, destituiu a pessoa romântica de sua intimidade e deu ao indivíduo (submisso às regras comunitárias do estado) ferramentas de ação social, fragmentando sua identidade e criando ao seu redor uma liberdade sem sujeito.&lt;br /&gt;Assim, Os Momossexuais são e não são qualquer coisa ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Uma caricatura da charada que Wittgenstein armou para tratar da questão da loucura: se o centro sair do centro, de que lado estará o lado que estava ao seu lado, pois se o centro não está no centro, porque o que estava ao seu lado (e não se moveu) deveria continuar lá?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;2 ) Logo no início do livro, no "histórico", você fala sobre a mediocriadade do preconceito. O livro tem pretensão de ser um instrumento contra o preconceito sexual?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os preconceitos (incluindo os sexuais, que, atualmente, são os mais banais no universo social) servem como parâmetros retóricos para identificar as várias contradições do mundo contemporâneo.&lt;br /&gt;São fósseis vivos da mente primitiva, artefatos do sistema límbico herdados dos homídios paleolíticos, que, ao dividir o mundo em nós/eles, determina motivos para guerras, sugere razões para as hierarquias do aparelho de estado e influi em todas as formas de divisão sociais.&lt;br /&gt;Neste sentido, o livro, com um humor acima da média, identifica nos preconceitos a alavanca que promove a violência, insufla as diferenças e alimenta o ódio entre pessoas, grupos e nações.&lt;br /&gt;A sexualidade inscrita no conjunto de seu título funciona mais como trocadilho do que como fundamento.&lt;br /&gt;A sexualidade que está em foco não é venérea. Sua ação só se estabelece enquanto relação de poder.&lt;br /&gt;Um momossexual não é (mas pode ser) hétero ou homossexual: a sexualidade que nele se manifesta atua criteriosamente sobre a vontade de potência, jogando um jogo que não se sabe onde começa nem como termina e que, em atividade, não privilegia vencedores nem aponta&lt;/em&gt; vencidos... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Leia na íntegra em &lt;a href="http://www.mpbfm.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;MPB FM&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Mais sobre Tavinho Paes em &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.poemashow.com.br/HOME.htm"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Poema Show&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-9115151487874193451?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/9115151487874193451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=9115151487874193451' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/9115151487874193451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/9115151487874193451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/07/os-momossexuais-tavinho-paes.html' title='Os Momossexuais - Tavinho Paes'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Roq4gvA074I/AAAAAAAAANA/JJREaZ8jidw/s72-c/convite+SP+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8895982866215598394</id><published>2007-07-01T11:44:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:47.028-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tanizaki'/><title type='text'>Le chat, son maître et ses deux maîtresses</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofPQKVRALI/AAAAAAAAATc/B7ZSEWglZGk/s1600-h/le+chat+son+maitre+LIVRE+POCHE.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082258581069299890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofPQKVRALI/AAAAAAAAATc/B7ZSEWglZGk/s200/le+chat+son+maitre+LIVRE+POCHE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Junichiro Tanizaki &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Folio, Gallimard, 1994.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt; linda gata se chama Lily e, nas primeiras linhas, nós, leitores, já estamos tão apaixonados por ela, quanto Shozo, seu dono. Lily é usada por todos os personagens desta história, ela é o pivô, o bode expiatório e também serve como refém quando das confusões de um triângulo amoroso. Shozo é um tipo meio acovardado e comodista que, apesar desta sua personalidade, faz muito sucesso entre as mulheres. Quando sua mãe, seu tio e uma prima preguiçosa, maquiavélica e endinheirada envenenam suas relações com sua mulher, ele aceita o plano, termina o casamento e casa-se com a dita prima, Fukuko. Antes de viver com ele, Fukuko fingia aceitar bem Lily, sabia que precisava passar pela gata para conquistar Shozo. O livro se inicia com uma carta de Shinako, a primeira mulher de Shozo, enderaçada a Fukuko. Nesta carta, muito bem pensada, Shinako pede à outra que agora ocupa o seu lugar, que interceda junto a Shozo para que ele aceite lhe enviar a gata, condição que ela já havia estabelecido para partir sem problemas. Na verdade Shinako não gostava de Lily, a gata a irritava quando se interpunha entre ela e o, então, marido, o que ela pretende agora é utilizá-la para, por sua vez, envenenar a nova relação. Faz isso muito bem, desde o momento em que lê a carta, a nova esposa já fica com a pulga atrás da orelha, inicialmente não sabe o que decidir, pesa todas as possibilidades. Finalmente fala com o marido e insiste até que ele, muito contrariado, aceita enviar Lily a Shinako. Co&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofN3KVRAJI/AAAAAAAAATM/h-jkw2Sd2Ok/s1600-h/Tanizaki+sindoh2+capa+orig..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082257052060942482" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofN3KVRAJI/AAAAAAAAATM/h-jkw2Sd2Ok/s320/Tanizaki+sindoh2+capa+orig..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;mo esta havia previsto, logo Shozo, não podendo mais agüentar as saudades da Gata, começa a rodear sua casa. Tudo como previsto, o que Shinako não esperava, entretanto, é que ela também terminasse encantada com Lily ao observá-la longe dos paparicos de Shozo e ao dar uma oportunidade ao animal. É uma das histórias mais bonitas que já li tendo um animal como um dos personagens, e muito engraçada também. Faz parte ainda deste livro três outras histórias: &lt;em&gt;Le petit royaume, Le professeur Radô et Le professeur Radô revisité.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Le petit royaume&lt;/strong&gt; é a história de um pobre professor, Shokichi Kaijima. Acreditando que podia ser um meio de aliviar a dureza da sua vida, Kaijima decide trocar Tóquio, cidade onde nasceu, por uma pequena cidade. Um dia o profesor recebe um novo aluno em sua turma&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofO56VRAKI/AAAAAAAAATU/JXlPZDMv1h0/s1600-h/Tanizaki+jouhishu+capa+original.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082258198817210530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofO56VRAKI/AAAAAAAAATU/JXlPZDMv1h0/s200/Tanizaki+jouhishu+capa+original.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;, Numakura, garoto estranho que exerce, aparentemente sem esforço, um absoluto controle sobre seus colegas. Numakura vai aumentando o seu poder, criando o seu pequeno reino, no final, nem mesmo o mestre escapa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Le professeur Radô&lt;/strong&gt; é a história de um importante professor universitário que está sendo entrevistado por um jornalista. Desesperado, este só recebe monossílabos como resposta. Por mais que tente, que tenha se preparado, o jornalista não consegue arrancar dele uma frase completa, ao sair, morto de curiosidade e raiva, sobe numa janela e vê o famoso intelectual sendo chicoteado por uma menina de mais ou menos dezesseis anos. Nesse instante o jornalista percebe, enfim, um sinal de vida nos olhos do homem.&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Le professeur Radô revisité&lt;/strong&gt;, Tanizaki retoma a história do intelectual. O jornalista o reencontra, por acaso, em um espetáculo de segunda categoria e faz questão de mostrar ao professor que ele tinha sido reconhecido. O professor, a princípio constrangido, dá trela ao jornalista ao perceber que este poderia ajudá-lo a contatar uma das lindas atrizes do espetáculo. Esta bela atriz, ele já tinha observado, nunca falava em cena e nunca mostrava o pé o que só fazia aumentar a curiosidade do professor a seu respeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Junichiro Tanizaki&lt;/strong&gt; nasceu em Tóquio, no dia 24 de julho de 1886. Publicou em 1910&lt;strong&gt; Le Tatouage&lt;/strong&gt; obra que foi imediatamente reconhecida pela crítica. Após o terremoto de 1923, Tanizaki mudou-se para Kyoto. Morreu no dia 30 de junho de 1965.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Não conheço tradução desta obra de Tanizaki para o português&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Imagens: Capa da edição francesa 'de bolso' de Le chat, son maître et ses deux maîtresses, capas originais de obras de Tanizaki.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leila Silva Terlinchamp - &lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8895982866215598394?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8895982866215598394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8895982866215598394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8895982866215598394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8895982866215598394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/07/le-chat-son-matre-et-ses-deux-matresses.html' title='Le chat, son maître et ses deux maîtresses'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RofPQKVRALI/AAAAAAAAATc/B7ZSEWglZGk/s72-c/le+chat+son+maitre+LIVRE+POCHE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3026239559898878825</id><published>2007-06-28T15:43:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:47.677-04:00</updated><title type='text'>Graham Greene - O americano tranquilo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoQQ1_A072I/AAAAAAAAAMw/xqmwGUB4K2I/s1600-h/americanotranquilo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081204799214776162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoQQ1_A072I/AAAAAAAAAMw/xqmwGUB4K2I/s320/americanotranquilo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Graham Greene está meio esquecido ultimamente no Brasil. Autor de obras reconhecidas mundialmente, fazia muito sucesso por aqui. Creio que praticamente todos os seus livros estejam traduzidos para o português, mas nem mesmo quando, em 2002, o filme com Michael Caine, foi cotado para receber um Oscar, foi o suficiente para que o livro fosse reeditado. "O Americano tranqüilo", no entanto, é facilmente encontrado em qualquer sebo.&lt;br /&gt;A literatura de Greene é surpreendente. Sempre são livros densos discutindo a posição do homem perante as grandes complexidades de um universo sem moral. Mesmo em seus livros menos "sérios", os quais ele dizia serem somente para diversão, há um traço amargo de ceticismo e desânimo. Para ele, é uma humanidade perdida em seu próprio niilismo, vazia e solitária. A razão para isso? A perda da fé em uma entidade superior, isto é, estamos em um mundo onde não existe mais a crença em Deus e que sofre as conseqüências disso. Greene se converteu ao catolicismo por meio do raciocínio e da lógica, e não por alguma revelação ou experiência mística e, por causa do seu sucesso, acabou sendo reconhecido como o maior romancista inglês católico.&lt;br /&gt;Mas não se pense que seus livros sejam manuais ou cartilhas de seminário. Sua escrita é límpida e muito fácil de ser lida. Assemelha-se, a principio, a qualquer best-seller comum. A leitura corre rápida, mas quando menos percebemos, estamos no meio de um intrincado jogo de paradoxos e conflitos emocionais e morais. Essa mistura de enredos de romance policial, aventura ou de espionagem com profundidade filosófica, e sem qualquer pretensão de didatismo religioso, talvez explique sua enorme popularidade.&lt;br /&gt;A própria vida de Greene proporcionaria um romance de aventura. Nascido em 1904, era um rapaz triste e melancólico que quase se suicidou quando tinha dezessete anos. Acabou se graduando em Oxford, fez carreira como jornalista, foi redator-chefe do Times de Londres, trabalhou em Cuba antes de Fidel. Foi funcionário do Serviço de Inteligência, isto é, foi espião. Viajou e conheceu vários países da América Latina, África e Ásia. Além de romances, escreveu com sucesso peças de teatro e roteiros de cinema (como o clássico "O Terceiro Homem", com Orson Welles). &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoQQkPA071I/AAAAAAAAAMo/XlBXAgeYEjY/s1600-h/gg1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081204494272098130" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoQQkPA071I/AAAAAAAAAMo/XlBXAgeYEjY/s200/gg1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso está refletido em suas obras. Em "O Fator Humano" (talvez sua obra-prima, ao lado de "O Americano Tranqüilo"), ele desglaumoriza até o osso a figura do espião. Nada de James Bonds aqui. Somente funcionários do governo mexendo com um burocrático e monótono serviço de recebimento e despacho de envelopes. E, ao mesmo tempo, Greene discute o racismo inglês, a falta de perspectivas na vida, a alienação política, a estupidez burocrática, etc. "Nosso Homem em Havana" é uma sátira, uma comédia desbragada ironizando a espionagem e a incompetência dos ingleses em Cuba. "Os Farsantes" é uma análise pesada e densa, nada engraçada, sobre a ditadura haitiana. E por aí vai.&lt;br /&gt;"O Americano tranqüilo" é um livro curto, pequeno. E contundente. Baseado em suas notas durante reportagens realizadas para a revista LIFE em 1952 e lançado em 1955, retrata a Indochina em sua tentativa de se livrar do domínio francês. Na verdade, os franceses estavam levando uma surra e se vislumbrava sua derrota posterior. Os olhos norte-americanos também estavam presentes e sua intervenção estava sendo prevista (embora, ninguém pudesse prever o vulto que isso tomaria pouco anos depois, quando a Indochina se tornaria Vietnã).&lt;br /&gt;A história gira em torno de um decadente e cético jornalista inglês chamado Thomas Fowler. Farto dos seus colegas jornalistas, farto da guerra em um país que aprendeu a amar, farto da politicagem e da hipocrisia diplomática, pretende se manter à parte e distante de qualquer envolvimento mais sério. A não ser com Phuong (cujo nome significa "fênix"), uma jovem vietnamita. Ela (além do ópio) é a única alegria na vida de Fowler, mas não podem se casar pois sua esposa inglesa é católica e não lhe concede o divórcio.&lt;br /&gt;E aí chega o tal americano tranqüilo, Pyle. Repleto de boas intenções, uma ingenuidade descomunal e um profundo desconhecimento do Oriente e suas especificidades, Pyle está imbuído de sua missão pela Democracia, Valores Humanos, uma Terceira Via para salvar o Oriente das garras de quem não o mereça (isto é, nem os franceses nem os próprios orientais "desprotegidos"). E com isso, com toda a força e seriedade de sua juventude e inconsciência, vai espalhando morte, destruição e tristeza. E também se apaixona por Phuong, forçando Fowler a finalmente tomar uma atitude.&lt;br /&gt;O sarcasmo e a ironia de Greene são pesados. Com uma história tão banal, ele consegue transmitir uma diversidade de emoções, conflitos e fatos políticos que atingem o leitor como uma granada direto no coração. A cena de Pyle limpando os sapatos de sangue logo após a explosão de uma bomba em uma praça pública é uma das mais fortes de toda a literatura mundial.&lt;br /&gt;Poderia render um filme clássico e inesquecível. Não foi o que aconteceu. Não foi assim com a primeira versão realizada em 1957, dirigida por Joseph Mankiewcz, mas mesmo essa é um pouquinho melhor, um tanto mais completa, do que este dirigido por Philip Noyce. Noyce joga fora toda a complexidade da situação e do texto original e somos jogados em um mundo binário, de opostos simplistas e simplórios, tratando o espectador como um verdadeiro imbecil.&lt;br /&gt;Isso é diferente de considerar o espectador como ignorante dos fatos (quem, afinal de contas, além dos historiadores e analistas políticos, ainda sabe que aquela parte da Ásia foi uma possessão francesa, antes dos norte-americanos?). Greene, por exemplo, pela boca de Fowler faz um resumo da dificuldade de se entender a Indochina citando uma dezena de organizações, partidos políticos, seitas religiosas, todos com seus próprios exércitos e seus próprios interesses, somente em um parágrafo, um primor de concisão e contundência! Em um filme, se aproveitada, esta cena duraria cinco segundos e poderia ser igualmente impactante. Noyce até tenta fazer isso, na fala de um soldado francês explicando ... para o Fowler!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5081204090545172290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoQQMvA070I/AAAAAAAAAMg/va3eSLsihs4/s400/quiet-american04.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me estender nessa questão. Basta dizer que é um filme hollywoodiano e muita coisa fica assim explicada. No entanto, apesar de tudo, há algumas boas surpresas. Há a digna e competente atuação de Michael Caine, o que por si só não constitui surpresa nenhuma; mas também há a extraordinária e coerente interpretação de Brendan Fraser como Pyle, o que, vamos e convenhamos, não é pouca coisa! Foi muito injusto ele não ter sido indicado para Melhor Ator Coadjuvante.&lt;br /&gt;Acima de tudo isso, porém, impressiona o próprio momento do filme. Em 2002, em pleno furor de ira Bushiana pós-11 de Setembro, o simples fato de filmar "O Americano tranqüilo" batia de frente com toda a histeria imperialista belicista ( e não foi à toa que ficou na ‘geladeira’ durante um ano e até cogitou-se de nem mesmo lança-lo). Se fosse um bom filme, quem sabe não impressionaria de verdade?&lt;br /&gt;Dessa forma, o filme se deixa assistir numa boa, embora sem grandes comoções. Graham Greene merecia bem mais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira – &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.desconcertos.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Desconcertos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3026239559898878825?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3026239559898878825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3026239559898878825' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3026239559898878825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3026239559898878825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/graham-greene-o-americano-tranquilo.html' title='Graham Greene - O americano tranquilo'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoQQ1_A072I/AAAAAAAAAMw/xqmwGUB4K2I/s72-c/americanotranquilo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3224037052923547790</id><published>2007-06-27T19:54:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:47.814-04:00</updated><title type='text'>Amos Oz vence o prêmio Príncipe das Astúrias de Letras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoL5Q_A07zI/AAAAAAAAAMY/3_tGcPNDRCY/s1600-h/amosoz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080897399815466802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoL5Q_A07zI/AAAAAAAAAMY/3_tGcPNDRCY/s400/amosoz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O escritor israelense Amos Oz é o vencedor prêmio Príncipe das Astúrias de Letras 2007, por ser um dos mestres da prosa hebraica moderna. O resultado foi anunciado nesta quarta-feira, em Oviedo, na Espanha.&lt;br /&gt;Escritor israelense é o vencedor do prêmio espanhol de literatura Príncipe das Astúrias&lt;br /&gt;Ele é mundialmente reconhecido pelo comprometimento na busca da paz entre israelenses e palestinos.&lt;br /&gt;Oz já era favorito ao lado do albanês Ismail Kadaré. Também estavam na disputa a romancista canadense Margaret Atwood, o poeta coreano Ko Un e o escritor italiano Antonio Tabucchi.&lt;br /&gt;Narrador, ensaísta e jornalista, Amos Oz &lt;em&gt;"tem contribuído para fazer da língua hebraica um brilhante instrumento para a arte literária e para a revelação certeira das realidades mais diligentes e universais de nosso tempo".&lt;/em&gt; A declaração foi divulgada pelo júri, presidido por Víctor García de la Concha, principal nome da Real Academia Espanhola da Língua.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Amos Oz é um dos intelectuais israelenses mais comprometidos com a busca de uma saída pacífica ao conflito entre Israel e Palestina, ao qual tem dedicado grande parte de sua produção de romances e ensaios",&lt;/em&gt; destaca o júri.&lt;br /&gt;Em 2006, Oz participou da disputa do mesmo concurso, mas perdeu prêmio para o americano Paul Auster.&lt;br /&gt;O israelense é autor de romances publicados no Brasil, como "A Caixa Preta", "O Mesmo Mar", "Meu Michel", "Não Diga Noite" e "Contra o Fanatismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nascido em Jerusalém em 1939, Amós Oz recebeu em 1992 o Prêmio da Paz da Associação do Comércio Livreiro Alemão. Em 1998, foi condecorado com o Prêmio do Livro de Israel pelo conjunto de sua obra. É um dos principais rostos do movimento Israeli Peace Now desde a fundação, em 1977.Escritor internacionalmente aclamado, recebeu ainda o Prémio Fémina, francês, É professor de Literatura na Universidade Ben-Gurion.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u307536.shtml"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Folha de S Paulo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3224037052923547790?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3224037052923547790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3224037052923547790' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3224037052923547790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3224037052923547790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/amos-oz-vence-o-prmio-prncipe-das.html' title='Amos Oz vence o prêmio Príncipe das Astúrias de Letras'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RoL5Q_A07zI/AAAAAAAAAMY/3_tGcPNDRCY/s72-c/amosoz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-350064020487798203</id><published>2007-06-24T23:04:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:48.126-04:00</updated><title type='text'>Memorial do convento - José Saramago</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn818uTmlMI/AAAAAAAAAMI/Pj8fWdel8NY/s1600-h/memorial_livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079838222035883202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn818uTmlMI/AAAAAAAAAMI/Pj8fWdel8NY/s320/memorial_livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado em 1982, o Memorial do Convento, de José Saramago, narra o período de construção de um Convento, em Mafra, em cumprimento de promessa feita pelo rei D. João V. Concomitantemente, é narrada a construção de uma passarola, sonho do padre Bartolomeu com os auspícios do rei, mas perigosamente à margem do Santo Ofício. O padre é ajudado pelo casal Baltasar / Blimunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das questões corticais neste romance é a fronteira entre a história e a ficção. Saramago não se vê como um escritor histórico mas antes como um autor de uma história na História. O seu argumento traduz-se numa estratégia narrativa que entrecruza três planos relevando o da ficção da História e o do Fantástico em detrimento do plano da História.&lt;br /&gt;Memorial do Convento consegue articular um plano da História (Portugal no século XVIII, durante o reinado de D. João V, com Autos-de-Fé, procissão de penitentes, casamento dos infantes...) com um plano da ficção da História (elementos históricos que são moldados pela ficcionalidade transformando, por exemplo, D. João V e a rainha Ana de Áustria em caricaturas e elevando, na edificação de Mafra, um herói coletivo e anônimo – os milhares de trabalhadores) e o plano do Fantástico (construção da Passarola, sonho de Blimu&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn82EeTmlNI/AAAAAAAAAMQ/m-BlKVxM6PA/s1600-h/sara08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079838355179869394" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn82EeTmlNI/AAAAAAAAAMQ/m-BlKVxM6PA/s320/sara08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nda, Baltasar, personagens ficcionais e Bartolomeu Lourenço, figura histórica do tempo).&lt;br /&gt;Neste romance, Saramago transforma Mafra num símbolo do país.&lt;br /&gt;A escrita de Saramago integra-se nos novos caminhos do romance em Portugal nos últimos anos tendo sabido recriar os caminhos do Fantástico. Em Memorial do Convento, a vertente fantástica, não sendo instituída como referência isotópica primordial, funciona pela oposição ao mundo retratado, como elemento fundamental. No romance, a realidade histórica encontra-se enleada nas teias da ficção e mais concretamente no fantástico quando fatos conhecidos pelo leitor são cruzados com elementos meta-empíricos, como o ânimo que dá ao homem a possibilidade de voar e o jejum que comunica à filha da feiticeira a capacidade de vislumbrar o interior dos humanos. O fantástico torna-se em Saramago "um modo de exacerbar a atenção sobre a terra portuguesa, sobre as suas demasias e os seus golpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Bicalho&lt;br /&gt;Sobre Mafra &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.mafra.net/mafra/index.php"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;clique aqui&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-350064020487798203?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/350064020487798203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=350064020487798203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/350064020487798203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/350064020487798203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/memorial-do-convento-jos-saramago.html' title='Memorial do convento - José Saramago'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn818uTmlMI/AAAAAAAAAMI/Pj8fWdel8NY/s72-c/memorial_livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-7201175586629179232</id><published>2007-06-23T21:24:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:48.262-04:00</updated><title type='text'>Tomie Ohtake - Sem título</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn3IH-TmlLI/AAAAAAAAAMA/U461XUpXB5Q/s1600-h/097.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079435994053645490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn3IH-TmlLI/AAAAAAAAAMA/U461XUpXB5Q/s400/097.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-7201175586629179232?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/7201175586629179232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=7201175586629179232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7201175586629179232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7201175586629179232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/tomie-ohtake_23.html' title='Tomie Ohtake - Sem título'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rn3IH-TmlLI/AAAAAAAAAMA/U461XUpXB5Q/s72-c/097.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-1586787466097949807</id><published>2007-06-21T18:11:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:48.672-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores japoneses'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tanizaki'/><title type='text'>DIÁRIO DE UM VELHO LOUCO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078638892193955426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RnrzKie0PmI/AAAAAAAAASU/_Xm7A1dtSes/s200/tanizaki+i.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Junichiro Tanizaki&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;U&lt;/span&gt;tsugi é um velho de 77 anos que vai relatando seu quotidiano, à primeira vista, morno, em um diário, como indica o nome do romance. Temos, então, acesso à rotina dos remédios, hospital, médico, família, dores. Mas, Utsugi é um velho que, confrontado às doenças e à idade, decide que não tem nada a perder. E pessoas que não têm nada a perder podem ser muito interessantes. Assim é este romance, o último de Tanizaki, escrito já nos anos 60. O autor estava também na casa dos setenta e sabia bem do que falava. O tema não é novo na obra de Junichiro Tanizaki, fetichismo, masoquismo, mulheres encantadoras prontas para se aproveitarem da fraqueza de um homem. No caso desta obra, a mulher em questão é a nora de Utsugi, Satsuko que vive na mesma casa e é odiada pelas cunhadas, o narrador se compraz com os desentendimentos e toma, claro, sempre o partido da nora. Mas podemos mesmo afirmar que Satsuko é uma aproveitadora sem cor&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RnruzSe0PlI/AAAAAAAAASM/k0XSGnd6Wzw/s1600-h/Journal_d_un_vieux_fou_Junichiro_Tanizaki__965877.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078634094715485778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RnruzSe0PlI/AAAAAAAAASM/k0XSGnd6Wzw/s200/Journal_d_un_vieux_fou_Junichiro_Tanizaki__965877.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;rer o risco de cair na armadilha do moralismo? Nem o autor, nem o narrador são moralistas, em momento algum. Não encontramos aqui nem moralidade, nem imoralidade, como a maior parte da obra de Tanizaki, este diário pode ser considerado amoral. E por outro lado, quem estaria manipulando quem? O velho Utsugi deixa claro que, apesar de velho e impotente, ainda sente desejo. Escreve em seu diário:&lt;br /&gt;“Penso, antes, que o fenômeno tem a ver com a sexualidade de um velho impotente — pois alguma sexualidade existe, mesmo num velho impotente.”&lt;br /&gt;Ou ainda:&lt;br /&gt;"Não tenho nenhuma intenção de me apegar tenazmente à vida, mas uma vez que continuo vivo, não posso deixar de sentir atração pelo sexo oposto.”&lt;br /&gt;É bem verdade que Satsuko aceita os presentes do sogro, jóias caras, por exemplo e permite que o velho a espie durante o banho, que toque o seu pé, esta parte do corpo tão importante na obra de Tanizaki:&lt;br /&gt;“Percorro com os lábios desde a panturrilha até o calcanhar. Para minha surpresa, ela não reclama. Me deixa agir à vontade. Minha língua explora o dorso do pé e alcança a ponta do dedão. Ponho-me de joelhos, pego o pé nas mãos, ergo-o e encho a boca com o dedão e os dois dedos seguintes. Pressiono os lábios contra o arco plantar.”&lt;br /&gt;Essa é uma &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RnruhSe0PkI/AAAAAAAAASE/9cgY5mT7aoA/s1600-h/diario+velho+louco.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078633785477840450" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RnruhSe0PkI/AAAAAAAAASE/9cgY5mT7aoA/s200/diario+velho+louco.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;parte do jogo entre os dois personagens principais e não cabe aqui nenhum julgamento. O velho se alegra com as migalhas que a vida ainda pode olhe oferecer. É tudo. E porque se dar o trabalho de manter um diário? Em parte pelo prazer de escrever. Ele explica:&lt;br /&gt;“Mantenho um diário porque gosto de escrever. Não pretendo mostrá-lo a ninguém. A vista anda espantosamente fraca, não consigo ler quanto gostaria e, como não tenho outras distrações, estou sempre disposto a escrever para passar o tempo. Uso pincel grosso e escrevo graúdo para facilitar a leitura. Guardo o diário num cofre pequeno, não quero que ninguém o leia. Já lotei cinco desses cofres. Imagino que será melhor queimar os manuscritos algum dia, mas me agrada também a idéia de deixá-los para a posteridade.”&lt;br /&gt;As histórias de Tanizaki são sempre muito tem consctruídas, é possível ler o autor somente por sua narrativa, mas o mais fascinante ainda é o seu texto, a sua forma de escrever, de discorrer sobre a existência, a sexualidade,a velhice sem nunca condescender. A vida como ela é, mas mostrada em elegantes linhas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A edição da Estação Liberdade foi traduzida por Leiko Gotoda, sobrinha de Tanizaki.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Leila Silva Terlinchamp - &lt;/em&gt;&lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mais sobre literatura japonesa no &lt;/em&gt;&lt;a href="http://bungakuuu.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;Bungaku&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-1586787466097949807?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/1586787466097949807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=1586787466097949807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1586787466097949807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/1586787466097949807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/dirio-de-um-velho-louco.html' title='DIÁRIO DE UM VELHO LOUCO'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RnrzKie0PmI/AAAAAAAAASU/_Xm7A1dtSes/s72-c/tanizaki+i.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3077557782995732429</id><published>2007-06-18T23:34:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:48.952-04:00</updated><title type='text'>Philip Roth - Exit Ghost</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnmLI-TmlKI/AAAAAAAAAL4/kPfMmWZ9rrg/s1600-h/roth.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078243041117377698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnmLI-TmlKI/AAAAAAAAAL4/kPfMmWZ9rrg/s400/roth.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Está previsto para Outubro deste ano (2007) , o lançamento de “Exit Ghost“, o último romance de Philip Roth. O mesmo “fantasma “ que surgiu pela primeira vez na sua obra em “The Ghost Writer”, publicado em 1979, vai finalmente desaparecer de cena. Pelo menos é o que afirma o seu criador.&lt;br /&gt;Preparemo-nos, então, para a última aparição da célebre personagem - e alter ego de Philip Roth - Nathan Zuckerman, o qual, com uma idade avançada, voltará a Nova Iorque depois de vários anos de afastamento e de quase clausura. A expectativa que rodeia este acontecimento - a realidade e a ficção confundem-se - funciona como alibi para passar em revista a vida e obra deste escritor norte-americano que, tanto provoca as maiores laudas - já recebeu todos os prémios possíveis menos o Nobel que lhe é inteiramente devido - como é confrontado com acusações de misoginia e arrogância. Homem, heterossexual, norte-americano e judeu, Roth é um dos mais importantes escritores contemporâneos, senhor de um imaginário muito próprio que conjuga, na perfeição o sentido de comicidade, ironia e autocrítica de Woody Allen com a tortuosa herança existencial de Kafka. Quem tem acompanhado de perto a sua obra ao longo das últimas décadas ficará com uma excelente ideia da evolução da sociedade americana e da psicologia de um povo. Como bónus terá uma perspectiva abrangente, marcante e desapiedada das sucessivas idades de um homem, uma vez que o autor não se coíbe em retratar, com detalhes que vão do cómico ao escatológico, as suas próprias experiências de vida. Mas atenção: os romances de Roth não são estritamente autobiográficos e ele consegue, como escritor, facultar uma perspectiva bem nítida da intemporalidade e universalidade das suas personagens. Basta ler ou reler a sua mais recente obra “Everyman” (2006) para perceber que ele se dedica a dissecar o ser humano em toda a sua grandeza (quando esta existe), miséria(s) e banalidade. Foi Martin Amis que disse que Philip Roth é um escritor de romances autobiográficos que escreve sobre a escrita de autobiografias, o que explica muita coisa em relação à vida, às preocupações e as angustias do autor.&lt;br /&gt;Roth tornou-se (muito) famoso quando saiu o seu livro “O Complexo de Portnoy”, em 1969. Não era um desconhecido visto que “Goodbye Columbus”, escrito dez anos antes, uma colectânea de contos mais uma novela que acabou por ir parar ao cinema, teve um relativo sucesso. Mas foi com a figura de Alexander Portnoy que Roth passou a ter um estatuto especial, juntamente com autores judeus do mesmo calibre, como Saul Bellow e Norman Mailer.&lt;br /&gt;Philip Roth nasceu em Nova Iorque, Newark, em 1933. Segundo o seu próprio relato em “Patrimony”, o avô Roth estudou para ser rabino na sua Polónia natal mas emigrou para a América em 1897, sozinho, deixando para trás a mulher e três filhos. Empregou-se numa fábrica de chapéus e aí trabalhou duramente para conseguir mandar vir a família que aumentou logo de seguida. Em 1914 os irmãos já eram sete. O pai de Philip, Herman, era vendedor de seguros e a mãe, Bess, tomava conta da casa e dos filhos. Estiveram casados durante cinquenta e cinco anos, até ela morrer de um AVC que deixou o pai do escritor inconsolável. Roth estudou na Bucknell University e na University of Chicago e começou a sua carreira a ensinar na prestigiada University of Iowa - berço de inúmeros escritores célebres que frequentavam as aulas de “creative writing” - e mais tarde na não menos famosa Princeton University. Em Chicago conheceu o escritor Saul Bellow, de quem se tornou amigo, que lhe apresentou a sua primeira mulher, Margaret Martinson. Estiveram casados dois anos, tendo-se divorciado em 1963. Margaret ( a quem Roth chamava “macaca” e que morreu em 1968 num acidente de viação) passou a fazer parte da galeria de personagens da obra “rotheana“. Em “My Life as a Man” - um retrato quase fiel do seu casamento - e em “O Complexo de Portnoy” algumas das figuras femininas basearam-se em Margaret. As feridas abertas pelo divórcio não chegaram a sanar, deixando Roth com um permanente sentimento de frustração e culpa. Ainda de acordo com o seu romance pseudo confessional “Operação Shylock” de 1993, Roth teria sofrido um esgotamento nervoso nos finais dos anos oitenta. Mas depois começou a viver com a actriz inglesa Claire Bloom com quem casou em 1990, tendo-se divorciado cinco anos depois. Bloom, depois da separação, publicou um livro - “Leaving a Doll´s House” - sobre a sua experiência como actriz e onde fazia “revelações” que não abonavam nada a favor do ex-marido. Bloom, que parece ter ficado subjugada pelo encanto de Roth, acusa-o no entanto de profunda misoginia e de viver fixado nas duas obsessões que atravessam todos os seus livros e que o próprio Roth diz serem o motor da vida dos americanos: o sexo e o dinheiro. É provável que Bloom tenha razão - embora no livro se mostre uma mulher queixosa e muito centrada em si própria - mas a verdade é que Roth, à custa de quem o sempre tem rodeado, conseguiu criar, em ficção, um universo que é bem real. Em resposta à ex-mulher, Roth escreveu “Casei com um Comunista”, uma sátira feroz - mais uma - que aproveita o absurdo da era MacCarthy e da sua “caça às bruxas” para mostrar outro dos lados negros da América, com toda a sua hipocrisia e pseudo moralidade. É preciso lembrar que a relação de Philip com as mulheres é complexa, difícil e conflituosa. Se por um lado elas são, obviamente, uma fonte inesgotável de desejo e um caudal infinito de prazer(es), por outro, são a causa de todas as desgraças, a razão da “queda” dos homens. Tudo porque, ainda de acordo com o escritor, são elas que mais preservam e impõem as normas de conduta e as regras sociais vigentes, o que entra em conflito directo com as “aspirações masculinas de liberdade”.&lt;br /&gt;O que vale a Roth é que ele possui um invejável sentido de humor. Basta começar por ler “ O Complexo de Portnoy”, o seu quarto romance, onde o escritor deu largas à sua verve desenfreada, brutal e hilariante. Trata-se da história de Alexander Portnoy, um jovem advogado nova-iorquino que passa o livro a confessar-se ao seu psicanalista, o (tornado) célebre Doutor Spielvogel, autor de textos científicos como “O Pénis Perplexo”. O leitor desprevenido será imediatamente alertado pela epígrafe que explica: “ O Complexo de Portnoy: uma perturbação que leva quem dela sofre a um perpétuo conflito entre fortes impulsos altruístas e de natureza ética e um desejo sexual extremo, muitas vezes de origem perversa.” Alexander relata com todos os pormenores a sua fixação pela mãe dominadora, Sophie, a sua tendência compulsiva para a masturbação e outros detalhes da sua intensa vida privada, dominada pela imprevisível e tirânica testosterona. Roth explora aqui a diferença e o atrito que resulta entre o que é básico e natural no ser humano e aquilo que, depois, devido aos preconceitos e tabus de uma sociedade, transforma a vida de qualquer mortal num inferno. Valeria a pena reler, agora, este livro que surgiu como uma bomba numa América dilacerada entre a Guerra do Vietname - e a defesa da sua legitimidade por parte da ala mais conservadora - e os movimentos hippies e pacifistas dos finais dos anos sessenta.&lt;br /&gt;Conflitos como este irão ser o mote de Philip Roth ao longo da sua vida e da sua carreira, à medida que explora as suas vivências em relação ao sexo, às relações com as mulheres, à velhice e à morte. Nada escapa ao seu olhar escrutinador, fatalista e satírico. A vida é uma farsa bem apanhada que vale a pena ser vivida, apenas para ser denegrida e exaltada em igual proporção. De Portnoy, que se dedica quase a tempo inteiro às alegrias ( e tormentos) das pulsões eróticas mais desenfreadas até ao herói do seu antepenúltimo livro, o conto moral de inspiração medieval “Everyman”, onde um hipocondríaco acaba por morrer de velho (evidentemente), o autor confessa-se directamente ao seu público. Ele foi, sempre, esse Nathan Zuckerman, uma personagem ficcionada que se parece intimamente com o seu criador e tal como ele, é um judeu de Newark que escreve um romance “Carnovsky”, cuja acção e personagens são directamente inspiradas pela sua própria família e amigos e que se revela imediatamente um sucesso fulminante. Nathan ganha uma fortuna e torna-se uma celebridade que todos querem conhecer, uma espécie de Pop Star com direito a todas as mordomias. As mulheres perseguem-no até à cama e ele casa com três delas, em rápida sucessão. O mundo sorrir-lhe-ia se não fosse a o facto de ter toda a família, vizinhos e conhecidos numa feroz campanha contra ele, uma vez que se sentem prejudicados pela imagem retratada nos livros. Assim, o pobre Zuckerman irá continuar o curso dos seus dias numa luta perene entre as raízes, o passado e a sua cultura, isto é, a voz da sua consciência, versus a sua vida real, feita de excessos, abundância material e sexual e uma sede cada vez maior de dinheiro, mulheres e poder. Mas o que separa a sua personagem de outras semelhantes - como o John Self de Martin Amis em “Dinheiro“ - é que Nathan, como bom judeu, é um homem atormentado e consciente da inevitabilidade da morte e da passagem do tempo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Helena Vasconcelos - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.storm-magazine.com/novodb/index.htm"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;strong&gt;Storm&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.storm-magazine.com/novodb/index.htm"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3077557782995732429?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3077557782995732429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3077557782995732429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3077557782995732429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3077557782995732429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/philip-roth-exit-ghost.html' title='Philip Roth - Exit Ghost'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnmLI-TmlKI/AAAAAAAAAL4/kPfMmWZ9rrg/s72-c/roth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-4958760755568055418</id><published>2007-06-16T01:41:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:49.354-04:00</updated><title type='text'>Marcelo Coelho - Tempo Medido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnN5JOTmlII/AAAAAAAAALo/bBeMTJ8QEd4/s1600-h/cover-136069-600.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076534404342781058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnN5JOTmlII/AAAAAAAAALo/bBeMTJ8QEd4/s320/cover-136069-600.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;em&gt;Costumava resistir a chamar de 'crônicas' aquilo que escrevo para o jornal. Por certo, há nesses textos um tom subjetivo, descompromissado com a informação jornalística mais 'dura', e certa liberdade na associação de idéias, que a rigor não correspondem às exigências mais estritas do trabalho de crítica ou de reportagem. Mas a crônica pura, a meu ver, não é um gênero argumentativo, que suscite do leitor discordância ou concordância intelectual. Costumo discutir idéias nesses textos; ainda que, com o passar dos anos, eu tenha passado a evitar o puro impulso da provocação polêmica, um fundo de opiniões constantes, e mesmo teimosas, sustenta a maior parte dos artigos".&lt;/em&gt; Assim Marcelo Coelho abre sua recém-lançada coletânea Tempo medido (Publifolha), que reúne 101 crônicas selecionadas das que publicou semanalmente na "Ilustrada", da Folha de S.Paulo, entre 1998 e 2007.&lt;br /&gt;Apesar da repetição de algumas passagens, caso da sensação das crianças de que quando se fecha a porta de um quarto, as coisas lá dentro começam a se mexer, e da citação da frase de Caetano Veloso, &lt;em&gt;"de perto ninguém é normal"&lt;/em&gt; (que aparece em Retrato de um torturador e em Um dia ameno com Hitler e Eva Braun), Marcelo Coelho discorre a respeito dos mais diferentes assuntos com bastante propriedade numa linguagem particular, que mistura o erudito com bom-humor, muitas vezes ácido. Há desde comentários a respeito do seriado Perdidos no espaço e de uma exposição que exibia um "&lt;em&gt;falso"&lt;/em&gt; divã de Freud, camuflado por um tapete, até uma triste previsão do futuro político brasileiro quando trata das alianças do PT com o PL e de Lula com o publicitário Duda Mendonça, na qual conclui em 9 de janeiro de 2002: &lt;em&gt;"A esta altura, já não sei se é Duda Mendonça quem trabalha para Lula ou se é Lula quem trabalha para Duda Mendonça. Eles que se entendam".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um dos melhores textos é "Burocracia participativa", em que Coelho descreve os terríveis sistemas de serviço por telefone, que obrigam o usuário a ficar apertando teclas sem parar e escutando músicas eruditas que, repetidas à exaustão, se tornam insuportáveis. Há ainda um ótimo texto a respeito da terrível mania de se preencher cupons para concorrer a qualquer coisa. Nesse sentido, sente-se falta de dois textos, que infelizmente ficaram de fora dessa coletânea: um a respeito das dificuldades da vida moderna, quando descreve o sabão líquido de banheiros públicos que mais parece um cuspe em suas mãos (ele sofre de saudades de quando era possível passar horas lavando as mãos com sabonete!) e outro que descreve o acanhamento de Gustavo Kuerten ao voltar ao Brasil após vencer algum torneio internacional como sendo semelhante ao de um garotinho diante de uma tia velha e gorda.&lt;br /&gt;No final do livro, Marcelo Coelho já é quase um amigo de infância, um tio bem-humorado que gosta de contar histórias divertidas ou aquele vizinho ranheta que reclama de quase tudo, mas que, no final, conquista, de modo avassalador, todas as pessoas ao seu redor. É a isso, provavelmente, que denominam o poder da crônica, ou seja, criar rapidamente uma identidade com o leitor e, ao tratar de temas aparentemente banais, levantar questões bastante profundas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guilherme Bryan –&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://revistacult.uol.com.br/website/default.asp"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Revista Cult&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://revistacult.uol.com.br/website/default.asp"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-4958760755568055418?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/4958760755568055418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=4958760755568055418' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4958760755568055418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/4958760755568055418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/marcelo-coelho-tempo-medido.html' title='Marcelo Coelho - Tempo Medido'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnN5JOTmlII/AAAAAAAAALo/bBeMTJ8QEd4/s72-c/cover-136069-600.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3051601760317416312</id><published>2007-06-14T13:58:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:49.522-04:00</updated><title type='text'>Tomie Ohtake - Sem título</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnGCCuTmlHI/AAAAAAAAALg/7Eq4V4NsWcY/s1600-h/ohtake.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075981238324860018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnGCCuTmlHI/AAAAAAAAALg/7Eq4V4NsWcY/s400/ohtake.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3051601760317416312?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3051601760317416312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3051601760317416312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3051601760317416312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3051601760317416312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/tomie-ohtake-sem-ttulo.html' title='Tomie Ohtake - Sem título'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RnGCCuTmlHI/AAAAAAAAALg/7Eq4V4NsWcY/s72-c/ohtake.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-7368295248102851554</id><published>2007-06-11T09:55:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:49.689-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores franceses'/><title type='text'>Carta de Simone de Beauvoir a Nelson Algren</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Re100ORIdfI/AAAAAAAAAG4/GWy-jvPMu7Y/s1600-h/beauvoir1jpgsmall.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5038811998629426674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Re100ORIdfI/AAAAAAAAAG4/GWy-jvPMu7Y/s200/beauvoir1jpgsmall.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;Sexta-feira, 26 de setembro de 1947* &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;Nelson, meu amor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram só vinte e três horas até Paris, aportamos às 6h, amanhecia. Eu estava muito cansada depois de duas noites sem dormir, bebi café e tomei dois pequenos comprimidos para me manter acordada durante o longo dia. Paris estava muito bonita, um pouco nevoenta, com um céu cinza, suave, e o aroma das folhas mortas. Fiquei muito contente ao descobrir que tinha muito a fazer aqui, tanto que só devo ir para o campo o mês que vem. Primeiro, o rádio dá ao Temps Modernes uma hora inteira a cada semana para falar sobre o que quisermos, da maneira que quisermos. Você sabe o que significa a possibilidade de chegar a milhares de pessoas e tentar fazer com que eles pensem e sintam do modo que acreditamos seja correto pensar e sentir. Isso tem de ser manejado com muito cuidado, e hoje de manhã tive uma espécie de conferência para falar sobre o assunto. Segundo, o Partido Socialista quer nos consultar sobre a possibilidade estabelecer uma conexão entre política e filosofia. Parece que as pessoas começam a acreditar que as idéias são algo importante. Terceiro, havia inúmeras cartas de todos os tipos e muito trabalho para tocar na própria revista. Eu estava feliz, quero trabalhar, trabalhar muito. A razão por eu não ter ficado em Chicago é essa minha eterna necessidade de trabalho, de dar sentido a minha vida pelo trabalho. Você tem a mesma necessidade, e essa é uma das razões pelas quais nos entendemos tão bem. Você quer escrever livros, bons livros, e, aos escrevê-los, ajudar o mundo a ser um pouco melhor. Eu também quero isso. Quero transmitir às pessoas minha forma de pensar, que creio ser a verdadeira. Eu devia desistir das viagens e todo tipo de diversão, devia desistir dos amigos e dos encantos de Paris a fim de poder ficar para sempre com você; mas não poderia viver somente de felicidade e amor, não poderia desistir de escrever e trabalhar no único lugar em que minha escrita e meu trabalho talvez faça sentido. O que é bastante difícil, pois, como lhe disse nosso trabalho aqui não é muito promissor, e o amor e a felicidade são coisas tão verdadeiras, tão seguras. E, no entanto, ele tem de ser feito. Entre as mentiras do comunismo e do anticomunismo, contra essa falta de liberdade que grassa quase em toda França, algo deve ser feito por pessoas capazes e que se importem com a situação. Meu amor, isso não cria nenhuma divergência entre nós; pelo contrário, eu me sinto bem próxima de você nessa tentativa de lutar por aquilo que julgo verdadeiro e bom, seguindo seu exemplo. Mas, ainda assim não pude evitar o choro convulsivo esta noite, já que passei momentos tão felizes com você, amei-o tanto e agora uma distância enorme nos separa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sábado – Estava tão cansada que dormi 14 horas, só acordei uma vez durante a noite para pensar em você e chorar mais um pouco. De tanto chorar, estava tão feia esta manhã que, ao cruzar com Camus na rua, ele me perguntou se eu não estava grávida: segundo ele, minha cara não deixava dúvidas! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Essa carta foi escrita por Simone de Beauvoir a Nelson Algren. Ela descreveu seu longo e apaixonado relacionamento com ele em seu romance Os Mandarins (1954). Simone tinha 39 anos quando se encontraram , estava envolvida com Sartre e escrevia O Segundo Sexo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais sobre Simone de Beauvoir no excelente site de &lt;a href="http://www.simonebeauvoir.kit.net/"&gt;Wagner Campello.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Leila Silva Terlinchamp - &lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-7368295248102851554?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/7368295248102851554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=7368295248102851554' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7368295248102851554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/7368295248102851554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/03/carta-de-simone-de-beauvoir-nelson.html' title='Carta de Simone de Beauvoir a Nelson Algren'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Re100ORIdfI/AAAAAAAAAG4/GWy-jvPMu7Y/s72-c/beauvoir1jpgsmall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3505770270588542482</id><published>2007-06-08T12:16:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:50.171-04:00</updated><title type='text'>Tomie Ohtake</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RmmBTuTmlGI/AAAAAAAAALY/WEB8xpSgWEA/s1600-h/entrada.inst.Tomie.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073728631057323106" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RmmBTuTmlGI/AAAAAAAAALY/WEB8xpSgWEA/s400/entrada.inst.Tomie.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RmmBLuTmlFI/AAAAAAAAALQ/lnCFnPfr52o/s1600-h/067.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073728493618369618" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RmmBLuTmlFI/AAAAAAAAALQ/lnCFnPfr52o/s320/067.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tomie Ohtake nasceu em Kyoto, no Japão. Em 1936, com 23 anos, veio para o Brasil e instalou-se na cidade de São Paulo, naturalizando-se brasileira em 1968. Desde a adolescência se interessava pela arte, e este desejo de ser artista reapareceu ao visitar uma exposição do artista plástico japonês Keisuke Sugano, em 1952.&lt;br /&gt;Tomie teve algumas aulas com o artista e no ano seguinte já participava do Salão Paulista de Arte Moderna e do Salão do Grupo Seibi. No começo de sua carreira retratava paisagens, principalmente do bairro paulistano onde morava; pouco depois trocou a arte figurativa pela abstrata. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1957 no Museu de Arte Moderna de São Paulo.&lt;br /&gt;Os anos 60 foram decisivos para a maturação do trabalho de Tomie Ohtake. Neste período toda a técnica de seu trabalho conflui-se com a sua personalidade. No ano de 1960 foi premiada no Salão Nacional de Arte Moderna e no ano seguinte participou pela primeira vez da Bienal Internacional de São Paulo. No final da década começou a trabalhar com serigrafia e posteriormente passou a executar gravuras em metal e litografias, que já em 1972 foram exibidas na Bienal de Veneza ao lado de nomes consagrados internacionalmente.&lt;br /&gt;Durante a sua carreira realizou diversas obras públicas, como o painel pintado no Edifício Santa Mônica, na Ladeira da Memória, em São Paulo; a escultura Estrela do Mar, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro; a escultura em homenagem aos oitenta anos da imigração japonesa no Brasil, painéis para o Memorial da América Latina, para a estação Consolação do Metrô, em São Paulo, para o Colégio Mary Imaculate em São Paulo.&lt;br /&gt;Artista consagrada, aplaudida e reconhecida pela crítica, recebeu inúmeros e significativos prêmios: melhor pintor do ano em 1974, 1979 e 1983, e em 2001 o prêmio personalidade artística do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1995 conquistou o Prêmio Nacional de Artes Plásticas do Ministério da Cultura e no ano passado recebeu o Grande Prêmio da Crítica de Artes Visuais da APCA.&lt;br /&gt;Em 2000, foi lançado em São Paulo o projeto do Instituto Tomie Ohtake, idealizado e coordenado por Ricardo Ohtake e projetado por Ruy Ohtake, inaugurado em novembro de 2002, em São Paulo. Incansável, aos 90 anos, Tomie continua fazendo arte e inspirando novos e consagrados artistas com suas cores e formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Imagens: &lt;br /&gt;- Entrada do Inst. Tomie Ohtake – SP&lt;br /&gt;- Sem título – oleo sobre tela&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3505770270588542482?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3505770270588542482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3505770270588542482' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3505770270588542482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3505770270588542482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/tomie-ohtake.html' title='Tomie Ohtake'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RmmBTuTmlGI/AAAAAAAAALY/WEB8xpSgWEA/s72-c/entrada.inst.Tomie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-8473114218516426915</id><published>2007-06-04T20:16:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:50.462-04:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leila'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autores brasileiros'/><title type='text'>Um Beijo de Colombina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RmSsJie0PLI/AAAAAAAAAO4/xQrwPs0dQyo/s1600-h/livro_beijoa%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072368360200879282" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RmSsJie0PLI/AAAAAAAAAO4/xQrwPs0dQyo/s320/livro_beijoa%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Adriana Lisboa&lt;br /&gt;Editora Rocco&lt;br /&gt;Número de páginas: 137&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro a autora dialoga com a obra do poeta Manuel Bandeira, cada capítulo leva o nome de um de seus poemas. É a história de Teresa, uma escritora jovem, bonita e promissora, exatamente assim como a autora deste livro, Adriana Lisboa. Teresa está, olha o jogo de espelhos, escrevendo uma obra que ‘dialoga’ com a obra de Manuel Bandeira. Na verdade, no começo, quem está escrevendo não é Teresa, ela pretendia escrever, mas se afoga (ou supõe-se, sai para nadar e desaparece) no mar de Mangaratiba e seu namorado, um professor de latim, na esperança de digerir os acontecimentos, empreende a escrita da obra que Teresa tinha idealizado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Adriana Lisboa nasceu no Rio de Janeiro em 1970, estudou música, mas hoje se dedica inteiramente à literatura. É escritora e tradutora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;Leila Silva Terlinchamp - &lt;a href="http://cadernos-da-belgica.blogspot.com/"&gt;Cadernos da Bélgica&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-8473114218516426915?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/8473114218516426915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=8473114218516426915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8473114218516426915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/8473114218516426915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/um-beijo-de-colombina.html' title='Um Beijo de Colombina'/><author><name>Leila Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653862952722360211</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/Sjk2JVEXHrI/AAAAAAAABTo/XkOYF01aO_4/S220/aaron+fotos+junho+2007+Tommy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_imUKCPla1_c/RmSsJie0PLI/AAAAAAAAAO4/xQrwPs0dQyo/s72-c/livro_beijoa%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-6770721196099834064</id><published>2007-06-01T01:15:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:50.746-04:00</updated><title type='text'>Tom Wolfe - Um livro por inteiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rl-r2XqlrZI/AAAAAAAAALI/X5CHOLK5kV8/s1600-h/UMHOMEMPORINTEIRO.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070960655996398994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rl-r2XqlrZI/AAAAAAAAALI/X5CHOLK5kV8/s320/UMHOMEMPORINTEIRO.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estou lendo um livro fantástico: "Um homem por inteiro". É o segundo romance de Tom Wolfe, publicado em 1998, 11 anos depois do sucesso de "Fogueira de vaidades", sua estréia na ficção.&lt;br /&gt;Fui levado a lê-lo por conta de um artigo de Wolfe em resposta às críticas que recebeu de uma espécie de Santíssima Trindade da literatura "oficial" americana: Norman Mailer, John Updike e John Irving. Os três desancaram o livro. O texto, da coletânea de artigos e reportagens "Ficar ou não ficar", é devastador - no mesmo estilo dos excelentes "A palavra pintada" e "Da Bauhaus ao nosso caos" - livros onde ele fundamenta em argumentos tudo o que a maioria já pensou, mas não teve coragem de dizer, sobre a arte e a arquitetura modernas.&lt;br /&gt;Animado pelo artigo, parti em busca do livro e acabei encontrando um exemplar em ótimo estado no "Baratos da Ribeiro", um sebo simpaticíssimo de Copacabana que eu não visitava havia séculos. Procuramos, eu e Gilberto, o atendente, por todo o sebo e nada. De repente, quando o assunto era já outro e eu me conformara em continuar minha busca depois, eis que ele encontra o livro na... vitrine da loja! Foi o primeiro de muitos acasos que têm cercado este livro. Contarei outros.&lt;br /&gt;Comecei a ler o livro logo no caminho de volta para a casa. A primeira impressão, registrada no Lado Blog do Café Impresso, foi positiva, mas não conseguiu superar "Fogueira de vaidades", que já abre a todo vapor. Na verdade, "Um homem por inteiro" pretende construir um painel mais ambicioso. Por isso, começa mais lento, apresentando personagens distantes tanto social como geograficamente, mas que vão convergindo com o acelerar da trama. É uma bola de neve, que vai crescendo, crescendo até envolver o leitor irremediavelmente. Não há como parar de ler e, da metade em diante, o livro torna-se vertiginoso.&lt;br /&gt;Um personagem que parecia secundário ganha uma dimensão repentina que beira o mítico. E aí, revela-se a mão do grande escritor. Depois de uma série de infortúnios, o tal personagem acaba na cadeia e lá o Acaso (que é onde sempre onde sentimos a proximidade de Deus), uma simples troca de livro por conta de uma confusão de títulos, vai desencadear um nova sucessão de fatos, cada vez mais grandiosos que, já posso deduzir, serão decisivos na definição da história.&lt;br /&gt;O rapaz pedira um best-seller tipo "Código da Vinci", cujo título era "O jogo dos estóicos" e recebe, para sua tristeza, uma... coletânea acadêmica de textos estóicos! Mas, ao ler na introdução que um dos autores, Epiteto, fora um prisioneiro na juventude, ele estabelece uma imediata comunicação com o filósofo, que lhe parece falar diretamente ao coração. "Dei-vos uma porção da nossa divindade, uma centelha do nosso próprio fogo, o poder de agir ou não agir, a vontade de obter e a vontade de evitar. Se prestardes atenção nisso, não gemereis, não culpareis homem algum, não bajulareis ninguém". É Zeus falando ao rapaz pela boca de Epiteto. Lindo!&lt;br /&gt;Como foi lindo também descobrir que, em abril, no meu aniversário, eu ganhara de Waldemar, meu queridíssimo amigo e irmão, exatamente uma coletânea de textos estóicos! E lá estavam, no mesmo inglês fluente, as palavras de Epiteto que tanto agitaram o personagem agindo também sobre mim! Obrigado, Wal!&lt;br /&gt;Não quero dar mais detalhes para não estragar o gozo da leitura, mas o efeito da narrativa tem sido surpreendente e emocionante. É nessas horas que percebo que nada se compara à literatura ou tudo mais parece ser dela uma variação: cinema, música, teatro. Tudo, me parece, se reduz à literatura. Mas nada se compara à experiência da palavra agindo diretamente sobre a alma do leitor, numa relação que desafia todas as limitações de tempo e espaço e parece apontar, diretamente e sem equívocos, para outra dimensão do ser - da qual a dita "realidade virtual" é hoje o simulacro mais evidente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Antonio Caetano - &lt;a href="http://www.cafeimpresso.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Café Impresso&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-6770721196099834064?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/6770721196099834064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=6770721196099834064' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6770721196099834064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/6770721196099834064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/06/tom-wolfe-um-livro-por-inteiro.html' title='Tom Wolfe - Um livro por inteiro'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rl-r2XqlrZI/AAAAAAAAALI/X5CHOLK5kV8/s72-c/UMHOMEMPORINTEIRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3917324818564464711</id><published>2007-05-22T21:39:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:50.886-04:00</updated><title type='text'>Portinari - Futebol - 1935</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RlOblfznxYI/AAAAAAAAALA/VDwW4_gROuU/s1600-h/Futebol.1935.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067565074217420162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RlOblfznxYI/AAAAAAAAALA/VDwW4_gROuU/s400/Futebol.1935.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-3917324818564464711?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/3917324818564464711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=3917324818564464711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3917324818564464711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/3917324818564464711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/05/portinari-futebol-1935.html' title='Portinari - Futebol - 1935'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RlOblfznxYI/AAAAAAAAALA/VDwW4_gROuU/s72-c/Futebol.1935.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-9014551915056999510</id><published>2007-05-17T10:46:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:51.005-04:00</updated><title type='text'>Euclides da Cunha – Esboço Biográfico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkxrU_znxXI/AAAAAAAAAK4/AbMr9W1hAnk/s1600-h/esboeuclides.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065541689354470770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkxrU_znxXI/AAAAAAAAAK4/AbMr9W1hAnk/s320/esboeuclides.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Euclides da Cunha – Esboço Biográfico&lt;br /&gt;de Roberto Ventura,&lt;br /&gt;organizado por Mario Cesar Carvalho e José Carlos Barreto de Santana.&lt;br /&gt;Cia das Letras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esboço Biográfico traz à luz o trabalho inacabado de Roberto Ventura sobre Euclides&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas amizades surgem de um livro, ou do interesse comum por um autor. Foi Euclides da Cunha que me aproximou de Roberto Ventura: não o Euclides d’Os Sertões, mas o do outro deserto euclidiano: a Amazônia. O biógrafo sabia muito bem que os ensaios amazônicos eram parte significativa (e não lateral) da obra de Euclides. Ao ler recentemente o capítulo No Coração da Selva, percebi que Roberto soube combinar as motivações e o itinerário da viagem do escritor à Amazônia com os comentários sobre os ensaios reunidos no livro À Margem da História e em outros textos euclidianos focados na região amazônica.&lt;br /&gt;Penso que o livro de Roberto Ventura é movido por esse duplo movimento: o rigor dos dados biográficos e a reflexão sobre a obra do autor. No capítulo citado, nota-se que Euclides, sob os ângulos da ideologia e da linguagem, é um pouco diferente d’Os Sertões. O estilo é menos pomposo ou afetado, o tom menos elevado, as frases são menos sinuosas e retorcidas, como se o escritor remasse vagarosamente rumo a um remanso, e não às águas caudalosas do grande rio. Menos turva é também sua visão crítica da sociedade amazônica, pois as teorias raciais e o determinismo climático são mais matizados e menos assertivos.&lt;br /&gt;No capítulo em questão, Roberto enfatizou justamente a crítica social de Euclides, ou seja, a vida nos seringais do Purus: “A mais criminosa organização do trabalho”, em que o seringueiro é “um homem que trabalha para escravizar-se”. Além disso, a velha oposição “civilização/barbárie”, um discurso tão em voga por ideólogos neoconservadores, já não faz mais sentido para Euclides. Nos ensaios amazônicos ele observou, com agudeza, que os “civilizados” eram os verdadeiros protagonistas da barbárie. Essa reflexão, que já constava n’Os Sertões, foi aprofundada depois da longa e exaustiva viagem do escritor à Amazônia.&lt;br /&gt;Em suas anotações de campo, Euclides trabalhava com a minúcia e a perícia de um calígrafo; creio que o mesmo pode-se dizer do trabalho do biógrafo: minucioso, atento a tudo, a todas as fontes primárias e secundárias, e atento também à pesquisa de campo. Graças a esse empenho de biógrafo obstinado, conheci Roberto há uns oito ou nove anos em Manaus, para onde viajou em busca de rastros de Euclides.&lt;br /&gt;Além de ter pesquisado nas bibliotecas e nos arquivos da cidade, ele quis conhecer o igarapé de São Raimundo, de onde partiram os barcos da Comissão Mista Brasileiro-Peruana rumo à nascente do Purus. Depois visitamos Vila Glicínia, a chácara de Alberto Rangel situada perto da praça Chile, na Vila Municipal, onde Euclides havia morado três meses, primeiro irritadíssimo com o clima quente e úmido, depois apaziguado com as manhãs frescas e ensolaradas e, por fim, resignado com o ritmo moroso das pessoas e do cotidiano manauara. Visitamos o chalé de Rangel, com um quintal tipicamente amazônico, e depois provamos do melhor peixe com farinha.&lt;br /&gt;Lembro que brinquei com ele, dizendo que o seu jeito calmo e sereno, sem ânsia, era um dos modos (ou uma das aparências) de ser amazonense. Uns dois anos depois da visita do Roberto, a casa da Vila Glicínia foi totalmente destruída e o quintal desmatado; no terreno foi construída uma loja horrorosa de peças para banheiro. Ou seja, a casa tornou-se ruínas, uma palavra tão recorrente na obra Euclides, que, segundo Augusto Meyer, “dramatiza tudo, e a tudo consegue transmitir um frêmito de vida e um sabor patético”.&lt;br /&gt;Quem admira a obra de Euclides, lamenta a sua morte prematura, que interrompeu também a elaboração de Um Paraíso Perdido, o livro prometido e anunciado sobre a Amazônia. Algo semelhante pode-se dizer do desaparecimento precoce de Roberto, que, à semelhança de Euclides, deixou o esboço de um livro prometido. Certamente não era o trabalho definitivo que pensava escrever, mas nesse esboço o leitor pode vislumbrar a envergadura do que poderia ter sido uma biografia acabada.&lt;br /&gt;Às vezes, um esboço é a prefiguração luminosa de um texto definitivo. Pois é justamente nos esboços de Euclides que encontramos intuições poderosas, relações sociais e econômicas da Amazônia com o Brasil e o mundo, observações agudas sobre os migrantes nordestinos e os nativos da região. No ensaio Os Caucheros, talvez um dos mais belos e pungentes d’À Margem da História, Euclides narra suas andanças nas margens do Alto Purus, e faz uma crítica incisiva à brutalidade do “cauchero”, ao tráfico criminoso de seres humanos praticado por esse “homúnculo da civilização”, segundo as palavras do escritor.&lt;br /&gt;Num dia de julho de 1905, depois de avistar o “corpo desnudo e atrozmente mutilado” de uma índia amahuaca, o narrador passa pelos “escombros das estâncias abandonadas” e se depara com um homem solitário na floresta: um índio desgarrado de sua tribo. No canto de uma tapera em ruínas, ele está acocorado, inchado de impaludismo, contemplando impassível os homens da Comitiva. Esse índio agonizante não consegue responder com clareza às perguntas do narrador, pois sua voz é “um regougo quase extinto numa língua de todo incompreensível”. No entanto, agonizante naquela solidão absoluta, esse pobre-diabo consegue pronunciar uma única palavra, que expressa a força de um sentimento antes da morte, como mostra essa passagem narrada com emoção e dramaticidade por Euclides:&lt;br /&gt;“Por fim, com enorme esforço levantou um braço; estirou-o, lento, para a frente, como a indicar alguma coisa que houvesse seguido para muito longe, para além de todos aqueles matos e rios; e balbuciou, deixando-o cair pesadamente, como se tivesse erguido um grande peso: ‘Amigos’ ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O texto acima foi lido pelo autor no lançamento do livro “Euclides da Cunha – Esboço Biográfico” (Companhia das Letras, 352 págs.), de Roberto Ventura, organizado por Mario Cesar Carvalho e José Carlos Barreto de Santana.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-9014551915056999510?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/9014551915056999510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=9014551915056999510' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/9014551915056999510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/9014551915056999510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/05/euclides-da-cunha-esboo-biogrfico.html' title='Euclides da Cunha – Esboço Biográfico'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkxrU_znxXI/AAAAAAAAAK4/AbMr9W1hAnk/s72-c/esboeuclides.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-2715079235647867018</id><published>2007-05-15T01:03:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:51.375-04:00</updated><title type='text'>Mark Twain - Tom Sawyer</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RklAL7VjJdI/AAAAAAAAAKw/edmbaCorVw4/s1600-h/TOMSAWmus%20copy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064649829605647826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RklAL7VjJdI/AAAAAAAAAKw/edmbaCorVw4/s400/TOMSAWmus%2520copy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rkk_2bVjJcI/AAAAAAAAAKo/br6Vd4ENocU/s1600-h/mark.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064649460238460354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/Rkk_2bVjJcI/AAAAAAAAAKo/br6Vd4ENocU/s320/mark.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tom Sawyer&lt;br /&gt;Mark Twain&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os livros de Samuel Langhorne Clemens (o verdadeiro nome de Mark Twain) são marcados em sua maioria por um tom leve, divertido e humorado. O seu humor, no entanto, não é tão simples como pode parecer á primeira vista. Quase sempre é uma critica feroz e satírica dirigida à sociedade norte-americana em sua fase de formação como país independente, não só física como culturalmente. Twain ajudou a montar uma literatura autenticamente norte-americana, junto com um Natanhiel Hawthorne ou Herman Melville Recolhia histórias, prestava atenção nos detalhes, fantasiava, moldava uma mentalidade, fixava-se no folclore. Mas, não era nada condescendente. Seus personagens mais famosos como Tom Sawyer ou Huckberry Finn são exemplos de uma força de vontade indomável, graça irreprimível, elogio à vida. E, ao mesmo tempo, são acompanhados por uma descrição quase naturalista de tipos de pessoas comuns e ignorantes e um sarcasmo sem contemplações para suas características menos admiráveis. Andamos por ruas e regiões ainda quase selvagens e desabitadas, principalmente ao longo do rio Mississipi.&lt;br /&gt;Pode-se rir ao longo de toda a obra, da primeira a ultima página de “Tom Sawyer”, admirar a estonteante imaginação de Twain, suspirar por uma infância passada que sempre imaginamos ter sido mais pura e simplificada, com todas suas fantasias, brincadeiras e ilusões. Pode-se chegar ao fim e contentar-se somente em considera-lo como um livro divertido e gostoso de ler. Ao leitor um pouco mais atento não escaparão as idiossincrasias, as imperfeições intimas, os conflitos, as contradições pessoais. Os personagens dos livros de Mark Twain podem ser engraçados, mas sempre demarcados por um detalhe a mais, mesmo que adverso. Na prática, é isso que faz com que sejam, ao final de contas, realmente humanos. Reais.&lt;br /&gt;Mark Twain expressa em grau superlativo uma dessas enormes contradições entre obra e autor que são muito mais comuns do que imaginamos. Enquanto seus livros alcançavam um pico de humor e satisfação e sua fama corria solta, sua vida foi marcada por constantes tragédias, problemas de saúde, mortes.&lt;br /&gt;Nascido em 1835, no Missouri, sua infância é fortemente marcada e influenciada pela proximidade e importância do rio Mississipi. Durante vários anos trabalhou como piloto dos barcos que percorriam o rio, conheceu todas as paradas e vilarejos á suas margens, conviveu com todo esse povo ribeirinho, ele próprio sempre fora morador de uma dessas cidades. O seu pseudônimo, aliás, provém exatamente disso: os marinheiros costumavam gritar “Mark Two” para avisar que o rio estava em condições de navegar, significando que a água estava com quatro metros de profundidade. Nos seus termos, quatro metros eram duas braças, por isso o grito: “Marca Duas!”.&lt;br /&gt;Ele tentou ser mineiro em Nevada, mas não deu certo. Sua vocação era mesmo trabalhando nos jornais onde começou como aprendiz de tipógrafo. Começou a escrever contos, crônicas, pequenas reportagens. Seu estilo bem-humorado mesclado com um forte sarcasmo e retratando a vida cotidiana fez enorme sucesso. Outra faceta marcante eram as conferências: era um conferencista brilhante proporcionando verdadeiros shows populares, requisitado constantemente, apesar de cobrar caro pelas suas apresentações. Seu primeiro livro foi publicado em 1867 e todas as suas obras venderam muito bem. Fundou sua própria editora em 1884. O clássico “Tom Sawyer” foi lançado em 1876, firmando ainda mais, se possível, sua popularidade.&lt;br /&gt;Isso, por um lado. Por outro, as dívidas sempre o perseguiram, apesar do dinheiro que recebia do seu trabalho; houve a doença que por muito tempo, acometeu sua mulher que, entre muito sofrimento, obrigou-os a ficar separados nos últimos momentos de sua agonia. Seu filho Langdon havia morrido somente com dois anos de idade e sua filha mais amada, Livy, morreu na banheira por causa de um ataque epiléptico enquanto tomava banho. Sua editora dura apenas dez anos e ele é obrigado a cada vez mais trabalho, mais artigos, mais conferências pagas para poder cobrir suas dívidas.&lt;br /&gt;O impressionante é o como tenha podido, entre tantas turbulências, escrever uma vasta obra e com tal qualidade. Em 1885, publica o outro clássico, a continuação de “Tom Sawyer”, “As Aventuras de Huckberry Finn”, por muitos considerada sua obra máxima.&lt;br /&gt;Deixemo-nos guiar pela inteligência e as artimanhas de Tom e a sede absoluta de liberdade do seu melhor amigo Huck, ao sabor da corrente do Mississipi, entre brincadeiras de barco de pirata, primeiros namoros, e um assassinato no cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claudinei Vieira - &lt;a href="http://www.desconcertos.com.br/"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Desconcertos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nota: Tom Sawyer tem várias publicações no Brasil. Ediouro, Nova Cultural, Scipione, Martin Claret, Melhoramentos, Ática, Nacional, Objetiva, etc.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/29218732-2715079235647867018?l=rosebud-rose-bud.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/feeds/2715079235647867018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=29218732&amp;postID=2715079235647867018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2715079235647867018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/29218732/posts/default/2715079235647867018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/2007/05/mark-twain-tom-sawyer.html' title='Mark Twain - Tom Sawyer'/><author><name>Vera do Val</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11845649170419613529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RklAL7VjJdI/AAAAAAAAAKw/edmbaCorVw4/s72-c/TOMSAWmus%2520copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-29218732.post-3648120173516762754</id><published>2007-05-12T17:40:00.000-04:00</published><updated>2008-12-09T08:14:52.111-04:00</updated><title type='text'>O espírito inquieto de Pasolini</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkY08rVjJbI/AAAAAAAAAKg/5BLkvdIoYgI/s1600-h/pasolini11.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063793048054605234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkY08rVjJbI/AAAAAAAAAKg/5BLkvdIoYgI/s400/pasolini11.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkY01LVjJaI/AAAAAAAAAKY/TUO1ls-UsDk/s1600-h/aliolhosazuis.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063792919205586338" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_oD-g-o8rcMQ/RkY01LVjJaI/AAAAAAAAAKY/TUO1ls-UsDk/s320/aliolhosazuis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Alì dos olhos azuis&lt;br /&gt;Píer Paolo Pasolini&lt;br /&gt;Berlendis Editores&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O livro “Alì dos Olhos Azuis” reúne 20 textos escritos entre 1955 a 1967 pelo autor e cineasta italiano&lt;br /&gt;O “Inferno” de Dante guarda uma inscrição na sua porta de acesso: “Deixai toda esperança, vós que entrais”. São as mesmas palavras proclamadas pela prostituta Amore ao alertar a inocente Stella sobre os perigos da profissão, ambas personagens do conto “Accattone”. Poderia se falar o mesmo antes de avançar no universo literário do escritor, poeta e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini. Grande parte de seu legado tem como ambiente os cantos mais sórdidos de Roma e revela as peripécias de personagens desesperançados, em luta pela sobrevivência nas periferias da cidade.&lt;br /&gt;Ler seus escritos é flanar pelas ruas com &lt;em&gt;“cheiro de esterco”,&lt;/em&gt; percorrer vielas e observar o &lt;em&gt;“horizonte embebido de imundície”,&lt;/em&gt; perambular pelas margens do rio Tibre, cujas águas, segundo Pasolini, são de um &lt;em&gt;“verde ácido e podre&lt;/em&gt;”. E terminar o dia com o sol se pondo&lt;em&gt; “vermelho como as bochechas de um tísico&lt;/em&gt;”. Cada personagem criado pelo escritor –seja ele uma prostituta, um cafetão ou o jovem que trabalha no abatedouro- carrega uma infância corrompida e uma esperança limitada de ascensão social.&lt;br /&gt;A editora Berlendis e Vertecchia acaba de lançar o livro “Alì dos Olhos Azuis”, uma coletânea rechonchuda de 640 páginas (R$ 75), com 20 textos heterogêneos -de poemas a novelas- produzidos pelo escritor entre 1950 e 1965. A princípio, o escritor está mais preocupado em tecer estudos sociológicos de teor erudito, como em “Recortes de Noites Romanas” (1950) e “Estudos sobre a Vida em Testaccio” (1952). Aos poucos, Pasolini infiltra-se em situações mundanas, para construir histórias mais simples e cativantes. É o caso das sagas de Accattone e Mamma Roma, publicadas nos anos 60.&lt;br /&gt;Na nota de introdução, um dos quatro tradutores envolvidos no projeto, Maria Cristina Pompa, esboça o caráter dos textos de Pasolini e traça o perfil da cidade de Roma retratada pelo autor. &lt;em&gt;“A geografia pasoliniana da miséria e da marginalidade não pára nos limites da periferia, mas penetra e violenta os lugares consagrados da Roma do cartão-postal, junto com seus borgatari que à noite invadem a Cidade Eterna que nunca lhes pertencerá”,&lt;/em&gt; escreve.&lt;br /&gt;O termo “borgate”, usado pela tradutora, diz muito a respeito do universo pasoliniano. Refere-se aos conglomerados de casas populares, comuns nos anos 50 e 60, localizados na extrema periferia de Roma. Pasolini fala muito dos moradores dessas habitações. No texto “Notas para um Poema Popular”, faz uma espécie de crônica social:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“No garoto da periferia há muito menos elegância, e muito mais delinqüência em um sentido menor dessa palavra. O impulso de suas reações é muito mais limitado e elementar: mais tacanho o seu modo de interpretar. É capaz de piedade muito menor. Não que haja nele pouca vida moral, simplesmente não tem nenhuma.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, completa:&lt;em&gt; “É necessário recordar que vive nos chamados ‘casebres’, casas para despejados, onde não há diferença entre o piso e a terra batida das ruas sujas, dos patiozinhos: ou em lotes mais nus que prisões. Tem um pouco dos fenômenos neuróticos de quem vive em um campo de concentração”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nos tipos retratados por Pasolini, inexiste uma noção bem definida de lealdade ou ao menos ela é sub
